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“É essencial fazer com que uma voz com base científica seja ouvida em alto e bom som, especialmente em tempos de crise (epidemias, crise financeira, terremoto, novos medicamentos etc.) e isto pode ser feito através da comunicação profissional. O preço de não comunicar ou de comunicar mal está aumentando a cada dia, porque hoje aqueles que não estão bem representados na arena pública correm o risco de perder a sua palavra, recursos ou confiança.”
M.S. Jucan e C.N. Jucan, Procedia - Social and Behavioral Sciences 149 (2014)
461 – 466. Traduzido.
Esse trecho, escrito por autores estrangeiros, pode ser transposto para a realidade e para a estrutura atual das universidades públicas brasileiras. Sobre essa afirmação, é correto afirmar que na USP
é usado um modelo de comunicação científica profissionalizado e centralizado em apenas um órgão, o Jornal da USP, que responde por todas as demandas da mídia.
há órgãos profissionais de comunicação científica, mas essa também pode ser realizada localmente nas unidades, através do trabalho da comunidade acadêmica.
não existe o risco de perda de recursos, por se tratar de uma universidade pública e com financiamento independente e assegurado, sendo a comunicação algo não essencial.
não se observou, historicamente, perda de confiança por parte de nenhum setor social, fato que é consequência direta da política de menor investimento em comunicação.
observa-se uma menor necessidade de se comunicar ciência do que nas décadas passadas, como reflexo da diminuição da confiança na ciência causada por crises recentes.