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Leia o texto abaixo e responda às questões 01 a 06
“Os turistas que visitam as favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa”, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa “Para ver os pobres: a construção da favela carioca como destino turístico”. “Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.”
No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade, preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo. Conforme relata um guia, “O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem ‘desconfiômetro’: mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele.”
HAAG, Carlos. Laje cheia de turista. Como funcionam os tours pelas favelas cariocas. Pesquisa Texto adaptado.
Observe o trecho: “Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.”. Assim como a situação de turistas visitantes de favelas foi considerada um paradoxo, também há paradoxo na frase:
Os moradores das favelas são vistos como animais em um zoológico.
Os turistas dão o mínimo possível si, mas querem levar o máximo dos moradores.
Os turistas não têm interesse na vida das comunidades, só querem se divertir.
Um turista invadiu a privacidade de uma moradora e ela ficou uma fera.
Os moradores das favelas veem os turistas como pessoas rudes, grosseiras e invasivas.