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As formas de inserção da fala de personagens no texto narrativo interferem na organização da enunciação e na construção do ponto de vista. A tradição gramatical reconhece modalidades distintas de representação do discurso, cuja escolha produz efeitos específicos na relação entre narrador e personagem (CUNHA; CINTRA, 2021).
Considerando as modalidades de discurso, assinale a alternativa CORRETA.
O discurso direto e o indireto livre diferenciam-se apenas pelo uso de sinais gráficos, mantendo estrutura sintática equivalente.
No discurso indireto livre, a fala do personagem integra-se ao enunciado do narrador sem conectivo subordinativo explícito.
O discurso indireto livre caracteriza-se pela obrigatoriedade de verbo declarativo explícito para integração da fala ao fluxo narrativo.
No discurso direto, a fala do personagem subordina-se ao verbo dicendi e sofre adaptação obrigatória de pronomes e tempos verbais.
No discurso indireto, preservam-se pronomes e deícticos originais do personagem, ainda que a oração esteja formalmente subordinada ao narrador.
A organização do discurso em língua portuguesa pode privilegiar diferentes elementos do processo comunicativo, resultando em funções distintas, ao passo que a diversidade linguística reflete a riqueza sociocultural do país. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A função metalinguística ocorre quando o emissor utiliza o código para falar do próprio código, como se observa em um verbete de dicionário ou em um poema que discute o ato de escrever.
(__)A diversidade linguística no Brasil deve ser combatida nas escolas para garantir a pureza do idioma e impedir o uso de regionalismos, que são considerados desvios patológicos da norma padrão.
(__)A função fática foca no canal de comunicação, visando estabelecer, prolongar ou interromper o contato entre o emissor e o receptor, sendo comum em cumprimentos e saudações.
(__)A variação diastrática refere-se às mudanças na língua decorrentes da localização geográfica do falante, enquanto a variação diatópica associa-se ao nível de escolaridade e classe social.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, V, F.
V, V, F, V.
V, V, V, V.
V, F, V, F.
Considere a frase “O conhecimento se constrói coletivamente, embora nem todos aceitem participar da obra.” A expressão “embora nem todos aceitem participar da obra”, do ponto de vista discursivo, introduz uma
explicação causal que justifica a construção coletiva do conhecimento.
conclusão lógica derivada da ideia de construção coletiva.
condição necessária para que o conhecimento seja construído coletivamente.
concessão que relativiza parcialmente a ideia de construção coletiva.
O discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre configuram formas distintas de representação da fala ou do pensamento alheio no texto, variando quanto ao grau de mediação do narrador e aos recursos linguísticos empregados para integrar a voz das personagens à organização discursiva, o que influencia diretamente a expressividade e a progressão narrativa (CEREJA; MAGALHÃES, 2019).
Em relação ao discurso direto, indireto e indireto livre, é CORRETO afirmar que:
O discurso indireto apresenta a fala da personagem de modo literal, mantendo entonação, pausas e recursos expressivos do enunciado original.
O discurso direto caracteriza-se pela reprodução da fala da personagem sem qualquer interferência do narrador, mas sempre exige a adaptação dos pronomes e dos tempos verbais.
O discurso indireto livre distingue-se do indireto por empregar obrigatoriamente verbos dicendi que sinalizam a transição entre narrador e personagem.
O discurso indireto livre combina marcas do narrador e da personagem, dispensando verbos dicendi e sinais gráficos formais.
No estudo dos tipos de discurso, observa-se a variação na forma de inserção da fala de terceiros no texto. Considerando esse aspecto, é correto afirmar:
O discurso indireto livre apresenta marcas explícitas de citação, como travessões e aspas.
O discurso indireto integra a fala do outro ao enunciado do narrador sem marcas formais de citação direta.
O discurso direto elimina a presença do narrador ao apresentar exclusivamente a fala das personagens.
O discurso indireto livre mantém a separação formal entre narrador e personagem por meio de conectivos.


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Considerando o texto a seguir, assinale a alternativa em que se verifica a explicação correta quanto à utilização dos discursos.
Questionado sobre os possíveis perigos para os banhistas, o biólogo marinho explicou que a bioluminescência é mais comum durante a noite e que, por não ser tóxica, não representa risco para a saúde. “É uma alteração nas condições oceanográficas da água, que favorece o crescimento e a reprodução dessas algas em grande quantidade, em um curto período. Depois, elas começam a desaparecer, morrendo. O próprio ambiente acaba lidando com a redução desse fenômeno”, afirmou.
Tanto o discurso indireto quanto o discurso direto são utilizados no texto, sendo que o primeiro apresenta as palavras reescritas do biólogo de forma indireta e o segundo apresenta de forma exata com a pontuação adequada para esse tipo de discurso.
