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Ana compareceu à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente acompanhada de sua filha Débora, 11 anos, que relatou para a mãe ter sido sexualmente molestada por um tio paterno.
De acordo com a legislação vigente, nos casos de suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes, a escuta especializada realizada em órgãos da rede de proteção terá como objetivo:
priorizar o afastamento do lar da vítima ou da testemunha de violência para garantia de sua integridade física e psicológica:
produzir provas para o processo de investigação e de responsabilização criminal do suspeito de abuso sexual;
cumprir a finalidade de proteção social e de provimento de cuidados para a superação das consequências da violação sofrida;
criar estratégias para fazer a criança ou adolescente falar sobre a violência sofrida, respeitado seu estágio de desenvolvimento;
realizar o atendimento psicológico clínico com ênfase em técnicas psicológicas de intervenção em estresse pós-traumático.