Questões de Concurso sobre Colocação dos pronomes oblíquos átonos

 
 
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Assinale a alternativa que apresenta ocorrência de ênclise:


A

Não se esqueça de fazer o jantar.


B

Se eu chegar há tempo, farei o jantar.


C

Quando o discurso começar, silenciem-se todos.


D

Procurar-te-ei caso necessite.

Analise acentuação gráfica, concordâncias e colocação pronominal:


I. Porque se sentiu ofendido, desligou-se rápido das redes sociais.

II. Nenhum dos presentes soube dizer porque o chef se portou tão mau.

III. Depois da reforma ortográfica, eu me atrapalho com os hífens.

IV. Os raios ultravioleta estão em nível moderado nesta manhã de verão.


Conforme as regras da Língua Portuguesa, está correto o que se verifica em:


A

Apenas I e IV.


B

Apenas II e IV.


C

Apenas I, III e IV.


D

Apenas I e III.


E

Nenhuma das alternativas anteriores.

Quanto ao emprego dos pronomes oblíquos átonos na frase, assinale a alternativa incorreta.


A

Contaria-me mais tarde sobre as suas metas de viagem.


B

Ele afirmou que jamais me deixaria sair do clube.


C

Aqui, fez-se um silêncio constrangedor.


D

Se fizéssemos o básico, conseguiríamos uma vitória tranquila.

DÉMODÉ*

Mário Viana

Na próxima faxina, vai ser preciso empurrar para o fundo do armário os barquinhos de maionese, os picles espetados no repolho e as taças de coquetel de camarão. Com jeitinho, também cabem o bilboquê e o ioiô que apitava. É necessário espaço para acomodar tudo aquilo que sai de moda. Por exemplo: as expressões “com licença”, “por favor” e “obrigado” estão, todas, caindo no mais completo desuso, feito uma calça de Tergal ou uma camisa Volta ao Mundo.

Atualmente, gentileza só gera gentileza em fotinho de rede social. Na real, o que vale de verdade é a versão urbana da lei da selva. Incontáveis vezes, sou pego de surpresa na sala do cinema ou do teatro por uma pessoa plantada de pé, ao meu lado, esperando que eu abra caminho para sua passagem. Eu cedo e ela passa, sem emitir um som. Faz sentido: se não pede licença, a criatura não sabe agradecer. Nos ônibus e metrôs também há o bônus da mochila, cada vez maior e mais pesada. Deduzo que todas elas são recheadas de livros, cadernos, pares de tênis, roupa de frio, marmita, duas melancias, um bote inflável (nunca se sabe quando a chuva vem) e, desconfio ainda, o corpo embalsamado do bicho de estimação. Só isso explica a corcova sólida e intransponível que bloqueia corredores a qualquer hora do dia ou da noite. Nem adianta apelar para a antiga fórmula do “com licença”. Ela perdeu o significado.

Outro item fadado à vala comum dos esquecidos é a letra R, usada no final de algumas palavras para significar o infinitivo de um verbo. Fazer, beijar, gostar, perder, seguir — você sabe que são verbos justamente por causa da última letra. Pois não é que as redes sociais, mancomunadas com a baixa qualidade do ensino, estão aniquilando a função do R? No Twitter, é um verdadeiro festival de “vou faze bolo pq o Zé vem me visita”.

Para decifrar alguns posts — marcados também pela absoluta ausência de vírgulas, acentos e pontos —, é preciso anos de estágio nos livros de José Saramago e Valter Hugo Mãe. Apegar-se à ortografia tradicional é perda de tempo e beira a caretice reclamar. Uma vez, corrigi alguém no Twitter e fui espinafrado até a última geração. “O Twitter é meu e eu escrevo do jeito que quise” — sem o R, claro. Não se trata de ataque nostálgico. O tempo dos objetos passa, a língua tem lá sua dinâmica e até mesmo as fórmulas de etiqueta mudam conforme o tempo ou o lugar — até hoje, os chineses arrotam para mostrar que gostaram da refeição. Mas prefiro acreditar que um pouco de gentileza sem pedantismo nunca vai fazer mal a ninguém.

