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TEXTO PARA AS QUESTÕES DE 62 A 64
A produção conjunta de conhecimento é a forma mais elaborada de cooperação. Via de regra, antes da realização dessa produção, é necessário que outros laços tenham sido construídos para que existam equipes de ambos os lados para a realização do projeto de pesquisa. Os acordos bilaterais são programas que fomentam projetos conjuntos de pesquisa entre grupos brasileiros e estrangeiros. São financiadas missões de trabalho (intercâmbio de professores), bolsas de estudo (intercâmbio de alunos), além de uma quantia para o custeio das atividades do projeto. É imprescindível que os grupos de pesquisa brasileiros integrem programas de pósgraduação reconhecidos pelo Ministério da Educação, preferencialmente com conceitos 5, 6 ou 7, na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES).
O desenvolvimento histórico e as políticas nacionais de Ciência & Tecnologia vêm acarretando, na realidade brasileira em termos de Instituições de Ensino Superior, o predomínio do modelo periférico de internacionalização da educação superior, ou seja, a internacionalização está focada na pósgraduação, e não na universidade como um todo. E mesmo quando consideramos a pós-graduação, não há distribuição igual do grau de internacionalização entre programas, tampouco dentro de um mesmo programa de pós-graduação. Há programas altamente internacionalizados, com redes acadêmicas internacionais consolidadas, com a presença constante de qualificados pesquisadores estrangeiros, com publicações internacionais conjuntas de qualidade, com a presença de nossos pesquisadores em universidades estrangeiras na função de professores ou palestrantes. Mas também, há programas com nenhum ou quase nenhum grau de internacionalização, voltados à realidade brasileira e/ou regional. Em outras palavras, os programas de pós-graduação se distribuem entre os níveis mais altos e os menores níveis de internacionalização.
É importante ressaltar que todo intercâmbio tem dupla face. A expansão sul-sul pode ser decorrente também de interesses comerciais brasileiros, ou seja, a mesma lógica da cooperação internacional tradicional pode estar sendo usada na cooperação internacional horizontal.
Internacionalização na produção de conhecimento em IES brasileiras: cooperação internacional tradicional e cooperação internacional horizontal. Marília Costa Morosini. Adaptado.
Os Programas de Pós-Graduação avaliados com notas 5, 6 e 7 são Programas de excelência que se distinguem pelo grau de internacionalização de suas iniciativas e de seus produtos.
Nesse contexto, estratégias de internacionalização podem ser discriminadas pelo nível e pela profundidade de seu processo. Considerando essas informações e o que consta do texto, um Programa de Pós-Graduação da USP avaliado com nota 4 no último quadriênio e que pretenda receber nota 5 no quadriênio corrente, deve se esforçar para demonstrar um
consistente processo de internacionalização baseado em grupos de pesquisa já consolidados, além de um crescente número de publicações em revistas nacionais.
processo de internacionalização incipiente baseado em proposta de intercâmbio futuro de docentes e discentes, acompanhado da intenção de incrementar publicações no exterior.
processo de internacionalização incipiente baseado em proposta de intercâmbio futuro de docentes e discentes, acompanhado de um crescente número de publicações em revistas nacionais.
crescente processo de internacionalização baseado em intercâmbio constante e consistente de docentes e discentes, além de um crescente número de publicações no exterior.
crescente processo de internacionalização baseado em intercâmbio constante e consistente de docentes e discentes, porém sem necessidade de demonstrar publicações que divulguem a produção do programa no exterior.