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Na frase As pernas eram finas como os juncos que crescem...

Para responder às questões 01 a 05, leia o texto abaixo.

As aventuras de Tibicuera

  1. [...]
  2. Passaram-se algumas luas. Uma tarde eu ia
  3. escanchado na cintura de minha mãe e o pajé da
  4. nossa tribo nos fez parar na frente de sua oca. Olhou
  5. para mim. Viu que eu era magro, feio e tristonho. O
  6. pajé era um homem muito engraçado.
  7. Como fazia troça de toda a gente e de todas
  8. as coisas, diziam que ele era irônico. Pois o pajé me
  9. examinou da cabeça aos pés, sorriu e disse:
  10. "Tibicuera".
  11. O nome pegou. Toda a gente ficou me
  12. chamando Tibicuera. Tibicuera na nossa língua queria
  13. dizer cemitério. O nome sentava bem. Eu era magro e
  14. chorão. Certa vez fiquei parado, olhando a minha
  15. sombra no chão. Era a sombra de um guri cabeçudo,
  16. de barriga enorme, como que inchada. As pernas eram
  17. finas como os juncos que crescem nos rios. Soltei um
  18. grito de tristeza. Na taba até pensaram que tinha sido
  19. gemido de urutau.
  20. Uma tarde me debrucei sobre um córrego para
  21. matar a sede. Vi minha cara no espelho da água. Levei
  22. um susto. Ergui-me num pulo e saí a correr. Agarrei-
  23. me às pernas de minha mãe e choraminguei:
  24. — Vi um peixe feio dentro d'água, mãe.
  25. Cresci na caba, comendo terra, perseguindo
  26. as formigas e as minhocas.
  27. Aos cinco anos fiz minha primeira caçada de
  28. tucanos. Mas não me meti fundo no mato, porque tinha
  29. medo de encontrar Anhangá, Curupira e os outros
  30. espíritos maus.
  31. [...]

Autor: Erico Veríssimo (adaptado).

Na frase As pernas eram finas como os juncos que crescem nos rios (l.16-17)tem-se qual figura de linguagem?


A

Comparação.


B

Metáfora.


C

Perífrase.


D

Pleonasmo.


E

Sinestesia.