Escrever certo deveria ser princípio fundamental para quem gosta de se comunicar. Ironicamente, nunca se escreveu tanto no mundo: nas ruas, salas de espera, ônibus, em qualquer lugar, há sempre alguém mandando um torpedo no seu smartphone do último tipo. Às vezes, chego ao fim do dia exausto de ter “conversado” com gente do mundo inteiro. Espantado, eu me dou conta de não ter aberto a boca. Foi tudo por escrito — e-mail, post, Twitter, torpedo. Se isso acontecer com você, faça como eu: cante alto, solte um palavrão, fale qualquer coisa sem sentido, principalmente se estiver sozinho em casa. Apenas ouça o som que sai da sua garganta. Impeça que sua voz, feia ou bonita, vire um item fora de moda.

Disponível em: https://vejasp.abril.com.br/cultura-lazer/cronica-demode-mario-viana/ Acesso em: 13 set. 2018.

*Démodé: fora de moda

A posição do pronome oblíquo é facultativa em:


A

“Não se trata de ataque nostálgico.”


B

“Ironicamente, nunca se escreveu tanto no mundo: nas ruas, salas de espera, ônibus, em qualquer lugar [...].”


C

“Espantado, eu me dou conta de não ter aberto a boca.”


D

“Escrever certo deveria ser princípio fundamental para quem gosta de se comunicar.”

““É preciso buscar um equilíbrio entre as diversas faces da existência.”

Assinale a alternativa que substitui corretamente a expressão “um equilíbrio” por um pronome oblíquo.


A

É preciso buscar-lo.


B

É preciso buscá-lo.


C

É preciso buscar-lhe.


D

É preciso buscá-o.

Nos versos “Se alguém quer matar-me de amor/ Que me mate no Estácio”, as expressões destacadas apresentam respectivamente:


A

o pronome oblíquo me em posição de mesóclise e o pronome reto me em posição de próclise.


B

o pronome oblíquo me em posição de próclise e o pronome oblíquo me em posição de ênclise.


C

o pronome oblíquo me em posição de ênclise e o pronome oblíquo me em posição de próclise.


D

o pronome reto me em posição de ênclise e o pronome reto me em posição de próclise.


E

o pronome reto me em posição de mesóclise e o pronome reto me em posição de ênclise.

Assinale a alternativa em que a mudança na posição do pronome destacado, como consta nos colchetes, está de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal.


A

Relacionando-se com seus pares! [Se relacionando com seus pares!]


B

Eles têm se desenvolvido... [Eles têm desenvolvido- -se...]


C

Como eles aprendem a se relacionar, por exemplo? [Como eles aprendem a relacionar-se, por exemplo?]


D

E como se aprenderia a ter – e a proteger – a privacidade? [E como aprenderia-se a ter – e a proteger – a privacidade?]


E

... não é à toa que já se expôs na rede a privacidade de tantas crianças e jovens... [não é à toa que já expôs-se na rede a privacidade de tantas crianças e jovens...]

Ano: 2018
Prova: PS Concursos - Prefeitura - Professor - Área: Português/Inglês - 2018

A discussão protagonizada pelos dois personagens envolve quais conteúdos de cunho gramatical?


A

Colocação pronominal e concordância verbal


B

Colocação pronominal e pontuação


C

Colocação pronominal e concordância nominal


D

Colocação pronominal e uso da crase


E

Colocação pronominal e orações subordinadas

Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes átonos está de acordo com a norma-padrão.


A

Se tem constatado a falta de integração de serviços ao idoso.


B

A principal lei de defesa dos direitos do idoso ainda aplica-se parcialmente.


C

Se fosse feita uma pesquisa, constataria-se a visão pessimista dos idosos sobre saúde pública.


D

Nos últimos anos, tem alterado-se com frequência o Estatuto do Idoso.


E

A cultura do “envelheceu e acabou” já se encontra superada.

Quanto à colocação de pronomes átonos, está conforme a norma culta da língua escrita, o período:


A

Como não encontrarei-o hoje, lhe entregue este livro, por favor.


B

Em tratando-se de literatura, prefiro as obras clássicas.


C

Nos esquecemos de pagar a conta do telefone celular.


D

Nunca me revelaram os verdadeiros motivos de sua demissão.

Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://www.frasesparaface.com.br/nao-me-deixe-ir-posso-nunca-mais-voltar/>. Acesso em 01 nov. 2017


De acordo com a norma padrão da língua, o pronome oblíquo átono "me"


A

Tem de ficar obrigatoriamente antes do verbo.


B

Apresenta desvio em relação à posição na frase.


C

Pode estar enclítico que não haverá problema.


