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É plenamente adequada a correlação entre tempos e modos...

Atenção: Para responder às questões de números 5 a 8, baseie-se no texto abaixo.


"Que menino especula!"

Eu era um menino muito perguntador, como quase todas as crianças, e volta e meia tinha que ouvir de um adulto: — Mas você é especula, hein? E eu via logo que ser um menino "especula" não devia ser muito bonito. Nem por isso guardava minhas armas de perguntador: continuava a especular sobre tudo o que não entendia. Eu ainda não conhecia a réplica justa a quem me acusasse de especula: — Mas perguntar não ofende...

Mais tarde tive a minha vingança. Aprendi que especular é investigar, pesquisar, refletir... Aprendi mais: que os homens muito curiosos, de muito antigamente, olhavam os astros no céu pra ver se entendiam a formação de suas andanças no espaço, seus movimentos regulares. Não contando ainda com a sofisticação de telescópios, valiam-se os antigos de um espelho, um speculum, que fixavam no chão apontado para o alto. Na superfície plana do espelho refletiam-se os astros iluminados no céu, e nela os astrônomos pioneiros iam marcando a posição e os movimentos dos corpos celestes. Era isso o que também se entendia por especular: observar algo por meio do reflexo de um espelho. Os primeiros astrônomos foram grandes especulas.

Com o tempo, especulação passou a designar um processo mental abstrato, que formula hipóteses e elabora ideias. Pensamento especulativo, para muitos, é o princípio mesmo da inquirição filosófica.

Portanto, fui mesmo, e com muita honra, um menino especula, sim senhor. Como quase todas as crianças, estava interessado em saber quanta coisa havia entre o céu e a terra que ia além da nossa filosofia, ou dos nossos olhos terrestres. Da minha maneira, acionava o espelho da minha curiosidade para saber mais coisas dos astros do céu, do tempo cósmico, do destino das esferas — coisas que mesmo um telescópio espacial está longe de conseguir esclarecer, para poder satisfazer os eternos meninos especulas.

(Alceblades Villanova, a editar)

É plenamente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na seguinte construção:


A

Especular passou a ser um processo que formulara hipóteses e ideias que instiguem a curiosidade humana.


B

Estou interessado em saber o que houvesse entre o céu e a terra, além do que ensinasse a nossa filosofia.


C

Eu entendi que ser especula não devesse ser muito elogioso, sobretudo quando sou assim acusado.


D

Os homens mais curiosos analisavam os astros na esperança de que viessem a entender seus périplos no céu.


E

Os antigos valiam-se de um espelho quando pretendam demarcar a posição e os movimentos dos astros.