Questões de Concurso sobre Colocação dos pronomes oblíquos átonos

 
 
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Quanto à colocação pronominal, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:

Quando ________________ os medicamentos, não __________ imediatamente.


A

fornecerem-lhes; use-os


B

lhes fornecerem; use-os


C

fornecerem-lhes; os use


D

lhes fornecerem; os use

A respeito da colocação dos pronomes oblíquos átonos na norma culta da Língua Portuguesa, pode-se afirmar que, na sentença “Esse argumento funda-se” (linha 10), a partícula “se” foi colocada em ênclise de forma

A
equivocada, pois há fator obrigatório de próclise.

B
equivocada, pois há fator obrigatório de mesóclise.

C
adequada, pois há fator facultativo de próclise, o que permite a ênclise.

D
adequada, pois há fator obrigatório de ênclise.

E
inadequada, pois a partícula “se” possui regras especiais de topologia pronominal.

Considere as frases reescritas a partir do texto selecionado.


• Hoje, as pessoas são o que postam na internet e, apesar da falta de talento, a superexposição transformou essas pessoas em celebridades.

• Há festivais de selfies que desfilam diariamente pelas redes sociais mas, para a autora, em dez anos vamos abominar esses festivais.

De acordo com a norma-padrão, as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:


A

transformou-as ; abominar-lhes


B

transformou-as; abominá-los


C

transformou-se; abominá-los


D

transformou-lhes; abominar-lhes


E

transformou-lhes; abominá-los

Em: “... ninguém os guardou debaixo da escada.” O pronome oblíquo átono presente na sequência frasal encontra-se em posição:


A

final.


B

mesoclítica.


C

enclítica.


D

proclítica


E

Inicial.

Em “Pior ainda, depois que acordo, minha mente tem se descontrolado de novo, traindo-me e levando-me a um estado de pânico que eu não sentia desde o pior período dos meus anos de divórcio”, os termos destacados são classificados como:


A

Próclise.


B

Mesóclise.


C

Ênclise.


D

Cóclise.

Assinale a oração em que há erro de uso ou colocação do pronome da palavra entre aspas:


A

Embora a atitude dos assistentes pudesse ter sido mais pacífica, quem poderia “recriminá-los”?


B

A encomenda? “Entregarei-a” sem demora, caso o clima permita.


C

Ao despedir deles, não “nos” demos conta de que as coisas não andavam bem.


D

Não estavam preparados para deixar Roma. “Deixá-la” seria quase morrer!

Uma das maiores dificuldades dos brasileiros é com a colocação pronominal. O lugar correto dos pronomes recorre a regras de uso do português de Portugal, o que aumenta a nossa dificuldade. Uma regra é básica: não se inicia frase com pronome oblíquo átono. Uma das frases abaixo contraria essa regra, o que é considerado erro. Identifique-a.


A
Mandaram te chamar para o almoço.

B
Por que você não me falou sobre isso?

C
Te disse que era para não sair tão tarde.

D
Convidar-te-ia para sair se você quisesse.

Qual das frases abaixo acontece a próclise?


A

Despediu-se, beijando-me a face.


B

Falar-lhe-ei a teu respeito.


C

Isso me deixa muito feliz!


D

Procurar-me-iam caso precisassem de ajuda.

Sobre a colocação dos pronomes átonos, assinale a alternativa que contém um caso em que ocorre ênclise:


A

Em oração iniciada por verbo, desde que não esteja no futuro.


B

Com os pronomes relativos.


C

Na presença de palavras ou locuções de sentido negativo.


D

Com os advérbios de maneira geral.


E

Quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito sem precedência de palavras que atraem o pronome.

Na fala do português brasileiro, são comuns os desvios no uso da colocação do pronome oblíquo átono. Isso não é permitido na escrita. Nesta modalidade, devem ser seguidas as regras gramaticais da norma culta. Diante disso, analise as orações abaixo e assinale aquela que apresenta inadequação quanto à colocação pronominal.


A
“Aqui, em se plantando tudo dá”.

