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Considere o excerto a seguir, retirado do texto dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), para responder às questões 34, 35 e 36:
“A imagem de uma língua única, mais próxima da modalidade escrita da linguagem, subjacente às prescrições normativas da gramática escolar, dos manuais e mesmo dos programas de difusão da mídia sobre o que se deve e o que não se deve falar e escrever, não se sustenta na análise empírica dos usos da língua. (...) Para cumprir bem a função de ensinar a escrita e a língua padrão, a escola precisa livrar-se de vários mitos: o de que existe uma forma correta de falar, o de que a fala de uma região é melhor da que a de outras, o de que a fala correta é a que se aproxima da língua escrita, o de que o brasileiro fala mal o português, o de que o português é uma língua difícil, o de que é preciso consertar a fala do aluno para evitar que ele escreva errado.” (Brasil, 1998)
Considerar a variação linguística no ensino escolar de língua portuguesa pode:
prejudicar o domínio da norma culta, aquilo que se objetiva alcançar na escola.
prejudicar a aprendizagem, de modo geral, nessa disciplina, já que os erros da fala podem influenciar na escrita durante a produção textual.
gerar ainda mais preconceito linguístico, ao estabelecer quais são as variedades de maior prestígio.
fazer com que o aluno se sinta confortável e se identifique com a variedade linguística de sua comunidade de fala.
desvalorizar a norma-padrão da língua, já que ficará em segundo plano em função das demais normas a serem estudadas.