Questões de Concurso sobre Conjunções

 
 
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Na oração “Seus inícios literários foram (...), pois suas peças (...)”, a palavra “pois” possui a seguinte classificação gramatical:


A

conjunção explicativa.


B

conjunção conclusiva.


C

conjunção adversativa.


D

conjunção alternativa.


E

conjunção aditiva.

Na linha 9, o sinal de ponto e vírgula separa duas partes de um mesmo período, que estabelecem entre si uma relação de oposição, que é evidentemente expressa pela conjunção “porém”.


C

Certo


E

Errado

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 1 a seguir para responder às questões que a ele se referem.


Texto 1


Um SPA para o cérebro


1____Seis e meia da manhã. O celular desperta. Está na hora de acordar. Os olhos ainda reclamam da claridade

e o corpo está adormecido, precisando espreguiçar. Você ignora o comando e só estica um dos braços, o suficiente

para alcançar o telefone ao lado da mesa de cabeceira e desligar o alarme. Antes de um bocejo, abre a agenda para

conferir os compromissos do dia. E, em um segundo de distração, já está checando os e-mails.

5____A janela do quarto continua fechada e você não sabe se chove ou faz sol. Mas já descobriu pelo

Instagram que uma colega de colégio noivou, o seu vizinho está na academia e a influencer de finanças fez mais

uma live imperdível sobre investimentos. Antes do meio-dia, você assistiu ao jornal da manhã enquanto fazia café,

ouviu podcast no caminho para o trabalho, respondeu oito clientes no Whatsapp e deu uma olhada nos links com as

notícias suspeitas enviadas no grupo da família.

10___No intervalo entre as reuniões do zoom, entrou no LinkedIn e se inscreveu em mais um webinar sobre

“produtividade na pandemia”. Além disso, você lembrou que precisa terminar de assistir às aulas do curso online de

engajamento do seu perfil profissional nas redes sociais, comprado no início da quarentena.

Sem perceber o gatilho, você se culpa por ter abandonado pela metade os três últimos livros que são

“leitura obrigatória” para se reinventar no “novo normal”. Por outro lado, você é invadido por angústia, sensação de

15 impotência e medo de não dar conta. Sua respiração fica pesada, os batimentos cardíacos acelerados e você se

sente um nativo de alguma terra primitiva, capturado e jogado em uma metrópole confusa e barulhenta. Dá vontade

de fugir.

Em síntese, somos todos da mesma tribo e estamos intoxicados com tanta informação. A preocupação

com excessos de tecnologia na sociedade não é de hoje. Entretanto, não há dúvidas de que a pandemia agravou o

20 cenário e nos tornou mais dependentes do mundo digital. Assim também, ganhamos um cardápio maior de

conteúdos de qualidade, com a facilidade de interagirmos, sem sair de casa, com as pessoas mais requisitadas de

todas as áreas inimagináveis. Por outro lado, estamos compulsivos e não sabemos filtrar as informações que nos

agregam.

Nossas mentes são gulosas e não tem maturidade para buffet livre. Se não soubermos controlá-las,

25 consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada. Colocamos em um mesmo

prato caviar e junk food e não sabemos diferenciar o que é preciso ser degustado do que é dispensável. No final, não

digerimos nada, nem absorvemos o que consumimos de bom.

É delicioso conversar com alguém com pluralidade de assuntos. E, mais do que isso, estar por dentro de

todas as pautas discutidas num bate-papo. Alienação não é concebível para quem quer fazer a diferença. Mas, será

30 que não passamos do ponto? A necessidade de saber falar sobre qualquer tema, ainda que superficialmente, diz

muito sobre o nosso ego. Esquecemos que conversas são trocas e a sensação de aprender é tão gostosa quanto a

de ensinar.

A vulnerabilidade e a honestidade de podermos dizer “não li esse livro”, “não conheço esse autor” ou “não

estou sabendo dessa notícia” criam conexões e oportunidades de diálogos sinceros. Talvez tenhamos perdido o real

35 propósito de nos mantermos informados. Nos submetemos a uma enxurrada de informações não para dialogarmos

melhor, mas para travarmos uma batalha. Isto é: ganha quem sabe mais, ainda que saber seja somente ter ouvido

falar a respeito...

Supervalorizamos a mente, negligenciamos nossos instintos. Esquecemos que somos, de fato, nativos

selvagens pertencentes à natureza. Precisamos encontrar meios de alimentar essa alma primitiva e reeducar nosso

40 intelecto guloso. Caso contrário, sucumbiremos à intoxicação, com cabeças pesadas e corações desnutridos.


Disponível em: https://vidasimples.co/leitores/excesso-de-informacoes-e-o-spa-para-o-cerebro/. Acesso em: 18 out. 2021.



No trecho “Se não soubermos controlá-las, consumiremos o que estiver disponível à mesa, só para provar um pouquinho de cada.” (Linhas 24-25), a conjunção subordinativa negritada insere uma ideia de


A

concessão.


B

causa.


C

proporção.


D

condição.


E

conformidade.

Em todas as ocorrências abaixo, o vocábulo “que” assume um papel de conjunção, MENOS na alternativa:


A

“Uma festa alegre não significa que você esteja plenamente feliz.” (1º parágrafo)


B

“(...) mesmo que esteja superfeliz, não é felicidade.” (3º parágrafo)


C

“(...) não conheço nenhum caso de alguém que a tenha tido por perto a vida inteira.” (4º parágrafo)


D

“Ou porque ela seja muito mais esperta do que eu.” (5º parágrafo)


E

“(...) é bom que a lista seja cronológica.” (7º parágrafo)

No trecho “Quis lembrar-me de seu rosto, e admirada não consegui” (L. 1 e 2), a conjunção “e” está empregada com o mesmo sentido de porém.


C

Certo


E

Errado

   
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