Questões de Concurso sobre Tipos de discurso narrativo

 
 
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As questões 27 e 28 referem-se ao trecho a seguir.

“uma nega que saiba mexer”


A expressão traduz, discursivamente,


A

a relevância laboral da mulher negra na cozinha brasileira.


B

a crítica ao trabalho escravo da mulher negra brasileira.


C

a eroticidade da mulher brasileira de origem africana.


D

a desvalorização da comida de tradição africana no Brasil.

“Para António Nóvoa, professor da Universidade de Lisboa, Portugal, autor de diversas obras científicas no domínio da Educação, a vida e a obra de Freire constituem uma referência obrigatória para várias gerações de educadores.” Com relação aos tipos de discurso, o trecho do texto referido acima indica um discurso:


A

Polêmico.


B

Dominante.


C

Filosófico.


D

Nenhuma das alternativas.

“Direis agora: ‘Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?’” (Texto 2, versos 9 a 11)

No trecho acima é empregado o chamado discurso direto. Isso se confirma pelo(a)


A

uso de dois pontos e de formas verbais no pretérito imperfeito do indicativo e no pretérito mais-que-perfeito do indicativo.


B

intenção de uso de uma linguagem coloquial, própria da vida cotidiana.


C

utilização do vocativo e de pontos de exclamação para exprimir a ideia de um diálogo em curso.


D

utilização de aspas no intuito de marcar a narração em 3ª pessoa.


E

intenção de identificar o leitor como interlocutor do poeta, para quem é extravagante o sentimento de encantamento poético evidenciado no poema.

Ao ser transposto para o discurso indireto, o trecho Entre a mulher e o cachimbo prefiro o cachimbo, costumava dizer (4o parágrafo) assume a seguinte redação:


A

Ele costumava dizer: − Entre a mulher e o cachimbo, preferia o cachimbo.


B

Ele costumava dizer que, entre a mulher e o cachimbo, preferia o cachimbo.


C

Ele costumava dizer que, entre a mulher e o cachimbo, prefere o cachimbo.


D

Ele costumava dizer: − Entre a mulher e o cachimbo, prefiro o cachimbo.


E

Ele costumava dizer que, entre a mulher e o cachimbo, preferiria o cachimbo.

Marque a alternativa onde temos um discurso indireto livre.


A

Cheio de saudade, decidiu ligar: – Alô, quem fala?


B

– Um momento, voltarei rápido.


C

Começou o concurso. Vamos lá, eu sei que consigo!


D

Ela disse, que fazia dieta constantemente, para ficar mais bonita.

Assinale a alternativa contrária à teoria dos gêneros do discurso.


A

É elemento fundamental no processo de produção de textos, porque é o responsável pelas formas que estes assumem.


B

Qualquer gênero serve para se dizer qualquer coisa, em qualquer situação comunicativa.


C

Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente, que se encontram disponíveis na cultura, como notícia, reportagem, conto (literário, popular, de fadas, de aventuras…), romance, anúncio entre outros.


D

Os gêneros caracterizam-se pelos temas que podem veicular, por sua composição e marcas linguísticas específicas.


E

A proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele tem sobre os gêneros e de sua adequação às diferentes situações comunicativas.

Transpondo-se adequadamente para o discurso direto a frase O autor nos esclareceu que ele, quando jovem, revelou-se desatento aos aspectos técnicos de uma obra que estivesse a ler, obtém-se esta correta construção: O autor nos esclareceu:


A

- os aspectos técnicos de uma obra que estivesse lendo revelaram-se pouco atentos quando eu era jovem.


B

- quando jovem, eu me revelei um desatento aos aspectos técnicos de uma obra que estivesse lendo.


C

- quando jovem, revelou-se-me um desatento aos aspectos técnicos da obra que se apresentassem, à medida em que a lia.


D

- os aspectos técnicos de uma obra me revelaram, ainda jovem, como desatento a estes aspectos da mesma, quando a lia.


E

- revelei-me jovem quando me mostrei desatento em face dos aspectos técnicos de uma obra que lesse.

Ano: 2018
Prova: FCC - TRT 6 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2018

Transpondo-se para o discurso direto, em linguagem adequada, o segmento Disse-me o artista na exposição que aquela sua instalação deveria comover-nos mesmo sem a sua explicação, obtém-se a construção:

Disse-me o artista na exposição:


A

– Essa instalação minha deveria comover mesmo que vocês não a explicassem.


B

– Eis uma instalação minha cuja comoção não necessita mesmo de sua explicação.


C

– Esta minha instalação deverá comovê-los mesmo que eu não a explique.


