Questões de Concurso sobre Metáfora

 
 
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Marque a alternativa em que está configurada a figura de linguagem do tipo metáfora;


A

Ele morreu de rir.


B

A cidade acordou triste.


C

Seus olhos são duas estrelas.


D

Estou tão cansado quanto você.


E

O vento soprava forte.

Assinalar a alternativa em que há uma metáfora.


A

Ele correu muito rápido durante a prova de atletismo.


B

A menina chorou bastante ao se machucar.


C

A vida é uma estrada cheia de surpresas.


D

O professor explicou o conteúdo com clareza.

No trecho “Sou inquieto: ficar parado muito tempo me dá uma coceira invisível”, a expressão coceira invisível é empregada com valor metafórico. No contexto do texto, essa expressão indica:


A

incômodo físico decorrente de alterações dermatológicas transitórias.


B

estado de ansiedade clínica associado a reações psicossomáticas.


C

sensação de impaciência e dificuldade de permanecer em repouso prolongado.


D

desconforto motor provocado por fadiga muscular acumulada.


E

reação involuntária a estímulos ambientais não identificados.

A manipulação linguística no texto manifesta-se no uso de metáforas que transformam o passageiro em espectador. Ao descrever as estações como "arquitetura narrativa" que "disciplina o fluxo", o autor sugere que a organização do espaço atua como um instrumento de:


A

Controle e persuasão social.


B

Contestação e anarquia artística.


C

Segregação e exclusão econômica.


D

Entretenimento e lazer descompromissado.

No trecho "Recebemos um disco voador do chão, que jamais decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira.", a construção imagética opera por meio de recursos expressivos que intensificam o efeito irônico do texto. Considerando o funcionamento semântico-discursivo dessas figuras, assinale a alternativa que identifica corretamente o procedimento predominante na caracterização do robô aspirador, sem desconsiderar a articulação entre os elementos do enunciado.


A

A caracterização decorre de metáfora associada à personificação, pois o objeto é comparado implicitamente a um disco voador e recebe atributos próprios de seres animados.


B

A construção baseia-se em catacrese sucessiva, uma vez que termos figurados substituem denominações técnicas inexistentes para o objeto referido.


C

O trecho exemplifica sinédoque progressiva, na qual partes funcionais do equipamento representam sua totalidade operacional de modo simbólico.


D

O efeito expressivo resulta de metonímia combinada com hipérbole, visto que o aparelho é nomeado por sua forma circular e exagera-se sua capacidade funcional.

De acordo com o texto, a “teoria do quase” funciona como metáfora para


A

uma denúncia institucional das falhas do PIX no campus, narradas com foco administrativo e central.


B

uma defesa de que a cafeína determina a eficiência docente e deveria orientar toda a rotina do intervalo.


C

a ideia de que o “quase” e os atenuadores sustentam a pressa, até o narrador optar por parar e escutar.


D

uma exposição de rivalidades explícitas entre colegas, com acusações diretas e um confronto aberto.


E

um relato fantástico em que objetos do campus impõem decisões aos personagens, sem intervenção humana.

Identifique a alternativa que apresenta uma METÁFORA:


A

A professora de português explicou o conteúdo um milhão de vezes na mesma aula.


B

As paredes da escola pareciam ouvir as reclamações dos professores sobre os baixos salários.


C

A educação é o farol que guia o cidadão em meio à neblina da desinformação.


D

O pé da página continha as referências bibliográficas necessárias para a pesquisa acadêmica.

Na primeira estrofe do texto em estudo, o autor utiliza diversas metáforas para tratar de um tema universal. Com base na leitura, assinale a alternativa que descreve corretamente a visão apresentada sobre a morte:


A

A morte é apresentada como um evento previsível e exclusivo daqueles que possuem menos recursos financeiros.


B

O termo “caminhão derradeiro” sugere que a morte é um destino inevitável e democrático, que atinge a todos independentemente da classe social.


