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O poeta espanhol Antonio Machado, citado pela autora no texto que abre a prova, fez parte do movimento literário chamado Modernismo.
Assinale a única alternativa correta sobre esse estilo de época:
Associado ao Renascimento, apresenta como principal característica de seu projeto literário a retomada de modelos da Antiguidade Clássica.
Resume-se como consequência natural da oposição ao sentimentalismo exacerbado, buscando a verdade na realidade concreta, material.
Retrata uma postura de exagero sentimental, de idealização absoluta e de interesse específico pelo amor e pela morte.
Tem como projeto literário oferecer uma literatura de olhar objetivo e racional para a realidade, a serviço da ciência.
Manifesta-se, em sua fase inicial, pela incorporação do prosaico, período em que os dramas mais simples do dia a dia ganham importante dimensão poética.
As opções a seguir apresentam frases referentes a diversos estilos de época.
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Assinale a que se refere ao Naturalismo.
“Estilo de época caracterizado por oposições dualistas, religiosidade, fugacidade do tempo e ceticismo.”
“Estilo de época marcado pela preocupação com a verossimilhança, atenção à realidade e ambientação temporal sincrônica.”
“Estilo de época que traz temas de base científica, como as teorias da evolução biológica e o determinismo de raça, meio e momento.”
“Estilo de época marcado pela exaltação dos sentimentos e pela exaltação da liberdade em todas as formas.”
“Estilo de época que mostra uma profunda relação com a Natureza, vista como local de paz e harmonia.”
“Será porventura o estilo que hoje se usa nos púlpitos? Um estilo tão dificultoso, um estilo tão afetado, um estilo tão encontrado a toda arte e a toda natureza? Boa razão é também essa. O estilo há de ser muito fácil e muito natural. Por isso, Cristo comparou o pregar ao semear. Compara Cristo o pregar ao semear, porque o semear é uma arte que tem mais de natureza que de arte.
Já que falo contra os estilos modernos, quero alegar por mim o estilo do mais antigo pregador que houve no Mundo. E qual foi ele? O mais antigo pregador que houve no Mundo foi o Céu. Suposto que o Céu é pregador, deve ter sermões e deve ter palavras. E quais são estes sermões e estas palavras do Céu? As palavras são as estrelas, os sermões são a composição, a ordem, a harmonia e o curso delas. O pregar há de ser como quem semeia, e não como quem ladrilha ou azuleja. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com o seu contrário? Mas dir-me-eis: Padre, os pregadores de hoje não pregam do Evangelho, não pregam das Sagradas Escrituras? Pois como não pregam a palavra de Deus? Esse é o mal. Pregam palavras de Deus, mas não pregam a Palavra de Deus”.
O texto acima é um excerto do famoso “Sermão da Sexagésima”, do Padre Antônio Vieira, orador sacro do século XVII, pertencente as literaturas portuguesa e brasileira. Nesse momento do sermão, o orador questiona se o estilo da época é uma das causas da dificuldade de os sermões convencerem religiosamente o público.
Sobre o texto e suas relações literárias, assinale a afirmativa correta.
O orador mescla sua preocupação religiosa com a estética barroca, fazendo de seus sermões a expressão máxima do Barroco em prosa sacra e um dos principais meios de difusão da ideologia e da literatura da Contrarreforma.
Como é comum nos sermões, o pregador faz uso de perguntas que ele não responde, recurso que permite provocar a reflexão e estimular o raciocínio lógico do ouvinte.
O sermão desenvolve a temática religiosa e, ao mesmo tempo, predomina nele uma das características do estilo barroco: o conceptismo, visto que sua principal preocupação é a estética da expressão.
O segmento “Se de uma parte está branco, de outra há de estar negro; se de uma parte está dia, de outra há de estar noite? Se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu” se refere ao paradoxo, um exemplo de figura de linguagem.
No primeiro parágrafo, o orador faz alusão a uma comparação feita por Jesus em suas palavras, aludindo ao método de pregar de Jesus, que consistia em utilizar correspondências de difícil compreensão, para que seu discurso só fosse assimilado e compreendido após profunda meditação.
Observe a seguir a primeira estrofe de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões”:
As armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram.
Sobre os componentes dessa estrofe e sobre suas relações literárias, assinale a afirmativa correta.
Trata-se de primeira estrofe de uma epopeia, ou seja, uma narrativa em versos sobre grandes feitos heroicos; nesse caso, as conquistas dos grandes navegadores, da Antiguidade até a época da publicação do poema.
A primeira estrofe de uma epopeia apresenta geralmente a dedicatória, ou seja, a quem se dedica o poema; nesse caso, aos navegadores portugueses do século XVI.
A epopeia clássica, como os Lusíadas, mostra um rigor formal absoluto: nesse caso, um longo poema integralmente composto em estrofes de oito versos, versos decassílabos em esquema de rimas A-B-A-B-A-B-C-C.
Estruturalmente, na epopeia clássica predomina a objetividade: nesse caso, refletida na ordem direta dos versos e na preferência pela denotação.
Pela época em que foi composta, a epopeia valoriza a classe alta: nesse caso, inclusive, com uma referência direta a “Barões” e ao desempenho heroico dos nobres.
A observação atenta sobre os aspectos estéticos e temáticos, permite afirmar que se trata de um texto:
contemporâneo.
arcaico.
árcade.
literário.


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O texto NÃO exemplifica corretamente o estilo de época em:
“Goza, goza da flor da mocidade,
Que o tempo trata a toda ligeireza,
e imprime em toda a flor sua pisada.”
(BARROCO)
“Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!”
(ROMANTISMO)
“Alguns anos vivi em Itabira
Principalmente nasci em Itabira
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...
Tive ouro, tive gado, tive fazendas.
Hoje sou funcionário público.
Itabira é apenas uma fotografia na parede.
Mas como dói.”
(MODERNISMO)
“Quem deixa o trato pastoril amado,
Pela ingrata, civil correspondência1,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.”
(ARCADISMO)
(1) cidade