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A capitania de Sergipe del Rei foi fundada por Cristóvão de Barros em 1590, após:
aliar-se a alguns povos indígenas e derrotar a resistência de nativos e franceses
expulsar os holandeses com auxílio de todos os povos indígenas da região
formar-se um grupo de colônias açorianas em toda a extensão da futura capitania
ocupar o território sem nenhuma contestação ou conflito
Considere a fonte histórica abaixo:

Trecho de manifesto publicado no jornal O Espectador Brasileiro em que o presidente da província de Pernambuco convida outras províncias a aderir à Confederação do Equador - Biblioteca Nacional Digital. Fonte: Agência Senado.
Com relação à participação sergipana na Confederação do Equador, assinale a alternativa correta.
Sergipe liderou o movimento confederado ao lado de Pernambuco e declarou-se oficialmente república independente por um período de três meses.
A participação sergipana foi exclusivamente simbólica, representada apenas por protestos populares nas ruas de Aracaju, sem envolvimento das classes políticas locais.
O território sergipano tornou-se base de apoio logístico aos confederados, sediando reuniões militares e proclamando ruptura com o Império.
Embora não tenha aderido oficialmente à Confederação, Sergipe foi afetado por perseguições políticas a simpatizantes do ideário republicano e sofreu intervenções imperiais para garantir a lealdade da província.
A repressão à Confederação do Equador foi branda em Sergipe, uma vez que suas elites se mantiveram neutras ao conflito regional.
Considere o trecho abaixo:
"A costa do Cotinguiba mostra-se fértil e abundante, ainda que os nativos resistam à catequese e recusem a amizade dos lusos."
(Relato anônimo baseado em narrativas de cronistas coloniais do século XVII, como Fernão Cardim e os missionários jesuítas. CARDIM, Fernão. Tratados da terra e gente do Brasil. Edusp, 1980.)
O excerto revela aspectos da colonização sergipana. Com base nele e nos estudos sobre os mecanismos de ocupação no território, assinale a alternativa correta.
O litoral norte de Sergipe foi ocupado sem qualquer resistência, o que demonstra o sucesso da política indigenista da Coroa.
A fertilidade da terra e a resistência nativa mostram a complexidade do processo de ocupação, marcado por violência, conflitos e reconfiguração de territórios tradicionais.
A resistência indígena foi um fenômeno esporádico e pouco relevante para a estruturação territorial da capitania.
A colonização do vale do Cotinguiba foi inicialmente mediada por missionários franciscanos, sem conflitos com os grupos indígenas.
A catequese no Cotinguiba foi amplamente aceita por lideranças indígenas, o que facilitou a doação de sesmarias aos colonos.
Diversos historiadores destacam que a elevação de Sergipe a capitania independente em 1820 não foi um ato isolado, mas inserido nas tensões entre centros e periferias coloniais. Com base nessa perspectiva, analise as afirmativas abaixo e assinale a correta.
A emancipação político-administrativa de Sergipe foi parcialmente motivada pelo controle das rendas do comércio marítimo e fluvial locais, anteriormente administradas pela Bahia.
A separação foi imposta por Portugal após o bloqueio do porto de Aracaju por tropas pernambucanas republicanas.
A separação de Sergipe da Bahia ocorreu para fortalecer o controle direto da Coroa sobre o escoamento do ouro do Sertão Goiano.
A autonomia administrativa de Sergipe foi uma concessão direta aos movimentos abolicionistas da região.
A independência de Sergipe foi fruto de uma reorganização do sistema de capitanias hereditárias promovida por D. Pedro I.
Considere o texto sobre a presença indígena em Sergipe.
O bicentenário da emancipação de Sergipe foi comemorado ou discutido em todo o ano de 2020. Nessa comemoração, os povos indígenas não poderiam ficar ausentes, devido à existência ininterrupta ao longo dos últimos cinco séculos. Assim, é possível fazer uma síntese sobre os índios nos quatro séculos da colonização. Do primeiro, o XVI, é importante destacar a catequese iniciada pelos jesuítas, as doenças que mataram muitos índios, as alianças com os portugueses para participar em suas guerras, as fugas e, finalmente, a conquista do território. No século XVII, destacamos a formação das principais aldeias que existiram em Sergipe. No século seguinte, frisamos a aplicação da legislação do marquês de Pombal, chamada de leis da liberdade dos índios, por volta de 1757. Finalmente, no século da emancipação de Sergipe é relevante destacar que os índios de Pacatuba foram recrutados pelo comandante das armas para lutar contra o primeiro presidente de Sergipe, em 1824. No período entre o final do século XIX e o início do XX teve destaque a luta de um notável indígena que assume o protagonismo de seu povo.
