Questões de Concurso sobre Metáfora

 
 
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Qual é a figura de linguagem que embasa a parte narrativa da tirinha abaixo?


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LEITE, Will. Anésia #767. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/anesia-767/. Acesso em: 05 jan. 2025.


A

Metáfora.


B

Metonímia.


C

Comparação.


D

Hipérbole.

Leia atentamente o trecho abaixo:


"Naquele instante gelado, as palavras fugiam-lhe da boca como pássaros que, uma vez soltos, já não aceitavam retorno. Seu coração, endurecido pelo tempo, pulsava com o mesmo vigor de uma rocha inerte."


Considerando o uso estilístico da linguagem, a figura de linguagem predominante na última frase do excerto é:


A

metáfora.


B

hipérbole.


C

ironia.


D

prosopopeia.


E

metonímia.

Leia o texto a seguir:


AUTORRETRATO


Até hoje, quando me olho ao espelho, fico assombrado. Então, eu sou aquilo que aparece escovando os dentes, fazendo a barba, verificando o estrago do tempo nos meus olhos? Sempre fui assim? Ou fui pior ou melhor? Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça.

Não pedi para nascer e muito menos para crescer. Não tenho nada com o adulto que substituiu a criança espantada diante do mundo, gostando e temendo o mundo. Fugindo e querendo ser do mundo. Não sou nostálgico, tenho até aversão aos nostálgicos. Sou melancólico — o que é outra coisa, apesar de parecida. Em criança, gostava das histórias em que um menino partia para conhecer o mundo, envolvia-se com os outros, o gigante que morava no castelo, o duende que morava na floresta, a bruxa de olhos verdes que tinha uma cesta de maçãs (como na história da Branca de Neve), a fada que não tinha rosto, silhueta apenas, e que, apesar de tudo, me protegia.

Gostando ou não dessa gente, eu não perdia a noção de que estava cumprindo um destino, uma missão: conhecer o mundo. Um dia voltaria para dentro de mim, farto dos outros, farto de mim mesmo. A busca transformou-se num retorno — por isso, talvez, minha atividade mais constante é escrever. Um gesto tão infantil como o de escovar os dentes, sentir na boca o gosto da espuma crescendo.

Um rito infantil que talvez nunca tenha mudado, é sempre o mesmo. Daí a pouca ou nenhuma importância que dou ao adulto que me sucedeu. É um farsante. Finge levar a vida com a seriedade possível, mas está louco para que a missão acabe e ele possa voltar a ser o menino que cresceu contra a vontade. Por isso, foi mudo até os cinco anos, não conseguia pronunciar nenhuma palavra, nenhum som articulado. E quando falou, falou errado. Trocava as letras, até os 15 anos tropeçava nas palavras. Fez testes (científicos na época) para avaliar o grau de sua dormência mental. No fundo, ele até que se distraía: falar errado ou nada falar era um recurso para não assumir a vida que não quis nem pediu. Até que fingiu bem. Entre mortos e feridos, teve seus momentos. Mais do que merecia ou precisava. Mesmo assim, nunca soube aproveitar esses momentos. Aos outros, sempre deu a impressão de não estar ali, de estar indo para outro lugar, aflito para ir embora e chegar a um lugar indeterminado onde não é esperado. Mas não importa. A convulsão de ir e de nunca chegar é um truque que ele aprendeu sem querer. Seria impossível viver sem esse truque.

O menino mudo até os cinco anos só falou quando levou um susto. Sua primeira palavra foi um grito. Prometeu-se nunca mais gritar, ainda que o preço do não grito fosse a palavra finalmente falada ou confusamente escrita. O menino encontrou um ofício, mas não um destino.


(Carlos Heitor Cony, do livro O harém das bananeiras)


Leia atentamente o trecho abaixo e indique qual foi a figura de linguagem utilizada:


"Quando escovo os dentes, por exemplo, sinto o gosto da infância que nunca foi embora, que me persegue e, em certo sentido, me ameaça."


A

Prosopopeia.


B

Anacoluto.


C

Hipérbole.


D

Eufemismo.


E

Metáfora.

