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Leia o Texto 16 para responder às questões de 59 a 61.
Texto 16
A ilusão da neutralidade da ciência
Como a ciência se caracteriza pela separação e pela distinção entre o sujeito do conhecimento e o objeto; como a ciência se caracteriza por retirar dos objetos do conhecimento os elementos subjetivos; como os procedimentos científicos de observação, experimentação e interpretação procuram alcançar o objeto real ou o objeto construído como modelo aproximado do real; e, enfim, como os resultados obtidos por uma ciência não dependem da boa ou má vontade do cientista nem de suas paixões, estamos convencidos de que a ciência é neutra ou imparcial. Diz à razão o que as coisas são em si mesmas. Desinteressadamente.
Essa imagem da neutralidade científica é ilusória.
Quando o cientista escolhe uma certa definição de seu objeto, decide usar um determinado método e espera obter certos resultados, sua atividade não é neutra nem imparcial, mas feita por escolhas precisas. [...]
O racismo (por exemplo) não é apenas uma ideologia social e política. É também uma teoria que se pretende científica, apoiada em observações, dados e leis conseguidos com a biologia, a psicologia, a sociologia. É uma certa maneira de construir tais dados, de sorte a transformar diferenças étnicas e culturais em diferenças biológicas naturais imutáveis e separar os seres humanos em superiores e inferiores, dando aos primeiros justificativas para explorar, dominar e mesmo exterminar os segundos.
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. Rio de Janeiro: Ática, 1995.
No segundo parágrafo, inicia-se uma discussão contrária à ideia de que a ciência é neutra. Na construção do percurso argumentativo que sustenta essa discussão, predomina a utilização de
definição e exemplificação.
definição e generalização.
definição e referenciação.
definição e classificação.
definição e associação.