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Assinale a alternativa que apresenta corretamente a diferença entre "variedade linguística" e "dialeto".
Variedade linguística abrange apenas as formas de fala que servem a finalidades formalísticas, enquanto dialeto se refere especificamente a formas regionais.
Variedade linguística abrange todas as formas de fala possíveis, enquanto dialeto se refere especificamente a formas padronizadas por imposição social e colonialismo.
Variedade linguística abrange todas as formas de fala, enquanto dialeto se refere especificamente a formas corretas de expressividade.
Variedade linguística abrange todas as formas de fala, enquanto dialeto se refere especificamente a formas artísticas de expressividade.
Variedade linguística abrange todas as formas de fala, enquanto dialeto se refere especificamente a formas regionais.
O português brasileiro é composto por dialetos regionais, o que possibilita que substantivos recebam outros nomes a depender da localidade em que são ditos. Essas variações podem causar situações de preconceito linguístico, que trata do juízo de valor negativo às variedades linguísticas de menor prestígio social. Normalmente, dirige-se às variantes mais informais e ligadas às classes sociais menos favorecidas. Sobre o preconceito linguístico, assinalar a alternativa INCORRETA:
Deriva da construção de um padrão imposto por uma elite econômica e intelectual que considera reprovável e errado tudo que se diferencie desse modelo.
Há uma forte aversão por parte da elite intelectual à cultura de massa e às variedades linguísticas no Brasil. Isso fica evidente, por exemplo, no preconceito contra o funk e o sertanejo.
O preconceito linguístico não é um problema social. A correção de variantes linguísticas é importante para a manutenção da norma culta, que deve ser aplicada como forma de padronização da língua.
Uma das principais consequências do preconceito linguístico é a acentuação dos preconceitos ligados a ele. A melhor forma de evitá-lo é a adequação linguística, isto é, a consciência de que não há certo e errado na língua.
Ainda sobre o Texto I, podemos afirmar que o autor se utilizou do:
registro dialético da língua.
registro regional da língua.
registro coloquial da língua.
registro arcaico da língua.
registro literário.
Assinale a alternativa INCORRETA.
Variação linguística é o movimento comum e natural de uma língua, que varia, por exemplo, por fatores históricos, geográficos, culturais e sociais.
Variação linguística é o conjunto das diferentes realizações linguísticas utilizadas pelos locutores de uma mesma língua.
A variação linguística e a mudança podem ocorrer em algum ou em vários dos subsistemas constitutivos de uma língua (fonético, morfológico, sintático, lexical).
A língua padrão-culta, diferente da linguagem popular, coloquial, não é considerada variação linguística, mas dita a padronização que determina como a língua deve ser utilizada nas mais variadas situações sociais.
Dialeto é uma variedade geográfica. Variações de léxico, assim como existem na gíria e no calão, existem também entre as variedades geográficas.
Com base no texto 'PRECONCEITO QUE CALA, LÍNGUA QUE DISCRIMINA', leia as afirmativas a seguir:
I. Os falares dos povos considerados selvagens são considerados dialetos, pois não são línguas com uma estrutura e uma gramática como as dos povos “civilizados”. Essa ideia fica clara no excerto: “A eleição de um dialeto, ou de uma língua, para ocupar o cargo de língua oficial, renega, no mesmo gesto político, todas as outras variedades de língua de um mesmo território à terrível escuridão do não-ser”.
II. Conforme pontua o texto, algumas línguas nacionais ou pátrias que hoje conhecemos e apreciamos foram constituídas à base da discriminação social realizada pelos povos colonizadores cuja prática continua legitimada pela escola. Em suma, muitas pessoas pagaram um preço altíssimo para que elas se implantassem como idiomas nacionais e línguas pátrias.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.


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Sobre as várias formas dialetais é correto afirmar, exceto:
A questão não é falar certo ou errado, mas saber qual forma de fala utilizar, considerando as características do contexto de comunicação.
Cabe a escola ensinar a norma culta e banir de seu convívio os vícios de linguagem e expressões idiomáticas, pois o aluno – fonte maior da aprendizagem – tem urgência em ascender socialmente.
O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença.
Para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado.
Há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas.
A utilização dos vocábulos gurias e prenda evidencia variação linguística
morfológica.
geográfica.
estilística.
fonético-fonológica
histórica.
Quanto às falas de Chico Bento e Rosinha, assinale a opção correta.
As falas estão de acordo com a norma padrão.
Há dificuldade de entendimento nas falas dos personagens.
Os personagens utilizam o falar comum da zona rural.
As falas dos personagens são incoerentes.
Considerando os fenômenos de variação e mudança lingüística e as possibilidades de alterações fonéticas destas decorrentes na Língua Portuguesa, NÃO podemos afirmar que :
Existe variação na pronúncia do "D". Ele pode aparecer em algumas regiões como fonema dental e, em outras, como africado.
Existem algumas formas que são discriminadas socialmente: uma delas é o "R" retroflexo muito comum no interior de alguns estados brasileiros.
As variações fonético/fonológicas [dia]/[dδia], a lingüística denomina alofonia, ou seja, alterações de fonema sem alterações de sentido.
Existe variação na pronúncia do "T", em algumas regiões ele é pronunciado dental oclusivo e, em outras, bilabial.
Em alguns grupos culturais brasileiros há rotacismo, ou seja, uma troca do "l" pelo "r", como em (pranta/planta).
Os estudos sobre variação lingüística apontam algumas dimensões ou naturezas de variação dialetal. A esse respeito, podemos afirmar:
Dialetos na dimensão histórica representam as variações decorrentes da função que o falante desempenha.
Diferenças dialetais de idade estão relacionadas à classe social a que pertencem os usuários da língua e podem ser observadas nos jargões profissionais ou de determinadas classes sociais bem definidas como grupos.
Os dialetos na dimensão social são decorrentes da diferença no modo de usar a língua de pessoas de faixas etárias distintas.
Os dialetos na dimensão territorial, geográfica ou regional constituem a variação que ocorre entre pessoas de diferentes regiões em que se fala a mesma língua.


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