O discurso indireto livre é utilizado em todo o texto, já que não há o uso de verbos de elocução e a fala do biólogo é introduzida diretamente na narração.
O discurso indireto é utilizado, pois as palavras do biólogo são resumidas, e o narrador faz a mediação, modificando a forma original da fala para um contexto mais impessoal e objetivo.
O discurso direto é utilizado em todo o texto, pois o narrador transcreve as palavras do biólogo sem nenhuma alteração.
No trecho: “Se eu conhecer quanto se pode saber, e não tiver caridade, não sou nada” o autor, para cumprir seu propósito comunicativo, faz uso de:
discurso direto livre de viés monástico para informar que a caridade é o dom mais precioso.
discurso religioso doutrinário com finalidade de catequese explícita.
discurso direto ressignificando a força de convencimento que o discurso clerical pode ter.
discurso direto com intertextualidade, produzindo efeito irônico-crítico com relação à autolegitimação do personagem.
fala retórica bíblica sem projeção de efeito de sentido validado pela igreja.
Considerando a estrutura do trecho Segundo ela, é essencial que o educador tenha contato com a aprendizagem “mão na massa” desde a sua formação, [...] (9º§), é correto afirmar que o autor optou pelo discurso:
Direto, ao utilizar o verbo “ser” no presente do indicativo, imprimindo atualidade e autoridade à fala da entrevistada.
Direto, ao utilizar as aspas na expressão “mão na massa”, transcrevendo literalmente um termo dito pela especialista.
Indireto, ao parafrasear a opinião da especialista, utilizando a expressão “segundo ela” como conectivo de referência.
Indireto livre, ao fundir sua voz com a da especialista a ponto de não se saber quem defende a formação do educador.
No quarto parágrafo, a distinção entre "História" e “memória popular” é sustentada linguisticamente pelo uso de operadores de incerteza. Ao citar termos como “possivelmente”, “pode ter ocorrido' e "há indícios”, o texto mobiliza a Modalização Epistêmica. A função pragmática desses marcadores no discurso científico-histórico é:
Esvaziar a credibilidade do relato, demonstrando que não há conhecimento factual sobre o período.
Sinalizar a subjetividade emocional do autor, que expressa suas dúvidas pessoais sobre o destino dos colonos.
Delimitar o grau de comprometimento com a verdade, distinguindo o que é fato comprovado daquilo que é hipótese inferencial.
Criar um efeito de suspense literário, típico de romances policiais, para engajar o leitor na trama.
[…] Um dia fomos almoçar num restaurante. E fiquei observando como as pessoas sempre olhavam para ela. Era como se sua cor retinta, os cabelos crespos e o corpo acima do peso fizessem dela sempre uma intrusa. Uma indesejada. […] Olhei para minha própria pele. E era mais clara que a de meu pai e minha mãe. E talvez por isso eu tivesse sido parado pela polícia duas vezes até ali. E fiquei pensando na crueldade de tudo aquilo. E tive vontade de chorar e já não sabia qual era o real motivo, se era por causa de sua morte, se era pelos olhares daquelas pessoas para minha tia, se era pela descoberta de que as mulheres mais pretas tinham de lidar com outras situações. […] Minha tia Luara pediu o cardápio e, enquanto esperávamos a comida, eu perguntei como ela suportava tudo aquilo. Tudo o quê?, ela perguntou. Tudo isso, de ser sempre julgada pela cor da pele. Minha tia me olhou com tristeza e disse que a gente se acostuma. A gente se acostuma com tudo. A gente se acostuma quando você caminha na rua e as pessoas recolhem as bolsas e mochilas, a gente se acostuma quando os próprios homens preferem as negras mais claras, a gente se acostuma a ser só. A gente se acostuma a chegar numa entrevista de emprego e fingir que não percebeu a cara desapontada do entrevistador. Mas não estou reclamando, porque com o passar dos anos eu aprendi a me defender bem. Aprendi a inventar estratégias de sobrevivência. […]
TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo, Cia das Letras, 2020. (Fragmento).
A forma verbal indicativa de discurso direto: “disse” tem como resposta ao interlocutor:
a expressão: “E tive vontade de chorar e já não sabia qual era o real motivo”.
a expressão: “eu perguntei como ela suportava tudo aquilo”.
a expressão: “Minha tia me olhou com tristeza...”.
os quatro primeiros períodos do texto.
os cinco últimos períodos do texto.


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Os diferentes tipos de discurso organizam a inserção das falas das personagens ou interlocutores no texto, produzindo efeitos específicos de sentido e modificando a relação entre narrador, enunciado e leitor. Essas formas de representação da fala contribuem para a construção discursiva dos textos narrativos e argumentativos (KOCH; ELIAS, 2018).
