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Carlos, um estudante de 12 anos, diagnosticado com deficiência intelectual, está matriculado no 6º ano do ensino fundamental em uma escola pública. A equipe pedagógica observou que o estudante apresenta dificuldades na abstração de conceitos, na generalização de conhecimentos e na organização de estratégias para resolver problemas escolares.
Diante desse cenário, o professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) iniciou o estudo de caso pedagógico.
Considerando a função pedagógica, no trabalho com estudantes com deficiência intelectual, é correto afirmar que o professor do AEE deve
atuar, prioritariamente, de forma individual com o estudante, evitando interferir no planejamento pedagógico da sala regular para não comprometer a autonomia docente do professor regente.
priorizar o desenvolvimento de programas específicos de estimulação cognitiva na sala de recursos multifuncionais, ainda que eles não estejam diretamente relacionados aos conteúdos trabalhados na sala regular.
desenvolver, em articulação com o professor da sala regular, estratégias de mediação pedagógica que favoreçam a construção progressiva de conceitos, como uso de materiais concretos, sequenciação das tarefas, apoio visual e contextualização das atividades, visando ampliar a participação do estudante no currículo escolar.
reorganizar o percurso curricular do estudante com deficiência intelectual, substituindo os objetivos de aprendizagem da etapa de ensino por conteúdos funcionais voltados, predominantemente, para habilidades adaptativas, favorecendo, com isso, o acesso ao currículo escolar.
concentrar-se na adaptação das avaliações escolares, pois as limitações cognitivas associadas à deficiência intelectual impedem que o estudante acompanhe o currículo comum em igualdade de condições.