Questões de Concurso sobre Figuras de pensamento

 
 
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Considere o célebre verso de Camões:


"Amor é fogo que arde sem se ver; / é ferida que DÓI, e NÃO SE SENTE; / é um contentamento DESCONTENTE; / é dor que desatina sem doer."


A definição do amor pela coexistência de impossibilidades lógicas (como "doer e não se sentir" e "contentamento descontente") configura qual figura de pensamento?


A

Antítese


B

Paradoxo


C

Hipérbole


D

Metonímia

O poema de Augusto de Campos enfatiza uma crítica social e estética por meio, especialmente, de figuras como


A

paronomásia e oxímoro.


B

paronomásia e auxese.


C

auxese e oxímoro.


D

litote e oxímoro.


E

litote e auxese.

Observa-se, no desenvolvimento do Texto XIII, o uso da figura de retórica


A

eufemismo, ao usar o termo “mirrado” (parágrafo 1).


B

metáfora, ao apontar “o fosso que separa as nações” (parágrafo 1).


C

metonímia, ao nomear as Nações Unidas e o Banco Mundial como “entidades” (parágrafo 1).


D

perífrase, ao referir-se à Coreia do Norte como o “último bastião do comunismo” (parágrafo 1).


E

hipérbole, ao dizer que “os 20% mais ricos da população mundial respondiam por 86% do consumo total” (parágrafo 1).

Em relação à interpretação da tirinha acima, analise as afirmativas a seguir:


I. Ao empregar linguagem figurada, com um conjunto de metáforas, é correto afirmar que a tirinha constrói uma alegoria.

II. O ditado popular em que se baseia a tirinha poderia ser “não dar o peixe, e sim ensinar a pescar”.

III. A fala do Menino Maluquinho representa um registro coloquial da língua.


Assinale


A

se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.


B

se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.


C

se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.


D

se nenhuma afirmativa estiver correta.


E

se todas as afirmativas estiverem corretas.

De acordo com Pagliaro, citado em Bechara (2019), “Também as palavras são uma espécie de conchas, às quais temos de encostar o ouvido com humilde atenção, se quisermos apreender a voz que dentro delas ressoa”. A significação das palavras está intimamente relacionada com o mundo das ideias e dos sentimentos, por isso que as associações se estabelecem, sem cessar, de uns para outros. A respeito de figuras de sintaxe, de pensamento e de palavras, conforme Bechara descreve, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Metáfora, metonímia, catacrese, eufemismo, braquilogia, entre outras, são figuras de palavras.

( ) Antítese, apóstrofe, hipérbole, ironia, etc., são figuras de sintaxe.

( ) Elipse, pleonasmo, prolepse, etc., são figuras de pensamento.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – V.


B

V – F – V.


C

V – F – F.


D

F – V – V.


E

F – F – F.

Verifica-se, neste fragmento “Se vós supusésseis a dificuldade que tenho...” (l. 16 e 17), o uso de uma figura de pensamento, sendo este processo estilístico denominado:


A

apóstrofe.


B

paradoxo.


C

antítese.


D

ironia.

José Carlos de Azeredo (2008, p. 483) afirma: “Podemos definir figuras de linguagem como formas simbólicas ou elaboradas de exprimir ideias, significados, pensamentos etc., de maneira a conferir-lhes maior expressividade, emoção, simbolismo etc., no âmbito da afetividade ou da estética da linguagem”.


Acerca do tema figuras de linguagem e/ou sua ocorrência no Texto I, assinale a alternativa que contém uma afirmação INCORRETA:


Fonte: AZEREDO, José Carlos. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008.


A

As figuras de linguagem podem ser classificadas em figuras de palavras, figuras de sintaxe, figuras de pensamento e figuras de som.


B

Figuras de linguagem podem ser usadas não apenas com fins estéticos, mas também com fins argumentativos ou apelativos.


C

Em “E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático”, temos, por meio de metáfora que aproxima os campos semânticos do humano e da ave, a afirmação de que os profissionais de jornalismo a que se referia o autor do texto eram vaidosos.


D

Em “Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk”, a antonomásia não estabelece cadeia coesiva referencial.


E

Em “Era óbvio que o crime trazia, em seu ventre, uma tragédia nacional”, a expressão “trazer no ventre” é usada de forma conotativa, calcada numa associação metafórica do tipo "trazer no ventre é gerar".

Leia estes versos do poeta Paulo Leminski:


[...]

passe o que nasce

passe o que nem

passe o que faz

passe o que faz-se

que tudo passe

e passe muito bem

[...]


Os quatro primeiros versos apresentam a seguinte figura de estilo:


A

anáfora – figura de construção.


B

zeugma – figura de construção.


C

gradação – figura de pensamento.


D

metonímia – figura de palavra.

