Imagem de fundo

“Quem sabe, esquecer um pouco/ De tudo que não sabemos.”...

TEXTO:


Sem trabalho, eu não sou nada,

Não tenho dignidade,

Não sinto o meu valor,

Não tenho identidade.

5 Mas o que eu tenho

É só um emprego

E um salário miserável,

Eu tenho o meu ofício

Que me cansa de verdade.

10 Tem gente que não tem nada

E outros que têm mais do que precisam,

Tem gente que não quer saber de trabalhar...

E quando chega o fim do dia,

Eu só penso em descansar

15 E voltar pra casa, pros teus braços,

Quem sabe, esquecer um pouco

De todo o meu cansaço,

Nossa vida não é boa

E nem podemos reclamar...

20 Sei que existe injustiça,

Eu sei o que acontece,

Tenho medo da polícia,

Eu sei o que acontece.

Se você não segue as ordens,

25 Se você não obedece,

E não suporta o sofrimento,

Está destinado à miséria.

Mas isso eu não aceito,

Eu sei o que acontece,

30 Mas isso eu não aceito,

Eu sei o que acontece.

E quando chega o fim do dia,

Eu só penso em descansar

E voltar pra casa, pros teus braços...

35 Quem sabe, esquecer um pouco

Do pouco que não temos,

Quem sabe, esquecer um pouco

De tudo que não sabemos.

RUSSO, Renato. Música de trabalho. Disponível em: < http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/musica-de-trabalho.html>.

Acesso em: 19 ago. 2013.

“Quem sabe, esquecer um pouco/ De tudo que não sabemos.” (versos 37 e 38)

Os versos em destaque apresentam, em sua composição, o uso de


A

palavras que expressam dúvida.



B

vocábulos em seu sentido figurado



C

termos que exprimem a mesma ideia.



D

formas verbais no presente e no passado.



E

verbos que pertencem a diferentes conjugações.