C

A expressão “qualquer rota recai sobre essa estrada” indica que é possível escolher caminhos diferentes para evitar o fim da vida.


D

O eu-lírico sugere que a morte traz um sentimento de sabedoria e plenitude para aqueles que ficam.


E

A “foice da morte” é uma imagem que simboliza a esperança e o renascimento após um período de solidão.

As figuras de linguagem são recursos empregados para dar mais expressividade às ideias no texto; entre elas, a metáfora. O trecho que se configura como metafórico é:


A

“questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever” (l. 25)


B

“convites para eventos que deixamos de receber.” (l. 14-15)


C

“o machismo galopante que transborda do mundo” (l. 4)


D

“o público a quem é destinada a matéria.” (l. 7-8)

Em "A Venezuela passava por uma grave crise econômica e política sob a batuta do presidente José Cipriano Castro", a expressão destacada constrói sentido por meio de uma metáfora que:


A

Recupera uma imagem do campo militar, sugerindo disciplina hierárquica e obediência armada.


B

Transpõe para o campo político a ideia de regência musical, associando o exercício do poder à condução e ao controle de um conjunto.


C

Recorre ao campo jurídico, equiparando o presidente a um árbitro imparcial de conflitos.


D

Evoca o campo religioso, atribuindo ao governante um papel de liderança espiritual.

No trecho "O vermelho representa o amor entre um casal, mas o amarelo representa o carinho, a amizade e os laços que nos unem", a organização semântica articula recursos expressivos que ultrapassam a mera atribuição cromática. Considerando os processos figurativos presentes e seus efeitos na construção de sentido, assinale a alternativa correta.


A

Observa-se metonímia causal, uma vez que as cores são tomadas como efeitos fisiológicos diretos das emoções descritas no período.


B

Atribui-se valor abstrato às cores por meio de metáfora conceptual, associando campos semânticos distintos sem indicação explícita de comparação.


C

Configura-se antítese estrutural, visto que vermelho e amarelo se opõem semanticamente de modo excludente no plano argumentativo.


D

Emprega-se sinédoque qualificativa, pois as cores funcionam como partes materiais que substituem integralmente as experiências afetivas referidas.

Qual alternativa apresenta uma metáfora?


A

Ela faltou com a verdade.


B

Comeria um boi de almoço hoje!


C

Ele tem um coração de pedra.


D

Há oitocentas cabeças de gado na fazenda.

A música "Força Estranha" apresenta uma linguagem poética marcada por recursos estilísticos e relações semânticas complexas. Considerando a frase:


"A vida é amiga da arte, é a parte que o sol me ensinou."


É CORRETO afirmar que:


A

A construção apresenta uma metáfora ao associar "vida" e "arte", conferindo-lhes um caráter complementar e simbólico.


B

O pronome "que" é um elemento de coesão que retoma "arte", atribuindo a ela o papel de sujeito na oração.


C

O verbo "ensinou" está empregado em sentido denotativo, remetendo a uma ação literal de aprendizagem pelo sol.


D

A expressão "a parte" denota fragmentação, sugerindo que a relação entre vida e arte é incompleta.

No trecho: “...só o avanço das pesquisas poderá nos dar a medida exata da atuação do ‘satanás de botas’, segundo ensina a analogia corrente entre os camponeses referindo-se à atuação dos militares daqueles tempos”, a expressão “satanás de botas” é um exemplo de qual figura de linguagem?


A

Hipérbole – pois exagera os atos dos militares com o intuito de causar humor.


B

Metonímia – porque troca o nome dos militares por uma característica de seu uniforme.


C

Metáfora – pois compara implicitamente os militares a uma figura demoníaca, sem uso de conectivos.


D

Eufemismo – por suavizar a gravidade dos crimes cometidos pelos militares na região.

Qual é a figura de linguagem que embasa a parte narrativa da tirinha abaixo?



LEITE, Will. Anésia #767. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/anesia-767/. Acesso em: 05 jan. 2025.


A

Metáfora.


B

Metonímia.


