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No texto, a expressão “Outro mal dos nossos dias” (linha...

Texto para as questões de 1 a 11.


1 O cérebro é incrivelmente dinâmico e está em

constante transformação. Um quilo de massa

encefálica abriga 86 bilhões de neurônios, que,

4 comunicando-se entre si, estabelecem cem trilhões de

conexões.

Nosso cérebro tem a capacidade de armazenar

7 informações equivalentes a onze mil bibliotecas

repletas de livros. Agilíssimo, se estamos, por exemplo,

em uma conversa, ele consegue, em fração de

10 segundo, pinçar os dados mais relevantes de nossa

memória (mesmo que tenham sido armazenados há

décadas) e relacioná-los com o momento.

13 Bom, se o cérebro é capaz de tudo isso, por que

não consegue dar conta de nos manter realizados? Por

que, às vezes, nos sentimos mal mesmo quando tudo

16 parece ir bem?

Esse mistério se torna ainda mais enigmático

quando consideramos que vivemos em uma era de

19 abundância sem precedentes, que teria impressionado

quase qualquer rei, rainha, imperador ou faraó da

história.

22 Ainda assim, mesmo que vivamos melhor do que

nunca, muitas pessoas parecem estar sofrendo. Raro é

o dia em que não há uma reportagem alarmante sobre

25 o aumento de casos de problemas de saúde mental.

A Suécia, por exemplo, é um dos países mais

ricos do mundo, mas um em cada oito adultos toma

28 antidepressivos.

Ao adotarmos uma visão evolutiva da vida,

podemos redefinir nossos conceitos de sucesso e

31 felicidade para, enfim, alcançar o bem-estar e uma vida

repleta de significados.

Primeiro, somos todos sobreviventes, não

34 evoluímos para ter saúde ou felicidade, mas para

sobreviver e reproduzir: “Sentir-se bem o tempo todo é

um objetivo irreal. Simplesmente não funcionamos

37 dessa maneira”, diz o psiquiatra Anders Hansen.

Para ele, os sentimentos existem para afetar o

comportamento, e devem ser passageiros. São gerados

40 quando o cérebro combina o que está ocorrendo

dentro de nós com o que acontece ao nosso redor. “O

estado interno do corpo desempenha um papel maior

43 em nossos sentimentos do que a maioria pensa”,

observa.

Um ponto importante: ansiedade e depressão

46 costumam ser mecanismos de defesa, portanto,

naturais. Sua presença não significa necessariamente

que há algo errado conosco ou que estamos doentes.

49 Para Hansen, a falta de sono, o estresse

prolongado, o sedentarismo e a exposição excessiva a

imagens cheias de filtros nas redes sociais podem

52 enviar sinais para o cérebro que são interpretados

como perigo iminente ou inadequação pessoal.

Outro mal dos nossos dias, a solidão tem sido

55 associada a uma série de doenças, mas pequenas

mudanças podem fazer uma grande diferença, diz o

psiquiatra. Ter alguns amigos próximos é

58 provavelmente melhor do que ter um grande número

de conhecidos.

Por fim, Hans defende, enfático: esqueça a

61 felicidade!

“Pretender ser feliz sempre não é apenas

desgastante e irreal, como pode surtir o efeito

64 diametralmente oposto”, argumenta. “O mais

importante de tudo é que, se você não se sente bem

mentalmente, deve procurar ajuda. Transtorno mental

67 não é menos natural do que uma pneumonia ou uma

alergia. Existe ajuda para isso, e você não está sozinho”.


Internet: <https://neofeed.com.br> (com adaptações).

No texto, a expressão “Outro mal dos nossos dias” (linha 54) faz referência


A

à solidão.


B

a uma série de doenças.


C

à inadequação pessoal.


D

às redes sociais.