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A implementação da Lei 10.639/03 exige uma reestruturação do olhar sobre a agência negra na diáspora. Segundo a perspectiva dos "saberes para professores e fazeres para alunos", a abordagem da escravidão deve evitar a "reobjetificação" do sujeito escravizado. Isso significa que a prática docente deve focar em:
Ressaltar exclusivamente o sofrimento físico como mecanismo de denúncia moral.
Substituir o estudo do sistema econômico colonial pelo enfoque no folclore e na culinária.
Analisar as estratégias de resistência, as redes de solidariedade e a manutenção de cosmovisões africanas no Brasil.
Priorizar a história dos Estados-nação africanos modernos em detrimento da história colonial.