MONTEIRO, D. et al. Debate sobre os povos indígenas no bicentenário da emancipação de Sergipe. In: SOUZA, A.; SANTOS, C. (org.). Clio Digital: Memórias e Histórias de Sergipe (200 anos da Independência) formação. Aracaju: Criação, 2022. Adaptado.
O mencionado protagonismo da luta indígena em Sergipe, no final do século XIX e início do XX, refere-se à atuação do
Líder Raoni Metuktire, da etnia Caiapó
Cacique Mário Juruna, da etnia Xavante
Cacique Inocêncio Pires, da etnia Xokó
Ambientalista Ailton Krenak, da etnia Krenak
Escritor Daniel Munduruku, da etnia Munduruku


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As tradições ceramistas do Baixo São Francisco e os vestígios arqueológicos encontrados em Ilha das Flores e Pacatuba revelam uma ocupação pré-colonial complexa, associada à cultura Tupinambá e aos grupos sambaquieiros. Tais elementos são fundamentais para a construção da memória cultural sergipana. Com base nesse contexto, é correto afirmar que:
Os vestígios arqueológicos sergipanos comprovam a inexistência de sociedades sedentárias antes do século XVI.
A presença dos grupos ceramistas em Sergipe é recente e ocorreu após o contato com europeus.
Os sambaquieiros sergipanos tinham cultura nômade e desenvolveram técnicas cerâmicas parecidas com as feitas pelos povos marajoaras.
A produção cerâmica e a construção de sambaquis no território sergipano evidenciam formas sofisticadas de organização social e domínio do espaço.
Os grupos indígenas do Baixo São Francisco desapareceram sem deixar traços materiais ou culturais relevantes.
Em 17 de março de 1855 o então Povoado de Santo Antônio do Aracaju foi elevado à condição de capital da Província de Sergipe Del Rey.
Sobre esse processo, assinale a opção que descreve corretamente uma das principais motivações para essa transferência.
A preocupação do então Presidente da província com o escoamento do comércio cafeeiro, em crise pela concorrência da produção nas Antilhas, levou à escolha de um novo sitio, na foz do rio Vaza-Barris.
A instalação da primeira fábrica de tecidos perto do rio Sergipe e a migração populacional em função das atividades industriais nascentes tornaram o povoado de Santo Antônio economicamente atrativo para se tornar capital da província.
A possibilidade vantajosa de erguer uma capital ao redor das principais instituições da administração do governo provincial, que já estavam localizadas no povoado de Santo Antônio do Aracaju.
A substituição do modelo cidade-fortaleza pelo cidade-porto, proposta pelo engenheiro Sebastião José Basílio Pirro, levando à busca de um novo sitio para o traçado de ruas em linha reta, que lembravam um tabuleiro de xadrez.
A oportunidade de associar a capital a um porto localizado em lugar plano, facilitando a entrada de navios de maior porte para manter e ampliar o comércio exportador de açúcar, uma vez que São Cristóvão não atendia essas necessidades.
A etnia indígena remanescente em Sergipe teve sua demarcação de terra consolidada em fins do século XX. Isto ocorreu no município de Porto da Folha, nas áreas de Caiçara e Ilha de São Pedro, que passou a ser formalmente o território dos:
Jê
Xokó
Cariri
Uruma
Sabemos que o tenentismo em Sergipe encontrou apoio em jovens oficiais e estudantes, articulando o discurso modernizador com práticas clientelistas locais. A partir do contexto político da época, é correto afirmar que:
A revolução de 1930 teve impacto limitado em Sergipe, sem alterações institucionais significativas.
O movimento tenentista foi completamente rejeitado pelas oligarquias sergipanas, que controlavam o Estado Novo.
