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Leia atentamente o poema Canção de Cecília Meireles, escritora brasileira, para responder às questões de 1 a 5.
Canção
Pus o meu sonho num navio e o
navio em cima do mar; - depois,
abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão
molhadas do azul das ondas
entreabertas, e a cor que escorre
de meus dedos colore as areias
desertas.
O vento vem vindo de longe, a
noite se curva de frio; debaixo
da água vai morrendo meu
sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar
cresça, e o meu navio chegue
ao fundo e o meu sonho
desapareça.
Depois, tudo estará perfeito; praia
lisa, águas ordenadas, meus olhos
secos como pedras e as minhas
duas mãos quebradas.
A figura de linguagem presente nos versos “Minhas mãos ainda estão molhadas / do azul das ondas entreabertas,” é:
Metonímia.
Pleonasmo.
Paradoxo.
Onomatopeia.