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No poema, o eu lírico afirma: Vejo-o e amo-me, porque ser...

Responda às questões 1 a 8 com base no seguinte texto:

Tu, místico

Tu, místico, vês uma significação em todas as coisas.

Para ti tudo tem um sentido velado.

Há uma coisa oculta em cada coisa que vês.

O que vês, vê-lo sempre para veres outra coisa.

Para mim, graças a ter olhos só para ver,

Eu vejo ausência de significação em todas as coisas;

Vejo-o e amo-me, porque ser uma coisa é não

significar nada.

Ser uma coisa é não ser suscetível de interpretação.

(“Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto

Caeiro. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1946.)

No poema, o eu lírico afirma: Vejo-o e amo-me, porque ser uma coisa é não significar nada. Ser uma coisa é não ser suscetível de interpretação. A partir dessa afirmação, o eu lírico sugere que:


A

A busca por significados é essencial para o amor-próprio.


B

A interpretação das coisas é a chave para a felicidade.


C

A percepção da ausência de significado leva à autoaceitação.


D

A simplicidade das coisas é menos valiosa do que suas complexidades.