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Entende-se por estrutura, particularmente na Europa, o arranjo de um todo em partes e a solidariedade demonstrada entre as partes do todo, que se condicionam mutuamente; para a maioria dos linguistas americanos, será a distribuição dos elementos, tal como se verifica, e a sua capacidade de associação ou de substituição. A expressão linguística estrutural recebe por isso diferentes interpretações; bastante diferentes, em todo caso, para que as operações decorrentes não tenham o mesmo sentido. Um estado de língua é antes de tudo o resultado de um certo equilíbrio entre as partes de uma estrutura, equilíbrio que, porém, não chega jamais a uma simetria completa, provavelmente porque a dissimetria está inscrita no próprio princípio da língua em decorrência da assimetria dos órgãos fonadores.
(Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglcle findmkaj/https://www.ileel.ufu.br/anaisdosilel/wp-content/ uploads/2014/04/silel2009_gt_lg07_artigo_5.pdf.adaptado)
Como a expressão "estrutura linguística" é interpretada por diferentes grupos de linguistas?
Os linguistas europeus e americanos concordam que "estrutura" se refere ao arranjo de um todo em partes e à solidariedade entre essas partes, sem considerar a distribuição dos elementos linguísticos.
Para alguns linguistas europeus, "estrutura" refere-se ao arranjo de um todo em partes e à solidariedade entre essas partes, enquanto para a maioria dos linguistas americanos, significa a distribuição dos elementos e sua capacidade de associação ou substituição.
Os linguistas europeus enfatizam a distribuição dos elementos linguísticos na definição de "estrutura", enquanto os americanos priorizam o arranjo de um todo em partes e a solidariedade entre elas.
Tanto para os linguistas europeus quanto para os americanos, "estrutura" se refere exclusivamente à distribuição dos elementos linguísticos e sua capacidade de associação ou substituição.
Tanto para os linguistas europeus quanto para os americanos, "estrutura" significa o equilíbrio completo entre as partes de uma língua, resultante da simetria dos órgãos fonadores.