C

Comparação.


D

Hipérbole.

Leia atentamente o trecho abaixo:


"Naquele instante gelado, as palavras fugiam-lhe da boca como pássaros que, uma vez soltos, já não aceitavam retorno. Seu coração, endurecido pelo tempo, pulsava com o mesmo vigor de uma rocha inerte."


Considerando o uso estilístico da linguagem, a figura de linguagem predominante na última frase do excerto é:


A

metáfora.


B

hipérbole.


C

ironia.


D

prosopopeia.


E

metonímia.

Leia o texto a seguir:


AUTORRETRATO


Até hoje, quando me olho ao espelho, fico assombrado. Então, eu sou aquilo que aparece escovando os dentes, fazendo a barba, verificando o estrago do tempo nos meus olhos? Sempre fui assim? Ou fui pior ou melhor? Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça.

Não pedi para nascer e muito menos para crescer. Não tenho nada com o adulto que substituiu a criança espantada diante do mundo, gostando e temendo o mundo. Fugindo e querendo ser do mundo. Não sou nostálgico, tenho até aversão aos nostálgicos. Sou melancólico — o que é outra coisa, apesar de parecida. Em criança, gostava das histórias em que um menino partia para conhecer o mundo, envolvia-se com os outros, o gigante que morava no castelo, o duende que morava na floresta, a bruxa de olhos verdes que tinha uma cesta de maçãs (como na história da Branca de Neve), a fada que não tinha rosto, silhueta apenas, e que, apesar de tudo, me protegia.

Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo.

Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo. Daí a pouca ou nenhuma importância que dou ao adulto que me sucedeu. É um farsante. Finge levar a vida com a seriedade possível, mas está louco para que a missão acabe e ele possa voltar a ser o menino que cresceu contra a vontade. Por isso, foi mudo até os cinco anos, não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nenhum som articulado. E quando falou, falou errado. Trocava as letras, até os 15 anos tropeçava nas palavras. Fez testes (científicos na época) para avaliar o grau de sua dormência mental. No fundo, ele até que se distraía: falar errado ou nada falar era um recurso para não assumir a vida que não quis nem pediu. Até que fingiu bem. Entre mortos e feridos, teve seus momentos. Mais do que merecia ou precisava. Mesmo assim, nunca soube aproveitar esses momentos. Aos outros, sempre deu a impressão de não estar ali, de estar indo para outro lugar, aflito para ir embora e chegar a um lugar indeterminado onde não é esperado. Mas não importa. A convulsão de ir e de nunca chegar é um truque que ele aprendeu sem querer. Seria impossível viver sem esse truque.

O menino mudo até os cinco anos só falou quando levou um susto. Sua primeira palavra foi um grito. Prometeu-se nunca mais gritar, ainda que o preço do não grito fosse a palavra finalmente falada ou confusamente escrita. O menino encontrou um ofício, mas não um destino.


(Carlos Heitor Cony, do livro O harém das bananeiras)


Leia atentamente o trecho abaixo e indique qual foi a figura de linguagem utilizada:


"Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça."


A

Prosopopeia.


B

Anacoluto.


C

Hipérbole.


D

Eufemismo.


E

Metáfora.

Na frase retirada do texto “A corrupção mina a confiança nas instituições”, a palavra “mina” expressa o uso de qual figura de linguagem?


A

Hipérbole.


B

Metáfora.


C

Personificação.


D

Comparação.


E

Pleonasmo.

Analise o seguinte enunciado do texto IV:


“A loucura, objeto de meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão. Começo a suspeitar que é um continente [...]” (l. 22 - 24)


Considerando o enunciado acima, no que se refere ao seu (con)texto, o locutor empreende relações entre alguns elementos, por meio de figuras de linguagem, para atribuir sentido ao termo loucura, cujos termos correspondentes são


A

metonímia – ilha / oceano.


B

metáfora – ilha / continente.


C

comparação – oceano / razão.


D

eufemismo – universo acanhado / Itaguaí.

 
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