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MORALIZA O POETA NOS OCIDENTES DO SOL A INCONSTÂNCIA DOS
BENS DO MUNDO
Nasce o sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no sol e na luz, falta a firmeza,
Na formosura não se crê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.
Disponível em www.recantodasletras.com.br Acesso em 19 nov.2109
Sobre a estruturação do texto:
I- Ocorrem antíteses.
II- Há presença de elipse.
III- Se constitui em um soneto.
Somente I é correta.
Somente II é correta.
Somente I e II são corretas.
I, II e III são corretas.
Somente III é correta.