Imagem de fundo

No trecho Mas por que é que tem pobres e ricos? Por que é...

Para responder às questões 01 a 10, leia o texto abaixo.

Ai, gramática, ai, vida.

1 Infância: a permanente exclamação

2 Nasceu! É um menino! Que grande! E como chora!

3 (Claro, quem não chora não mama!)

4 Medá! É meu!

5 A puberdade: a travessia (ou o travessão)

6 — O que eu acho, Jorge — não sei se tu também

7 achas — o que eu acho — ___ a gente sempre

8 acha muitas coisas — o que eu acho — não sei —

9 tu és irmão dela — mas o que eu estive pensando

10 — pode ser bobagem — mas será que não é de a

11 gente falar — não, de eu falar com a Alice —

12 — Alice tu sabes — tu me conheces — a gente se

13 dá — a gente conversa — tudo isto Alice — tanto

14 tempo — eu queria te dizer Alice — é difícil — a

15 gente — eu não sei falar direito.

16 Juventude — a interrogação

17 Mas quem é que eu sou afinal? E o que é que eu

18 quero? E o que é que vai ser de mim?

19 E Deus, existe? E Deus cuida da gente? E o anjo da

20 guarda, existe? Eo diabo? E __ équeagentese

21 sente tão mal?

22 Mas por que é que tem pobres e ricos? Por que é

23 que uns têm tudo e outros não têm nada? Por que

24 é que uns têm auto e outros andam a pé? Por que

25 é que uns vão viajar e outros ficam trabalhando?

26 As pausas receosas (receosas, vírgula,

27 cautelosas) do jovem adulto

28 Estamos, meus colegas, todos nós, hoje, aqui,

29 nesta festa de formatura, nesta festa, que, meus

30 colegas, é não só nossa, colegas, mas também,

31 colegas, de nossos pais, de nossos irmãos, de

32 nossas noivas, enfim, de todos quantos, nas

33 jornadas, penosas embora, mas confiantes sempre,

34 nos acompanharam, estamos, colegas, cônscios de

35 nosso dever, para com a família, para com a

36 comunidade, para com esta Faculdade, tão jovem,

37 tão batalhadora, mas ao mesmo tempo tão,

38 colegas, tão.

39 O homem maduro. No ponto.

40 Uma cambada de ladrões. Têm de matar.

41 Matar. Pena de morte.

42 O Jorge também. Cunhado também. Tem de matar.

43 Esquadrão da morte. E ponto final. No meu filho

44 mando eu. E filho meu estuda o que eu quero. Sai

45 com quem eu quero.

46 Lê o que eu quero. Frequenta os clubes que eu

47 mando.

48 Tu ouviste bem, Alice. Não quero discutir mais este

49 assunto. E ponto final.

50 (UM PARÊNTESE)

51 (Está bem, Luana, eu pago, só não faz escândalo)

52 O final... reticente...

53 Sim, o tempo passou... E eu estou feliz... Foi uma

54 vida bem vivida, esta... Aprendi tanta coisa... Mas

55 das coisas que aprendi... A que mais me dá

56 alegria. É que hoje eu sei tudo. Sobre

57 pontuação...

Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar e outras crônicas. Porto Alegre: L&PM, 1995. p. 88-91 (adaptado).

No trecho Mas por que é que tem pobres e ricos? Por que é que uns têm tudo e outros não têm nada? Por que é que uns têm auto e outros andam a pé? Por que é que uns vão viajar e outros ficam trabalhando? (l.22-25), é possível identificar o emprego de qual figura de linguagem?


A

Antitese.


B

Paradoxo.


C

Metonímia.


D

Sinestesia