B

Desta forma, se resolverá a questão da entrega dos materiais solicitados.


C

A gerente pediu que a ajudássemos nessa tarefa tão árdua.


D

Resta-lhes, portanto, acatar a decisão judicial.


E
Peço-te, por favor: não me entenda mal.

Considerando a norma padrão da língua, assinale a alternativa incorreta quanto à colocação dos pronomes oblíquos átonos em relação aos verbos.


A
Não se esqueça da promessa feita.

B
Em se tratando de leis de trânsito, conheço todas.

C
Ver-nos-emos em breve, meu amigo.

D
Sempre me lembrarei deste momento.

E
É preciso que cumpram-se as leis de trânsito.

Assinale a alternativa que apresenta reescrita de um trecho do texto com pronome e colocação pronominal corretos de acordo com a norma-padrão.


A

Caso houvesse mais investimento nas editoras, a leitura em meio impresso recuperaria-se mais naturalmente.


B

Para mapear a situação, tem-se buscado considerar os níveis de leitura nos meios eletrônicos e nos meios impressos.


C

Quando submeteram-no a 34 gigabytes de informação, o leitor não pôde realizar a leitura profunda dos textos.


D

Nos trazem enormes confusões as questões sobre a limitação de uso dos equipamentos eletrônicos.


E

A tendência é que mais ninguém acostume-se a consumir textos exclusivamente por meio impresso.

Na linha 18, o deslocamento do termo “se” para imediatamente após a forma verbal “pode” — pode-se — comprometeria a correção gramatical do texto.


C

Certo


E

Errado

Assinale a alternativa em que o pronome lhe equivale ao mesmo significado que tem na frase “Cortaram-lhe o cabelo antes da viagem”.


A

Sem que pedisse, enviaram-lhe uma muda de roupa nova e um par de sapatos.


B

Disse-lhe que poderíamos nos encontrar em frente à rodoviária, por volta das 10 horas


C

Ficou em dúvida se devia comunicar-lhe o que tinha ocorrido com a encomenda.


D

Assim que o tempo previsto se completou, a professora tirou-lhe a prova.


E

Pronomes indefinidos são os que se referem à terceira pessoa, dando-lhe sentido vago ou expressando quantidade indeterminada.

Na linha 13 do texto CB1A1-I, o vocábulo “se”


A

poderia ser suprimido, sem alteração dos sentidos do texto.


B

encontra-se em próclise devido à presença do advérbio “sempre”.


C

indetermina o sujeito da forma verbal “encontrava”.


D

retoma a palavra “povo” (R.12).


E

indica reciprocidade.

— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora.


Na expressão destacada temos uma:



A

Ênclise, pois o pronome possessivo átono vem posposto ao verbo.



B

Próclise, uma vez que o pronome oblíquo átono vem anteposto ao verbo.



C

Ênclise, pois o pronome oblíquo átono vem posposto ao verbo.



D

Mesóclise, pois o pronome oblíquo átono vem intercalado ao verbo.



E

Ênclise e uma mesóclise, pois o pronome vem posposto ao verbo e antecedem um pronome de tratamento.


Leia o texto abaixo e assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas, na ordem em que aparecem.


Amansam-se as plantas pela cultura e os homens pela educação. Se o homem nascesse grande e forte, seu porte e sua força seriam inúteis até que ele tivesse aprendido a deles servir-se. Ser-____ - iam prejudiciais, impedindo os outros de pensar em assisti-____ e, abandonado a si mesmo, ele morreria de miséria antes de ter conhecido suas necessidades.


Emílio, ou Da Educação; JEAN-JACQUES ROUSSEAU


A

lhe – lo


B

lhes – lo


C

lhe – los


D

lhes – los

Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.

Lovelace

A programação de computadores é vista como uma área majoritariamente masculina, mas sua criadora foi uma mulher.


Filha da baronesa Anne lsabella Mibankle, conhecida como "princesa dos paralelogramas" por causa de sua paixão por pollgonos, e do principal nome do romantismo do século 19, Lord Byron, Augusta Ada Byron uniu a paixão de seus dois pais: a ciência e a poesia.