A intervenção federal em Sergipe foi precedida por levantes populares em Aracaju organizados por sindicatos fabris.
O tenentismo em Sergipe promoveu ruptura com o coronelismo, instaurando uma ordem política de base popular imediata.
O apoio ao movimento de 1930 em Sergipe refletia tensões entre modernização e manutenção de alianças locais, especialmente no interior.
Leia o texto a seguir.
Bem como uma grande preocupação do período da higienização. O século XIX assistiu a várias epidemias, dentre elas a de cólera bem como ao crescimento de um discurso higienista. Na Província de Sergipe, a cólera chegou em 1855 e fez inúmeras vítimas entre escravizados e livres, nas diversas regiões, com o isso ocorreu a difusão do discurso citado e das práticas higienistas.
CUNHA, Joceneide. Senzalas de palha, choças e choupanas: apontamentos sobre a história da moradia escrava nas terras sergipanas (1801-1888). Revista Do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, n. 46, 2016. [Adaptado].
Qual foi uma das medidas feitas para mitigar os efeitos da situação descrita?
Distribuir medicamentos aos mais vulneráveis.
Criar moradias separadas para os escravizados.
Construir hospitais de campanha nas cidades.
Suspender o contato com estrangeiros no local.


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Leia o texto a seguir.
Menor de oito anos, propriedade do funcionário público José Joaquim Moreira. O crime foi confessado pelo menor Nicolau Teixeira da Cunha, que acusou como seu parceiro o caixeiro português Antônio Pereira da Silva. Este alegou ao subdelegado que apenas tratara de lavar a menina por estar ensanguentada e chorando. Ele fora desmentido pela vítima e por um moleque da casa que levara a negrinha a pedido do caixeiro. O corpo de delito foi procedido pelos doutores Manuel Antunes de Sales (1817-1864) e pelo baiano Francisco Sabino Coelho de Sampaio. Os médicos declararam achar a menor ‘estuprada e com as partes sexuais tão dilaceradas, intumescidas e ensangüentadas que fazia consternar.
CORREIO SERGIPENSE. APUD: CARDOSO, A. Escravidão em Sergipe. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, n. 34, 2003-2005, p. 61 e 62. [Adaptado].
Casos como o apresentado suscitaram qual comportamento dos escravizados no Sergipe?
A evasão ilícita dos escravizados.
A resignação plena aos senhores.
A conversão para a religião católica.
A criação de hospitais especializados.
São cidades sergipanas reconhecidas como cidades históricas:
Neópolis e Campo do Brito.
Areia Branca e Tomar do Geru.
São Cristóvão e Laranjeiras.
Aracaju e Simão Dias.
Durante os vinte anos do regime militar, alterou-se a composição das forças sociais, políticas e econômicas de Sergipe, com o declínio do empresariado urbano e o retorno do predomínio dos grandes pecuaristas, o que ficou conhecido como sociedade do couro.
Certo
Errado
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) venceu as eleições para o governo estadual de Sergipe em plena redemocratização, iniciada em 1986.
Certo
Errado
Acerca das incursões estrangeiras promovidas nos séculos XVI e XVII no território que viria se tornar o estado de Sergipe, analise as afirmativas a seguir:
I. Na primeira década do século XVI, o território sergipano foi visitado pela expedição portuguesa de Gaspar de Lemos, mas foram os ingleses que travaram contatos pacíficos com os indígenas e começaram a realizar as primeiras atividades de escambo, importando da região pau-brasil, pimenta, cana-de-açúcar e algodão.
II. Ao decidir iniciar a colonização do Brasil, a coroa portuguesa decidiu implantar o sistema de capitanias hereditárias na sua colônia. A capitania correspondente ao território do atual estado de Sergipe foi cedida a Francisco Pereira Coutinho, que se tornou donatário por meio da Carta de Doação, mas acabou vendendo as terras para o donatário da capitania da Bahia.
III. Durante o período denominado União Ibérica, o rei Felipe II da Espanha, que até então governava Portugal e suas colônias, ordenou a construção de um arraial, nomeado de cidade de São Cristóvão, que veio a resultar na capitania subalterna de Sergipe Del Rey.