Assinale a alternativa correta quanto aos tipos de discurso.
O discurso indireto exige reprodução literal das falas das personagens, preservando integralmente suas escolhas linguísticas originais.
O discurso indireto livre elimina completamente a presença das vozes do narrador e da personagem na construção discursiva do texto.
O discurso direto caracteriza-se pela reprodução da fala da personagem sem qualquer interferência estrutural do narrador na organização textual.
No discurso indireto, a fala da personagem é apresentada pelo narrador com adaptações linguísticas relacionadas às marcas de pessoa, tempo verbal e organização sintática.
O discurso direto e o indireto livre apresentam organização discursiva idêntica, diferenciando-se pela pontuação utilizada na introdução das falas e na construção das vozes discursivas.
O discurso constitui um recurso fundamental na construção narrativa, permitindo a representação das falas e pensamentos das personagens de diferentes maneiras. Na tradição gramatical e estilística, distinguem-se formas como o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre, cada uma caracterizada por modos específicos de integrar a voz das personagens ao texto narrativo (CUNHA; CINTRA, 2021).
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
No discurso indireto livre, a fala ou o pensamento da personagem integra-se à narração, produzindo fusão entre a voz do narrador e a da personagem.
O discurso indireto livre caracteriza-se pela separação gráfica entre narrador e personagem, utilizando travessões ou aspas para indicar a fala.
O discurso direto caracteriza-se pela reprodução da fala da personagem subordinada sintaticamente ao verbo do narrador, sem a presença de marcas gráficas de citação.
O discurso indireto consiste na reprodução literal da fala da personagem, preservando integralmente suas palavras e a estrutura original do enunciado.
O discurso indireto livre ocorre quando a fala da personagem é introduzida por verbo dicendi e conectivo subordinativo, mantendo a estrutura sintática da oração principal.
No trecho a seguir, considerando a predominância do modo de construção do discurso e das vozes enunciativas:
“Maria pensou consigo mesma que talvez fosse melhor desistir, mas a voz da mãe ecoava em sua mente dizendo que os fracos não vencem.”
Esse fragmento caracteriza-se por:
Discurso direto com focalização externa e ausência de polifonia.
Discurso indireto, com focalização onisciente e ausência de polifonia.
Discurso direto livre, com focalização externa e polifonia implícita.
Discurso indireto, com focalização interna e presença de polifonia.
As formas de incorporação da fala alheia no texto revelam diferentes modos de organização do discurso, permitindo ao enunciador controlar, aproximar ou distanciar vozes, tempos e perspectivas, conforme efeitos de sentido pretendidos (FIORIN, 2016).
Considerando os tipos de discurso, assinale a opção correta.
O discurso direto caracteriza-se pela reescrita do conteúdo da fala alheia com adaptação de pronomes, tempos verbais e advérbios, sem preservação da forma original.
O discurso indireto livre combina marcas do discurso direto e do indireto, sem uso explícito de verbos dicendi.
O discurso indireto apresenta a fala alheia de modo literal, mantendo a organização sintática, a pontuação e a expressividade da enunciação original.
Os tipos de discurso diferenciam-se apenas por critérios gráficos, não implicando alterações enunciativas ou efeitos de sentido no texto.
O discurso indireto livre distingue-se por separar rigidamente a voz do narrador e a da personagem, impedindo qualquer sobreposição de pontos de vista.
Abordando tipologia textual, leia os itens, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Discurso indireto: pronomes e flexão verbal em 1ª ou 2ª pessoa. Exemplo: - Quero estudar, disse a menina.
( ) Discurso direto: tempos verbais (ordenados em relação ao momento da fala), presente do indicativo, (A nota é a mesma, afirmou o professor); pretérito perfeito, (Tudo continuou na mesma, retrucou a mulher); futuro do presente, (A tarefa estará terminada, sentenciou o patrão); modo imperativo, (Não saia daqui, afirmou a mãe).
( ) Discurso indireto: pronomes e flexão verbal em 3ª pessoa. Exemplo: A criança disse que queria brincar.
( ) Discurso indireto: tempos verbais (em correlação com o tempo em que se situa o narrador), pretérito imperfeito, (O professor confirmou que a nota era a mesma); pretérito mais-que-perfeito, (O médico disse que tudo permanecera como antes); futuro do pretérito, (A namorada sentenciou que tudo estaria terminado em pouco tempo); modo subjuntivo, (A secretária determinou que não entrasse na sala).
V – F – V – V.
V – V – V – V.
V – V – F – V.
F – V – V – V.


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O enredo da história desenvolve‑se com predominância do discurso indireto, sem nenhuma fala de personagem nem qualquer trecho de discurso indireto‑livre.
