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O pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
(BRAGA, Rubem. Portal da Crônica Brasileira, 1958.)
No trecho “Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; [...]” (3º§), há o emprego do ponto de exclamação. Sobre este sinal gráfico é possível afirmar que:
O ponto de exclamação pode ser empregado em frases com intuito de separar as orações.
É usado na escrita de frases que possuem o objetivo de expressar dúvidas ou questionamentos.
A utilização deste sinal de pontuação indica uma continuidade na ideia que está sendo expressa na frase.
É empregado ao final de frases exclamativas, podendo expressar emoção, admiração, entusiasmo, dentre outros.