IV. No decorrer do século XVII, os rios tiveram grande importância no processo de colonização europeia nas terras sergipanas por serem utilizados como vias de acesso e deslocamento (navegação) e também por possibilitarem a fixação de pessoas em suas margens por meio de vilas.
Após análise, considera-se corretas
apenas as afirmativas I e II.
apenas as afirmativas II e III.
apenas as afirmativas III e IV.
apenas as afirmativas II, III e IV.
as afirmativas I, II, III e IV.


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A respeito do território sergipano e da sua formação, assinale a opção correta.
A vegetação original da Zona da Mata é a floresta tropical, hoje bastante preservada em função de bem-sucedidas políticas públicas de proteção do meio ambiente.
Durante a colonização, índios e franceses mantinham boas relações, que eram toleradas pela coroa portuguesa, em razão da sua falta de interesse no controle efetivo da região.
A ocupação do território sergipano pelos povos indígenas iniciou-se na Idade Média, pouco antes da colonização pelos europeus.
A colonização em Sergipe estabeleceu-se com a criação de gado, a extração do pau-brasil e o cultivo da cana-de-açúcar e do fumo.
Acerca da história do município de São Cristóvão, assinale a opção correta.
São Cristóvão não sofreu consequências da invasão holandesa a Sergipe, por ter pouca importância política na época.
No século XIX, lideranças políticas da região do rio Cotinguiba tentaram manter sua hegemonia com os primeiros movimentos que exigiam que a capital do estado fosse transferida de São Cristóvão para Aracaju.
No período colonial, a então capital sergipana acolhia escravos fugidos, garantindo-lhes proteção e segurança, e mantinha relações cordiais com a vizinha Vila Nova.
Holandeses e portugueses combateram na cidade, tendo os primeiros saído vitoriosos.
Acerca do processo de ocupação e povoamento do território sergipano, analise as afirmativas abaixo:
I. Os primeiros indícios da ocupação humana do território que hoje corresponde ao estado de Sergipe, datam do final do século XVI.
II. Como os primeiros habitantes do território, que hoje corresponde ao estado de Sergipe, não possuíam o domínio da escrita, esses povos não fazem parte da história tradicional do estado sergipano.
III. Através da análise de achados arqueológicos, podemos identificar a existência de Canindés, Aratus e Tupi-guaranis no território sergipano primitivo.
IV. Situado entre os rios São Francisco e Real, o litoral sergipano foi visitado em expedição, no início do século XVI, por Gaspar de Lemos.
Após análise, considera-se corretas
apenas a alternativa III.
apenas as afirmativas I e II.
apenas as afirmativas I e III.
apenas as afirmativas II e III.
apenas as afirmativas III e IV.
“Antes do sergipano ser lavrador, foi pastor”.
FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2 ed. Petrópolis: Editora Vozes, Aracaju: Governo do Estado de Sergipe, 1977.
A frase acima, atribuída a Felisbelo Freire, se faz presente em vários textos da historiografia sergipana. Muitos autores a citam quando estudam o período colonial da então província sergipana. Podemos afirmar que Freire identifica as origens da identidade sergipana alinhadas
ao cultivo do algodão.
à metalurgia.
ao cultivo da mandioca.
à cultura pastoril.
à exploração mineradora.
Acerca do processo de ocupação e colonização do território sergipano, assinale a opção correta.
Os padroeiros não tiveram relação com o desenvolvimento das freguesias e paróquias na formação da municipalidade, visto que a Igreja Católica teve papel irrelevante na gênese das povoações até a outorga de cidade a São Cristóvão.
Historicamente, os municípios sergipanos resultaram do surgimento das cidades, que posteriormente foram elevadas à categoria de vila e, por fim, receberam a outorga de freguesia.
Os colonizadores tinham a atribuição de ocupar as terras devolutas, dando-lhes um donatário e uma denominação (topônimo).
Desde a fundação de São Cristóvão, primeira capital sergipana, os camaristas dessa cidade (cargo que hoje corresponde ao de vereador) dispunham de um sistema judiciário consolidado, representado pela Ouvidoria Municipal e pelo Ministério Público Estadual.