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Leia o texto para responder às questões de números 12 a 15.
Furto em Flor
Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.
Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.
Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:
— Que ideia a sua vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos Plausíveis.
In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Prosa e Poesia, 8. ed.
Rio de Janeiro: Nova Aguiar, 1992. p. 1266.
Assinale a alternativa em que o trecho reescrito a partir do texto está em conformidade com a norma-padrão de colocação pronominal.
Tinha a cor particular da morte, já murcha, então a depositei docemente no jardim no qual desabrochara.
A coloquei no copo por puro desaviso, não a queria ofender, mas logo que percebi sua infelicidade corrigi meu erro.
O porteiro me repreendeu como se eu lhe estivesse fazendo algum mal.
Não se tratava do roubo de uma flor, mas sim de um furto, afinal jamais faria lhe mal.
Quem deu-te esta ideia absurda de jogares lixo nesse jardim?