Certo
Errado
Até hoje não encontrei ninguém que me explique o que é filosofia.
Transposto para o discurso indireto, o trecho acima assume a seguinte redação:
Ele disse que até aquele dia não
foi encontrado ninguém que explicou-lhe o que é filosofia.
havia encontrado ninguém que lhe explicasse o que era filosofia.
encontrou ninguém que o explicasse o que era filosofia.
encontrava ninguém que lhe explicou o que é filosofia.
haveria de encontrar ninguém que o explique o que era filosofia.
Identifique o tipo de discurso predominante nos trechos a seguir:
I. Capitu segredou-me que a escrava desconfiara, e ia talvez contar às outras. Novamente me intimou que ficasse, e retirouse; eu deixei-me estar parado, pregado, agarrado ao chão. (Dom Casmurro, Machado de Assis)
II. Flávia estava cansada e logo se deitou. Ela precisava trabalhar em poucas horas. Acordei desesperada. Já era para estar no trabalho. As poucas horas passaram e nem percebi.
Ambos os textos apresentam discurso direto, pois expõem falas exatamente como foram ditas pelas personagens.
O primeiro trecho apresenta discurso direto, e o segundo, discurso indireto livre.
O primeiro trecho apresenta discurso indireto, e o segundo, discurso indireto livre.
Ambos os textos utilizam predominantemente o discurso indireto, relatando as falas por meio de um narrador externo.
O primeiro texto é narrado em 3ª pessoa com discurso direto, e o segundo em 1ª pessoa com discurso indireto.
Considerando as normas para a transposição de um tipo de discurso para outro (tempo verbal, mudança de pronomes e advérbios, bem como pontuação), assinale a alternativa em que a transposição de discurso indireto, presente no texto abaixo, para discurso direto é feita de maneira correta.
Perguntou‐lhe por que estava ali, já tarde, solito, desmanchando tabuinhas. E ele, que não se revelou amigo de conversa, a custo foi soltando sua explicação. O pai deixara‐o naquele ponto, recomendando‐lhe que não saísse do lugar.
Pergunta‐lhe: “Porque está aqui, já tarde, solito, desmanchando tabuinhas?”. E ele, que não se revelou amigo de conversa, a custo foi soltando sua explicação: “O pai deixa‐ me naquele ponto, recomendando‐me que eu não saia do lugar”.
“Perguntou‐me por que estou aqui, já tarde, solito, desmanchando tabuinhas. E eu, que não me revelei amigo de conversa, a custo fui soltando minha explicação. O pai deixou‐ me neste ponto, recomendando‐me que não saísse do lugar.”
Perguntou‐lhe: “Por que está aqui, já tarde, solito, desmanchando tabuinhas?”. E ele, que não se revelou amigo de conversa, a custo foi soltando sua explicação: “O pai deixou‐ me neste ponto, recomendando‐me: ‘Não saia do lugar’ ”.
Pergunta‐me por que estive ali, já tarde, solito, desmanchando tabuinhas. E eu, que não me revelei amigo de conversa, a custo foi soltando minha explicação: “O pai deixou‐me naquele ponto, recomendando‐lhe que não saísse do lugar.”
Ao se considerar as operações enunciativas que organizam os diferentes tipos de discurso (direto, indireto e indireto livre), é possível perceber não apenas variações estruturais, mas também efeitos de sentido específicos decorrentes da forma como o dizer alheio é incorporado ao enunciado. Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta uma análise teórica compatível com os fundamentos discursivos da heterogeneidade enunciativa.
O discurso indireto livre promove um deslizamento entre a voz do narrador e a voz da personagem, gerando zonas de ambiguidade enunciativa que rompem a fronteira entre o dizer próprio e o alheio, configurando uma estratégia discursiva marcada pela polifonia e pela oscilação entre subjetividades.
O discurso indireto consiste na repetição literal da fala da personagem, acompanhada de marcas linguísticas que reforçam a autonomia enunciativa do sujeito citado, permitindo que sua voz apareça de forma isolada da do narrador.
O discurso direto é aquele em que o narrador se ausenta da cena enunciativa, cedendo inteiramente o espaço à fala das personagens, sem intervenção linguística, o que anula a presença de estratégias de mediação do dizer alheio.
No discurso indireto livre, a fusão entre narrador e personagem é evitada para preservar a linearidade do relato, sendo as marcas de oralidade eliminadas a fim de garantir uma enunciação homogênea e sintaticamente previsível.
O discurso direto se caracteriza por apresentar uma enunciação plenamente objetiva, na qual a fala da personagem é transcrita sem interferência do narrador, o que garante a neutralidade interpretativa e a transparência semântica do texto.


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