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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.
Somos uma espécie pré-histórica perdida
nas redes sociais e nos shoppings
As crianças deveriam estudar a pré-história para conhecerem melhor a nossa ancestralidade. O livro lançado nos Estados Unidos “A Hunter-Gatherer's Guide to the 27st Century: Evolution and the Challenges of Modem Life”, do casal de biólogos evolucionistas Heather Heying e Bret Weinstein, é um belo exemplo da nossa ancestralidade renegada pela experiência contemporânea.
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 — essa é uma síntese do título em inglês —, é muito rico em detalhes sobre o mal que as “hipernovidades”, usando o termo dos autores, têm causado para uma espécie como a nossa, que data do paleolítico superior.
Ou seja, somos uma espécie pré-histórica perdida nas redes sociais e nos shoppings. Nosso organismo é o mesmo há pelo menos 200 mil anos. O habitat ao qual estamos adaptados é aquele em que viviam os caçadores-coletores. Mal começamos a ser agricultores massivamente, e a Revolução Industrial capitalista atropelou esse lento processo de mudança para nos lançar em um furacão de transformação do habitat e dos modos de vida.
Nossa cultura e hábitos se transformam mais rápido do que os nossos genes, que são os mesmos há centenas de milênios e estão ancorados num tempo ancestral genético estranho ao mundo moderno. Nossa (epi)genética, ou seja, a base de como agimos, é pré-histórica, importando muito pouco o que pensamos sobre a tal da construção social.
Esses modos de vida englobam hábitos religiosos, mobilidade, alimentação, afetos, organização da violência, sexualidade, tecnologias, conhecimentos e autoconhecimentos diversos.
A intenção dos autores é, numa linguagem casual e sem afetações técnicas, alertar para essa enorme ignorância quanto à nossa real ancestralidade e ir além do tão em voga fetiche das identidades. Nossa característica mais profunda e permanente é a do caçador-coletor tentando se achar num mundo que não é mais o seu. E essa identidade não é somente cultural, mas também biológica e psicológica.
(Luiz Felipe Pondé. https:/Awww1 .folha.uol.com.br/colunas/. 12.12.2021. Adaptado)
Considere a passagem do segundo parágrafo, para responder às questões de números 04 e 05:
O livro, pensado como um guia do caçador-coletor que ainda habita em nós, os modernos do século 21 — essa é uma síntese do título em inglês —, é muito rico em detalhes...
Os termos “como” e “ainda”, desatacados na passagem, exprimem, respectivamente, circunstância de
modo e de afirmação.
intensidade e de dúvida.
dúvida e de tempo.
modo e de tempo.
afirmação e de dúvida.