D

– Aquela instalação deveria comover vocês ainda que não a expliquem.


E

– Aquela minha instalação deve comover-lhes mesmo sem o que a explique.

No trecho “O sapo disse que o escorpião estava certo e concordou em levá-lo até a outra margem”, tem-se um exemplo de discurso


A

direto


B

metalinguístico


C

indireto


D

direto livre


E

misto

Quanto às características do discurso indireto, assinale a alternativa incorreta.


A

O discurso indireto não permite que as personagens se exprimam livremente, uma vez que as falas das personagens são apresentadas pelo narrador, ou seja, é o narrador que fala pela personagem.


B

O discurso indireto é geralmente antecedido pelo travessão, sinal de pontuação que indica quando começa a fala de uma personagem, quando há mudança de interlocutores e quando há mudança para o narrador através de um verbo de elocução. Alguns autores optam, contudo, por colocar o discurso indireto entre aspas, sinal de pontuação que destaca uma citação ou transcrição.


C

No discurso indireto, o narrador utiliza as suas próprias palavras para reproduzir a essência das falas das personagens, atuando como intermediário, reproduzindo também as reações e a personalidade delas.


D

No discurso indireto, a narração é feita na terceira pessoa.

Considerando a literariedade do texto de Machado de Assis, e o contexto, no fragmento de “Quincas Borba, ” a escrita machadiana deixa de ser um espaço de evasão e inclui em suas funções a possibilidade de tomada de consciência por meio do distanciamento do objeto artístico e o romance parece cada vez mais contar-se a si mesmo. Esse afastamento progressivo do narrador é caracterizado no trecho de forma predominante pelo emprego do discurso:


A

Indireto livre e da onisciência eletiva.


B

Indireto por causa da falta de dubiedades.


C

Direto pelo uso de travessões na escrita do texto.


D

Indireto livre, pois o narrador apenas conta os fatos.

Para aumentar a credibilidade do que se declara, foi incorporada a voz de especialistas ao longo do texto, o que implicou o emprego de verbos introdutores do discurso citado. Assinale a alternativa em que os dois verbos em destaque desempenham a função de introduzir o discurso indireto.


A

prevê ( ℓ.7) e entendendo ( ℓ. 16)


B

prevê ( ℓ.7) e reforça ( ℓ.30)


C

entendendo (ℓ..16) e explica ( ℓ.23


D

responde ( ℓ.17) e reforça (ℓ.30)


E

explica (ℓ.23) e opina (ℓ.27)

Os textos que seguem são de autoria, respectivamente, de Monteiro Lobato e de Carlos Drummond de Andrade. Leia-os, com atenção e responda.


A vida em Oblivion


A cidadezinha onde moro lembra soldado que fraqueasse na marcha e, não podendo acompanhar o batalhão, à beira do caminho se deixasse ficar, exausto e só, com os olhos saudosos erguidos na nuvem de poeira erguida além.

Atraído pelas terras novas, de feracidade sedutora, abandonaram-na seus filhos. Só permaneceram os de vontade anemiada, débeis, faquirianos. "Mesmeiros", que todos os dias fazem as mesmas coisas, dormem o mesmo sono, sonham os mesmos sonhos, comem as mesmas comidas, comentam os mesmos assuntos, esperam o mesmo correio, gabam a passada prosperidade, lamuriam do presente e pitam – pitam longos cigarrões de palha, matadores do tempo.


(In: Cidades Mortas)


Cidadezinha qualquer


Casas entre bananeiras

mulheres entre laranjeiras

pomar amor cantar.


Um homem vai devagar.

Um cachorro vai devagar.

Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham


Eta vida besta, meu Deus.


(In: Obra Completa)


De acordo com a análise dos dois textos, analisando os dois textos em conjunto, é correto afirmar que:


A

nos dois textos, o uso da primeira pessoa indica um narrador que vive os acontecimentos descritos como personagem secundária.


B

ambos abordam o mesmo tema: o ritmo lento e monótono que impera em cada cidade apresentada.


C

no texto 1, o uso do neologismo “mesmeiros” e, no texto 2, da expressão popular “Eta vida besta, meu Deus” enfraquece a temática abordada.


D

os textos diferem quanto ao aspecto formal e temático.

De acordo com as regras do discurso direto, é CORRETO afirmar:


A

Utilizamos sinais de pontuação, utilizamos verbos de elocução.


B

Não utilizamos sinais de pontuação, não utilizamos verbos de elocução.


C

Inserimos o discurso no meio do texto, não utilizamos sinais de pontuação.


