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Leia o texto a seguir:
Texto I
Leia abaixo um trecho de Caramuru, um importante poema épico de autoria de Santa Rita Durão:
CANTO I
I
De um varão em mil casos agitado,
Que as praias discorrendo do Ocidente,
Descobriu o Recôncavo afamado
Da capital brasílica potente:
Do Filho do Trovão denominado,
Que o peito domar soube à fera gente;
O valor cantarei na adversa sorte,
Pois só conheço herói quem nela é forte.
II
Santo Esplendor, que do grão-Padre manas
Ao seio intacto de uma Virgem bela;
Se da enchente de luzes Soberanas
Tudo dispensas pela Mãe Donzela;
Rompendo as sombras de ilusões humanas,
Tu do grão caso! a pura luz revela
Faze que em ti comece, e em ti conclua
Esta grande Obra, que por fim foi tua.
III
E vós, Príncipe excelso, do Céu dado
Para base imortal do Luso Trono;
Vós, que do Áureo Brasil no Principado
Da Real sucessão sois alto abono:
Enquanto o Império tendes descansado
Sobre o seio da paz com doce sono,
Não queirais de dignar-vos no meu metro
De pôr os olhos, e admiti-lo ao cetro.
Fonte: https://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/caramuru.pdf.Acesso em: 03 fev. 2024.
Na primeira estrofe do Texto I, Santa Rita Durão retrata uma imagem heroica. Essa imagem está construída com base no/a:
força do “Filho do Trovão”, que soube lidar com os índios tupinambás, considerados canibais
intrepidez dos indígenas do Recôncavo Baiano, que sempre foram reconhecidos pela sua resistência
mística religiosa, caracterizada pelas referências espirituais a Deus Pai, à Virgem Maria e ao Espírito Santo
poder transformador da literatura brasileira, que é capaz de embevecer os leitores, especialmente no gênero épico