Analise o seguinte enunciado do texto IV:


“A loucura, objeto de meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão. Começo a suspeitar que é um continente [...]” (l. 22 - 24)


Considerando o enunciado acima, no que se refere ao seu (con)texto, o locutor empreende relações entre alguns elementos, por meio de figuras de linguagem, para atribuir sentido ao termo loucura, cujos termos correspondentes são


A

metonímia – ilha / oceano.


B

metáfora – ilha / continente.


C

comparação – oceano / razão.


D

eufemismo – universo acanhado / Itaguaí.

Assinale a alternativa correta quanto as figuras de linguagem:


A

Com aquele olhos frios, disse que não gostava mais da amiga – sinestesia;


B

Meu pai tem vinte cabeças de gado – catacrese;


C

O rugido do rei das selvas é ouvido muito longe – metáfora;


D

Entregou a alma a Deus – personificação

No texto, algumas ideias são reveladas através de uma linguagem conotativa. Dentre os trechos a seguir relacionados, apenas um NÃO certifica o uso do recurso metafórico; assinale-o.


A

“Foi quando meu vestido me reteve: [...]” (1º§)


B

“− Um doce, moça, compre um doce para mim.” (2º§)


C

“Mesmo os doces estavam tão acima do menino.” (9º§)


D

“Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, [...]” (1º§)

Ao analisar a frase: “No canto mais alto da sala, o relógio marcava o caminhar do tempo: tic-tac, tic-tac”, pode-se afirmar que a figura de linguagem predominante é:


A

metáfora.


B

prosopopeia.


C

antítese.


D

onomatopeia.

A figura de linguagem “metáfora” foi empregada no seguinte excerto:


A

“e como resultado da participação ativa da sociedade civil durante as discussões do texto”.


B

“Mas esse temor some com a simples leitura do texto, que contempla garantias para preservar e, mais, fortalecer a liberdade de expressão.”


C

“Um dos cuidados ao longo do processo legislativo foi inclusive prever meios para superar a censura privada atualmente praticada pelas plataformas digitais.”


D

“O desenho previsto no projeto de lei é o melhor antídoto contra qualquer receio de censura, pois protege o usuário de abusos e do arbítrio.”


E

“Em vez de escolher entre proteger crianças ou resguardar a liberdade de expressão, o projeto faz as duas coisas ao mesmo tempo.”.

Texto:


“O vilarejo amanheceu cansado.”


O efeito de sentido da frase decorre do uso de qual figura de linguagem?


A

Metáfora, pois transfere a característica humana de “cansaço” ao vilarejo.


B

Eufemismo, por suavizar uma expressão negativa.


C

Metonímia, por substituir o vilarejo pelos habitantes.


D

Prosopopeia, por atribuir ação humana a um ser inanimado.

O texto utiliza metáforas ligadas à escrita para refletir sobre a experiência humana. Analise as assertivas:


I. A metáfora do caderno com rasuras simboliza a vida marcada por erros, mas também por aprendizados e superações.

II. O texto valoriza a perfeição absoluta como ideal de existência, rejeitando os erros como parte da caminhada.

III. A presença de borrões e falhas é descrita como elemento essencial para dar sentido e autenticidade à vida.


Está correto o que se afirma em:


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas I e III.


D

I, II e III.

Na narrativa, a recomendação de Jeca Tatu de "matar uma galinha gorda e convidar para comer" serve como uma metáfora para qual aspecto das relações sociais?


A

A necessidade de usar a tecnologia para aproximar as pessoas e facilitar a comunicação.


B

A recomendação de seguir práticas tradicionais em vez de adotar novos hábitos.


C

A importância de valorizar as interações presenciais e o convívio social sem a necessidade de tecnologia.


D

A crítica à modernidade e a valorização exclusiva do passado.

Na frase retirada do texto “A corrupção mina a confiança nas instituições”, a palavra “mina” expressa o uso de qual figura de linguagem?


A

Hipérbole.


B

Metáfora.


C

Personificação.


D

Comparação.


E

Pleonasmo.