D

Admite outra colocação no respectivo verso.

Releia e responda: “Já estava arrumada, mas foi impedida de sair de casa e teve de se esconder dos tiros.” No que diz respeito à aplicação das regras de colocação pronominal, em conformidade com o atual sistema ortográfico da língua portuguesa, há nessa estrutura:


A

próclise e mesóclise


B

ênclise e próclise


C

ênclise


D

mesóclise


E

próclise

Assinale a alternativa em que a forma entre colchetes substitui o trecho destacado obedecendo à norma-padrão de emprego e colocação do pronome.


A

... o tempo que nos resta e não concede tempo para nada... [concede-o]


B

... um deles estraçalhou o próprio tédio... [lhe estraçalhou]


C

... confinaram cerca de 200 pessoas... [confinaram-nas]


D

... empenhados em matar o tempo... [matar-lhe]


E

Passaria uma hora e quarenta minutos me autoimolando... [Passaria-as]

Em que alternativa o pronome oblíquo em destaque tem função de objeto direto?


A

Rogo-te que fiques, meu pai!


B

Desesperada, a mãe confiou-nos a segurança de seu filho.


C

Qualidades não lhe faltavam para merecer o reconhecimento


D

Ah! Quanta beleza! Por isso olhavam-na com tanta admiração.

Assinale a alternativa cuja frase atende à norma-padrão de colocação pronominal.


A

As cidades na Carolina do Norte já haviam inundado-se durante a passagem do ciclone Florence.


B

Se dedicaram à elaboração do relatório do IPCC, divulgado na Coreia do Sul, cientistas de vários países.


C

Certamente trata-se de um relatório especial, diferente das abrangentes publicações sobre trajetórias da mudança do clima.


D

De acordo com o relatório do IPCC, talvez se ultrapasse o limiar de prudência ainda em 2030.


E

O segundo limiar consiste em uma meta que não deve- se ultrapassar, de acordo com os climatologistas.

Analise as frases a seguir.


I- Nunca me revelaram tais verdades;

II- Aqui trabalha-se sem intervalos;

III- Dir-lhe-ei o que aconteceu naquele ano.


Indique a alternativa em que a colocação pronominal está correta.


A

Os itens I e II, apenas.


B

Os itens I e III, apenas.


C

Os itens II e III, apenas.


D

O item III, apenas.


E

Os itens I, II e III.

Em “Aquela situação, porém, não me permitia simplesmente bater em retirada.”, com relação à colocação pronominal, constata-se que o pronome em destaque está em posição de


A

mesóclise, pois encaixa-se em estrutura com verbo no futuro.


B

próclise, pois encontra-se em uma oração subordinada.


C

mesóclise, pois está entre um advérbio e um verbo.


D

ênclise, pois o precede um advérbio de negação.


E

próclise, pois encontra-se depois do advérbio de negação.

A colocação do pronome oblíquo é facultativa, podendo ser próclise ou ênclise, em:


A

“[...] que usamos como tapa-olhos ou máscaras para que a verdade não nos cuspa na cara [...]”.


B

“[...] e eu mesma presenciei nunca vai me deixar”.


C

“A gente se lamenta, dá palpites e entrevistas [...]”.


D

“Há quem me deteste por essas afirmações [...]”.

Considere os versos a seguir:


“Mas falta em seu peito um coração

Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz”


Quanto ao termo sublinhado é correto afirmar que se trata de um:


A

pronome pessoal reto em posição de próclise.


B

pronome pessoal oblíquo em posição de ênclise.


C

pronome pessoal reto em posição de mesóclise.


D

pronome pessoal oblíquo em posição de próclise.


E

pronome relativo em posição de ênclise.

No trecho do 1o parágrafo “O consultor Carlos Tabacow instalou 18 placas no teto de sua casa, o que lhe permitiu se livrar da conta de luz”, o pronome lhe, em destaque, está corretamente empregado, assim como em:


A

Um empresário cobriu o lago com painéis solares e lhe transformou em um lago decorativo.


B

A escola instalou painéis solares para produzir energia, usando-lhe para iluminar as salas de aula.


C

O consumidor gerará a própria energia, o que lhe dará independência das companhias elétricas.


D

O mercado de energia solar cresceu, mas muitos brasileiros ainda não lhe conhecem.


E

A microgeração de energia solar é favorecida pelo clima do país que recebe muita luz solar e lhe aproveita.

   
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