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Expressão expletiva é uma expressão que não exerce função sintática. (Adaptado de: BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa, 2009)
Constitui uma expressão expletiva o que está sublinhado em:
Desta literatura rural é que preciso (2o parágrafo).
Sempre me lembro da história exemplar (1o parágrafo).
Vivo em apartamento só por ter cedido a uma perversão coletiva (4o parágrafo).
Pois eu não sou daqui (3o parágrafo).
Às vezes morro de nostalgia (2o parágrafo).
Considere o trecho: “O que eu vim fazer aqui?” (Linha 1)
O termo “aqui” se refere, denotativamente,
ao Brasil conectado.
ao detox digital.
às redes sociais.
à geladeira aberta.
a uma excursão.
Analise os fragmentos textuais extraídos do texto acima, com atenção para as formas linguísticas em destaque, de modo a verificar a veracidade das proposições.
I- Em: “Até agora, duas empresas vêm chacoalhando o universo rodoviário ao oferecer um serviço já conhecido como o “Uber dos ônibus [...]”, tem-se o uso da preposição com valor de limite temporal.
II- Em: “À medida que as pessoas compram as passagens na internet, a ocupação vai subindo, subindo, até que a turma reunida é suficiente para garantir o aluguel do ônibus com motorista [...]”, tem-se o uso da locução conjuntiva com valor de limite.
III- Em: “Elas são “facilitadoras no compartilhamento”, como reza o jargão, e não companhias de transporte, já que não têm um único veículo na garagem.”, a conjunção introduz a oração adverbial comparativa.
IV- Em: “[...] a safra que abarca os coletivos só opera on-line e consegue emagrecer os preços à base do casamento da demanda com a oferta.”, o item só classifica-se como partícula denotativa de restrição.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I e II.
I, II e IV.
II e III.
II e IV.
I e III.
As questões 27 e 28 referem-se ao trecho a seguir.
“uma nega que saiba mexer”
A expressão traduz, discursivamente,
a relevância laboral da mulher negra na cozinha brasileira.
a crítica ao trabalho escravo da mulher negra brasileira.
a eroticidade da mulher brasileira de origem africana.
a desvalorização da comida de tradição africana no Brasil.
Assinale a alternativa correta acerca de aspectos linguísticos do texto.
Estaria preservada a coerência do texto caso o termo adverbial “já” (linha 1) fosse suprimido do período, dada a sua função discursiva de realce.
O sujeito da oração do segundo período do texto é indeterminado.
Os vocábulos “três” e “têm” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
O vocábulo “como” (linha 5) introduz oração de sentido comparativo.
Estariam preservados os sentidos do texto se, na linha 7, o termo “complexas” fosse deslocado para imediatamente após o adjetivo “genéticas”.
Lucas Tauil, autor do texto, é um velejador. No decorrer do texto, constrói metáforas, associando o navegar com o viver. Assinale a alternativa em que NÃO se verifica o uso dessa estratégia discursiva.
“[...] adormeço, finalmente, ancorado no agora.” (Linha 27)
“Com as linhas se aprofundando em minha face, os ciclos são reconhecidos mais facilmente, com os velhos mestres aprendo a tomar os dias de chuva como quem pede e, mesmo no meio do nevoeiro, levo o barco devagar e atravesso as águas.” (Linhas 21-23)
“Fazer parte me dá, então, chão. E isso acontece mesmo quando estou navegando em pleno oceano.” (Linhas 16-17)
“Antes de dormir, percebo que a cama está desarrumada, me lembrando do dia atribulado que tive. Troco os lençóis. Me deito no toque suave da flanela limpa e me preparo para mais um dia [...]” (Linhas 25-26)