D

Nenhuma das alternativas

Sócrates perguntou: − O que você vai me contar já passou pelas três peneiras? Essa frase fica corretamente transposta para o discurso indireto em: Sócrates

A
perguntou ao rapaz se o que ele lhe iria contar já havia passado pelas três peneiras.

B
pergunta-lhe se o que o rapaz iria lhe contar já passaria pelas três peneiras.

C
perguntou ao rapaz se o que ele lhe contaria já passaria pelas três peneiras.

D
perguntara ao rapaz se o que ele iria lhe contar já passou pelas três peneiras.

E
pergunta ao rapaz: o que você vai me contar já passou pelas três peneiras.

Imagem associada para resolução da questão

Os dois primeiros versos do poema encontram-se transpostos para o discurso indireto, com clareza e correção, em:


A
Dizendo que sou um nômada, respondeu-lhe que tinha a febre do deserto.

B
Eu lhe disse que era um nômada, ao que respondeu-me que tenho a febre do deserto.

C
Ao dizer-te que sou um nômada, respondes-me que tens a febre do deserto.

D
Quando te digo que sou um nômada, me respondeste que tenho a febre do deserto.

E
Disse-lhe que era um nômada, e sua resposta foi que tinhas a febre do deserto.

No segmento a seguir, a pergunta é feita em discurso indireto.

“No caixa, outras freguesas perguntaram se ela tinha restaurante.”

Assinale a opção que apresenta a forma dessa pergunta em discurso direto.


A
A senhora tinha restaurante?

B
A senhora tinha tido restaurante?

C
A senhora teria restaurante?

D
A senhora teve restaurante?

E
A senhora tem restaurante?
Se passarmos a frase de Nádia Carvalho A taquigrafia foi a base para nós, inclusive de sobrevivência, para o discurso indireto, teremos a seguinte redação: Nádia Carvalho disse que a taquigrafia

A
fora a base para eles, inclusive de sobrevivência.

B
tinha sido a base para nós, inclusive de sobrevivência.

C
inclusive, tivera sido a base de sobrevivência para nós.

D
teria sido a base para eles, inclusive de sobrevivência.

Um elemento característico do discurso jornalístico bastante recorrente no texto lido é:


A

preferência por períodos simples


B

emprego de ditos populares


C

relato de informações de outras fontes


D

ausência de conteúdos pressupostos

Zana teve de deixar tudo: o bairro portuário de Manaus, a rua em declive sombreada por mangueiras centenárias, o lugar que para ela era quase tão vital quanto a Biblos de sua infância: a pequena cidade no Líbano que ela recordava em voz alta, vagando pelos aposentos empoeirados até se perder no quintal, onde a copa da velha seringueira sombreava as palmeiras e o pomar cultivados por mais de meio século. Perto do alpendre, o cheiro das açucenas-brancas se misturava com o do filho caçula. Então ela sentava no chão, rezava sozinha e chorava, desejando a volta de Omar. Antes de abandonar a casa, Zana via o vulto do pai e do esposo nos pesadelos das últimas noites, depois sentia a presença de ambos no quarto em que haviam dormido [...] Ela imaginava o sofá cinzento na sala onde Halim largava o narguilé para abraçá-la, lembrava a voz do pai conversando com barqueiros e pescadores no Manaus Harbour, e ali no alpendre lembrava a rede vermelha do Caçula [...] "Sei que um dia ele vai voltar", Zana me dizia sem olhar para mim, talvez sem sentir a minha presença, o rosto que fora tão belo agora sombrio, abatido. A mesma frase eu ouvi, como uma oração murmurada, no dia em que ela desapareceu na casa deserta.


(Hatoum, M. Dois irmãos.http://dynamicon.com.br/wp-

content/uploads/2017/02/Dois-irm%C3%A3os-de-Milton-

Hatoum.pdf)


No trecho acima, há um narrador que está contando a história em primeira pessoa, ou seja, uma narrativa onde o narrador também se torna personagem. No entanto, há momentos de onisciência do narrador, o que seria paradoxal nesta definição. Neste caso, podemos afirmar que o foco narrativo do trecho acima é de natureza:


A

Subjetiva, uma vez que em um foco narrativo em primeira pessoa pressupõe um narrador que tem envolvimento emocional com os fatos narrados.


B

Objetiva, consciente. O narrador está em terceira pessoa, e relata objetivamente os pensamentos do personagem que descreve, como observador neutro.


C

Consciente e romântica, já que o narrador busca envolver o leitor em suas memórias afetivas, exaltando o passado histórico do personagem.


D

Neutra, ou seja, o narrador não está envolvido na narrativa, relata em terceira pessoa, apenas narrando os fatos que são indispensáveis para que se compreenda a história.

   
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