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No ano de 1921, no auge do Imperialismo estadunidense, quando o país gozava da formação de uma sólida elite nacional e internacional, o país foi protagonista de um dos eventos mais aterrorizantes da história dos afroamericanos, o massacre racial em Tulsa, Oklahoma. Conhecida como a “Wall Street Negra”, cidade na qual se formava um reduto de pretos bem sucedidos, empresários do ramo petrolífero, o município concentrava o distrito de Greenwood, que foi invadido por uma multidão que arrasou o distrito ao longo de 18 horas, ateando fogo em residências e disparando contra casas de pretos americanos, matando mais de 300 pretos e desabrigando pelo menos 10 mil.

Fonte: Tulsa Historical Society Museum. Disponível em: https://www.tulsahistory.org/exhibit/1921-tulsa-race-massacre/photos/ Acesso em 18 set 2020.
O massacre em Tulsa-OK, reflete:
O descontentamento com as políticas de Estado conduzidas por Franklin Delano Roosevelt, que visava substituir o Big Stick pelo New Deal.
A atuação da Klu Klux Klan na formação histórica da sociedade estadunidense, que sempre atuou por detrás de eventos como este, comprovado anos mais tarde a partir da liderança de John H. Payton.
O enraizado e violento racismo estrutural que existe na sociedade estadunidense e nas sociedades americanas.
Aos conflitos de terra gerados pós Homestead Act (1862), que ofereceu seguridade de terras para as populações afroamericanas, causando descontentamento por parte dos descendentes diretos dos britânicos.