Foi criada apenas pela mãe, após uma separação tumultuosa. Anne queria que a filha ficasse o mais longe possível do estilo de vida boêmio do pai, por isso a incentivou a estudar matemática, uma área incomum para as mulheres da época. Aos 12 anos, a menina ficou obcecada com a ideia de voar. Estudou a anatomia dos pássaros para determinar o equilíbrio entre o tamanho das asas e o peso do corpo, e escreveu seu primeiro livro, Flyology, em que detalhou projetos para a construção de um aparelho de voo.

Já aos 17, encantou-se com a invenção do matemático inglês Charles Babbage: a máquina analítica (uma espécie de avô do computador) que servia para fazer cálculos. Queria ser sua aluna e enviou várias cartas com esse pedido, sendo constantemente rejeitada. Até que ela traduziu para o inglês um artigo publicado pelo cientista em uma revista suíça, fazendo apontamentos e adicionando notas de rodapé. O trabalho impressionou Charles, que aceitou pesquisar em conjunto.

Ada também amava poesia. Ela via beleza na lógica e na matemática, que chamava de "ciência poética". Com essa forma de olhar para as máquinas, ela expandiu o potencial da criação de Babbage. Ela percebeu, teoricamente, que a máquina poderia ser programada e reprogramada para desempenhar várias tarefas além dos cálculos previstos no projeto inicial, como resolver questões de lógica, interpretar palavras etc. Assim, criou algoritmos que seriam base para os programas de computadores, que adicionam uma camada de abstração às máquinas. Sua invenção daria origem aos computadores anos mais tarde. Em suas notas trouxe um questionamento: as máquinas pensam? Já imaginava a ideia de inteligência artificial.

Apesar de ser a primeira pessoa a conceber um programa, por muito tempo Ada não teve reconhecimento, e estudiosos questionavam até se ela o havia escrito. Mais de cem anos após sua morte, seu nome voltou a ser foco quando o pai da computação, Alan Turing, usou seus escritos para construir o primeiro computador, dando a devida importância para a cientista. Ada Lovelace -o sobrenome é do marido, Conde de Lovelace - morreu aos 36 anos, mesma idade de Lord Byron ao falecer. Apesar de nunca terem convivido, pediu para ser enterrada ao seu lado.
Fonte: Dossiê Super Interessante, p. 8.

Em: "Já aos 17, encantou-se com a invenção do matemático inglês Charles Babbage. ( ... )", a colocação do pronome oblíquo justifica-se:


A

pelo pronome indefinido ser particula atrativa.


B

por opção do escritor, pois poderia estar em próclise.


C

por deslize no emprego das regras de colocação.


D

pela presença da virgula após o advérbio.

Na frase “O doutor Gregoróvitch dardejou-lhe um breve olhar sarcástico (...)”, o termo em destaque apresenta um pronome:


A

oblíquo em posição de mesóclise que se refere ao jornalista.


B

reto em posição de próclise que se refere ao narrador.


C

oblíquo em posição de ênclise que se refere ao jornalista.


D

oblíquo em posição de ênclise que se refere ao padeiro.


E

reto em posição de ênclise que se refere ao padeiro.

Dentre as sentenças abaixo, aquela em que ambas as formas de colocação do pronome oblíquo estão de acordo com o registro culto e formal da língua é


A

Me enfeitei de folhas e flores que as crianças colheram para comemorar a chegada da primavera na aldeia. (Enfeitei-me)


B
Aqueles que ocupam cargos nos Três Poderes precisam ser capazes de ler a Constituição e interpretá-la bem. (e a interpretar)

C

Jamais falaram-lhe sobre sua infância, a história de sua família e a antiga herança deixada por seu finado avô. (Jamais lhe falaram)


D

Em tratando-se de brigas familiares, o melhor é deixar que as coisas se resolvam entre as partes, para não haver mal-entendidos. (Em se tratando)

   
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