Assinale a afirmativa na qual o autor utiliza a mesma figura de pensamento que em “E a própria vaidade o remunerava.” (1º§)


A

Eu sou um idiota da objetividade.” (6º§)


B

Na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor.” (12º§)


C

“Se lá aparecesse um Proust, seria reescrito do mesmo jeito.” (2º§)


D

“Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk.” (3º§)

Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA:


A

Em "Cidadãos iminentes discursaram no evento de inauguração da praça" temos uma INADEQUAÇÃO quanto ao emprego de parônimos.


B

Em "Foi previsto que o preço da gasolina aumentaria ", a oração em destaque (que o preço da gasolina aumentaria) é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta.


C

Transpondo-se o segmento "A emancipação política do município não trouxe muitas inovações em termos administrativos" para a voz passiva, a forma verbal resultante será "trouxeram".


D

Na frase "Pensava mais em felicidade do que em dinheiro" temos uma figura de pensamento.


E

A concordância verbal foi corretamente observada em "Precisam-se de pessoas que gostem de animais".

Na construção do sentido de sua charge, o cartunista mobiliza o seguinte recurso expressivo:


A

eufemismo.


B

paradoxo.


C

pleonasmo.


D

antítese.


E

hipérbole.

Observe o trecho: “Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.”. Assim como a situação de turistas visitantes de favelas foi considerada um paradoxo, também há paradoxo na frase:


A

Os moradores das favelas são vistos como animais em um zoológico.


B

Os turistas dão o mínimo possível si, mas querem levar o máximo dos moradores.


C

Os turistas não têm interesse na vida das comunidades, só querem se divertir.


D

Um turista invadiu a privacidade de uma moradora e ela ficou uma fera.


E

Os moradores das favelas veem os turistas como pessoas rudes, grosseiras e invasivas.

Considerando que as figuras de linguagem são formas de expressão plurissignificativas, ou seja, quando empregadas, elas possibilitam uma interpretação que vai além do sentido original, a figura de linguagem denominada “prosopopeia” está exemplificada em:


A

“Tudo isso me assusta um pouco, [...]” (4º§)


B

“Entre meus amigos, fui o primeiro a comprar um.” (2º§)


C

“Conto os dias para o lançamento do robô doméstico.” (3º§)


D

“Caem acentos, mas em alguns casos permanecem. Hífens sobrevivem.” (1º§)


E

“Também aposto, e isso já é uma certeza, que surgirão inovações tecnológicas que não observarei.” (2º§)

O cronista recorre à figura de linguagem denominada hipérbole em:


A

Pois eu não sou daqui. (3o parágrafo)


B

Vamos ao pasto dos Macacos matar codorna? (2o parágrafo)


C

A vaca do coronel já deu cria? (2o parágrafo)


D

Às vezes morro de nostalgia. (2o parágrafo)


E

Ando bem sem automóvel, mas sinto falta de uma charrete. (5o parágrafo)

O autor do texto se utiliza de alguns elementos literários para a descrição do ambiente e dos personagens. Nesse sentido, analise os seguintes excertos e assinale a alternativa correta:


I. via-se [...] uma pequena e pobre casa, mas alva, risonha e nova.

II. A menina era [...] flexível como o pendão da imbaúba.


A

Na assertiva I tem-se um eufemismo; na assertiva II tem-se uma hipérbole.


B

Na assertiva I tem-se uma personificação; na assertiva II tem-se uma metáfora.


C

Na assertiva I tem-se uma metonímia; na assertiva II tem-se uma metáfora.


D

Na assertiva I tem-se uma personificação; na assertiva II tem-se uma comparação.

Em relação às figuras de linguagem, assinalar a alternativa que apresenta o recurso utilizado na oração abaixo:


O juiz ficou irritado, pois o promotor faltou com a verdade.


A

Hipérbole.


B

Prosopopeia.


C

Eufemismo.


D

Sinestesia.

Na fala “as relações afetivas estão agonizando, Joana!”, percebe-se o uso do recurso de expressão chamado


A

pleonasmo.


B

comparação.


C

eufemismo.


D

personificação.


E

paradoxo.

O recurso estilístico presente na passagem "Pensa-se uma escuridão clara." (2° parágrafo) está corretamente apontado em:


A

metáfora.


B

paradoxo .


C

personificação.


D

metonímia.


E

eufemismo.

Um pensador italiano disse:


“Sou a favor da liberdade de pensamento, desde que não se transforme em palavras.”


Assinale a afirmação correta sobre a ideia e os componentes desse pensamento.


A

A frase é um paradoxo, pois o pensamento se materializa em palavras.


B

A segunda oração indica uma consequência do que é afirmado na primeira.


C

O pensamento é uma ironia contra os que falam sem pensar.


D

A frase mostra uma estrutura argumentativa, com a apresentação de uma tese e de argumentos que a defendem.


E

A estruturação da frase mostra um pensamento de cunho universal, sem participação do autor.

 
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