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As questões de 22 a 28 referem-se ao texto a seguir.
Vatapá
Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá, depois o dendê
Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer, que saiba mexer
Procure uma nega baiana, ô
Que saiba mexer
Que saiba mexer, que saiba mexer
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Amendoim, camarão, rala um coco
Na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, ô iaiá
Na hora de temperar
Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo, não deixa queimar
Com qualquer dez mil réis e uma nega, ô
Se faz um vatapá, se faz um vatapá
E que bom vatapá
Com qualquer dez mil réis e uma nega, ô
Se faz um vatapá, se faz um vatapá
E que bom vatapá
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
(Disponível em: www.letras.com/dorival-caymm. Acesso em: 20 abr. 2019.
As questões 27 e 28 referem-se ao trecho a seguir.
“uma nega que saiba mexer”
A expressão traduz, discursivamente,
a relevância laboral da mulher negra na cozinha brasileira.
a crítica ao trabalho escravo da mulher negra brasileira.
a eroticidade da mulher brasileira de origem africana.
a desvalorização da comida de tradição africana no Brasil.