No trecho: “...só o avanço das pesquisas poderá nos dar a medida exata da atuação do ‘satanás de botas’, segundo ensina a analogia corrente entre os camponeses referindo-se à atuação dos militares daqueles tempos”, a expressão “satanás de botas” é um exemplo de qual figura de linguagem?


A

Hipérbole – pois exagera os atos dos militares com o intuito de causar humor.


B

Metonímia – porque troca o nome dos militares por uma característica de seu uniforme.


C

Metáfora – pois compara implicitamente os militares a uma figura demoníaca, sem uso de conectivos.


D

Eufemismo – por suavizar a gravidade dos crimes cometidos pelos militares na região.

A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo em sua majestade substancial, o adjetivo, roupa transparente que o veste e colore como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso à frase. (Baudelaire)


Sobre essa frase, assinale a afirmativa correta.


A

Ao dizer que o verbo é o anjo do movimento, o autor se refere a todos os verbos da classe por meio de sua característica básica.


B

Ao usar a metáfora “roupa transparente”, o autor se refere ao fato de o adjetivo determinar o substantivo, dando-lhe qualidades, características ou relações.


C

Ao afirmar que o adjetivo veste e colore o substantivo “como um verniz”, Baudelaire se refere à inutilidade semântica do adjetivo.


D

Ao dizer que o substantivo mostra “majestade substancial”, o autor aponta para o fato de o substantivo ser a palavra mais simples da frase.


E

Ao empregar a metáfora de “feitiçaria” para o trabalho da gramática, o autor cita a propriedade que tem a gramática de mudar as classes das palavras.

No texto adaptado de Fabrício Carpinejar, observa-se o uso de figuras de linguagem como recurso estilístico para enriquecer a expressividade do discurso. No trecho:


"Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos."


Analise o uso das figuras de linguagem nesse trecho e assinale a alternativa correta:


A

O autor utiliza uma metáfora ao empregar o termo "tirania", associando-o a um regime de opressão que simboliza a obrigatoriedade imposta às demonstrações verbais de amor.


B

O termo "tirania" configura um exemplo de eufemismo, suavizando a crítica à imposição cultural de declarações constantes de amor.


C

Trata-se de uma personificação, já que o autor atribui características humanas à "tirania", como a capacidade de circular e impor regras.


D

A figura de linguagem predominante é a metonímia, pois "tirania" é usada como substituição de um todo (a sociedade) por uma parte (o conceito de obrigatoriedade).

Sobre figuras de linguagem, qual alternativa apresenta um exemplo de metáfora?


A

A casa era tão grande quanto um castelo.


B

O vento cantava uma melodia suave.


C

A vida é um mar de rosas.


D

Corri tanto que estou morrendo de cansaço.

Qual é a figura de linguagem que aparece na última frase do texto?


A

Hipérbole.


B

Ironia.


C

Prosopopeia.


D

Metáfora.


E

Comparação.

O texto apresenta uma metáfora sobre o conceito de alma gêmea, relacionando-o à ideia de segurança e autenticidade nas relações humanas. Com base na interpretação e na estrutura textual, assinale a alternativa correta.


A

O uso da metáfora das "chaves" e "fechaduras" sugere que a conexão entre almas gêmeas se baseia em um encaixe perfeito e inevitável, sem necessidade de esforço ou compreensão mútua.


B

O texto possui predominância expositiva, pois apresenta informações objetivas sobre a natureza das relações humanas e sua importância para o autoconhecimento.


C

O trecho "Cada um descobre a melhor parte do outro" reforça a ideia de reciprocidade nas relações, indicando que a autenticidade permite enxergar e valorizar as qualidades do outro.


D

O texto apresenta características predominantemente injuntivas, pois orienta o leitor sobre como identificar uma alma gêmea e agir para fortalecer essa conexão.

No poema Da calma e do silêncio, Conceição Evaristo explora diferentes figuras de linguagem para construir imagens poéticas expressivas.


Nos versos finais:

“[...] há mundos submersos

que só o silêncio da poesia penetra.”


A figura de linguagem PREDOMINANTE é:


A

Metáfora.


B

Prosopopeia.


C

Hipérbole.


D

Antítese.


E

Metonímia.

   
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