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O dilema do porco-espinho
01 Um número de porcos-espinho se amontoaram, buscando calor em um dia frio de inverno; mas, quando começaram
02 a se machucar com seus espinhos, foram obrigados a se afastarem. No entanto, o frio fazia com que voltassem a se reunir, porém
03 se afastavam novamente. Depois de várias tentativas, perceberam que poderiam manter certa distância uns dos outros sem se
04 dispersarem.
05 Do mesmo modo, as necessidades sociais, a solidão e a monotonia impulsionam os “homens porcos-espinho” a se
06 reunirem, apenas para se repelirem devido às inúmeras características espinhosas e desagradáveis de suas naturezas. A distância
07 moderada que os homens finalmente descobrem é a condição necessária para que a convivência seja tolerada; é o código de
08 cortesia e boas maneiras. Aqueles que transgridem esse código são duramente advertidos, como se diz na Inglaterra: Keep your
09 distance! Com esse arranjo, a necessidade mútua de calor é apenas parcialmente satisfeita, mas pelo menos não se machucam.
10 Um homem que possui algum calor em si mesmo prefere permanecer afastado, assim ele não precisa ferir outras
11 pessoas e também não é ferido.
Adaptado de CORRÊA, J. P. (In https://pvst.com.br/wp-content/uploads/2020/09/20_ANOS_DE_LICOES_DE_TRANSITO-NO-BRASIL.pdf). Acesso em 05 set 2023.
O termo “a distância moderada” (l. 06 e 07) alude a quê?
Às “necessidades sociais” (l. 05).
À “necessidade mútua de calor” (l. 09).
Ao “código de cortesia e boas maneiras” (l. 07 e 08).
Às “características espinhosas e desagradáveis” (l. 06).