Questões de Concurso sobre Figuras de construção ou de sintaxe

 
 
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O quiasmo é uma figura de sintaxe em que ocorre a repetição simétrica das mesmas palavras, com termos invertidos.


As frases abaixo apresentam quiasmos; o único exemplo em que um dos termos repetidos muda de sentido na segunda ocorrência, é:


A

As duas coisas mais envolventes de um escritor são tornar familiares as coisas novas e tornar novas as coisas familiares.


B

A luz é para todos os olhos, mas nem todos os olhos são para a luz.


C

Antigamente a cidade era o mundo, hoje o mundo é uma cidade.


D

O automóvel resolve os problemas dos homens, mas os homens não resolvem os problemas dos automóveis.


E

A função da ciência não é acrescentar mais anos à vida, mas acrescentar mais vida aos anos.

Assinale a alternativa em que a coesão textual foi realizada por zeugma (omissão de termo já referido):


A

"(...) elas caíam temporariamente (...)".


B

"Eles dizem que isso seria bom para todos (...)".


C

"Escolher ou não ajudar os outros depende (...)".


D

"Em outro estudo no mesmo relatório (...)".


E

"O documento descreve um estudo recente que analisou as imagens (...)".

Leia o trecho do texto e a tirinha a seguir. “Assim funciona o coração do cronista. Garimpar todos esses sentimentos que flutuam no espaço temporal entre uma crônica e outra e traduzi‑los em palavras”.



Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2020/05/tira-garimpo-dinheiro.html.


Os dicionários definem o termo “garimpar” como “ato de exercer o ofício de garimpeiro”. Porém, nos dois textos apresentados, essa mesma palavra apresenta outras significações porque ela está empregada em contextos diferentes.


Esse fato linguístico recebe o nome de


A

metáfora.


B

hipérbole.


C

sinonímia.


D

polissemia.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão 1.


Águas de Março - Tom Jobim


É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o Sol

É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol

É peroba do campo, é o nó da madeira

Caingá, candeia, é o Matita Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira

É o mistério profundo, é o queira ou não queira

É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumeeira

É a chuva chovendo, é conversa ribeira

Das águas de março, é o fim da canseira

É o pé, é o chão, é a marcha estradeira

Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão

É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão

É o fundo do poço, é o fim do caminho

No rosto, o desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto

É um pingo pingando, é uma conta, é um conto

É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando

É a luz da manhã, é o tijolo chegando

É a lenha, é o dia, é o fim da picada

É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada

É o projeto da casa, é o corpo na cama

É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um resto de mato, na luz da manhã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

É uma cobra, é um pau, é João, é José

É um espinho na mão, é um corte no pé

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho

É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã

É um belo horizonte, é uma febre terçã

São as águas de março fechando o verão

É a promessa de vida no teu coração

Tom Jobim


Leia com atenção o trecho acima da música Águas de Março, de Tom Jobim:


A música lida é marcada pelo emprego de uma figura de sintaxe conhecida pela repetição de um vocábulo no início de cada verso. Qual é o nome desta figura?


A

Polissíndeto.


B

Anacoluto.


C

Assíndeto.


D

Zeugma.


E

Anáfora.

Assinale a alternativa com o emprego da figura de sintaxe chamada Anacoluto:


A

Cristiano comprou bermudas para o verão, calças para o inverno.


B

Mariana corria, e nadava, e pedalava.


C

Como as luzes luminosas de Paris são belas.


D

A criança de hoje em dia, não se pode deixar sozinha.


E

Fomos cedo ao teatro.

Figuras de linguagem são recursos expressivos usados na comunicação para criar efeitos de sentido, enfatizar ideias ou transmitir emoções de forma mais vívida e impactante. Elas são amplamente usadas na literatura, na poesia, na oratória e na comunicação cotidiana. As figuras de linguagem podem ser divididas em várias categorias, como figuras de som, de palavra, de pensamento e de construção.


Assinale a alternativa que apresenta uma figura de construção (ou sintaxe):


A

Metonímia: Substituição de uma palavra por outra com a qual tem uma relação de proximidade. Ex.: "Ler Machado de Assis" (ler as obras de Machado de Assis).


B

Metáfora: Comparação implícita entre dois elementos sem o uso de "como". Ex.: "Ele é um leão no campo de batalha."


C

Catacrese: Uso de uma palavra em sentido figurado por falta de um termo específico. Ex.: "Braço da cadeira."


D

Anáfora: Repetição de uma ou mais palavras no início de versos ou frases. Ex.: "É pau, é pedra, é o fim do caminho..."

Leia com atenção as colunas abaixo:


Coluna 01:


(__)Ela riu e chorou e abraçou e beijou todos os amigos.

(__)A atleta brasileira correu, pulou, gritou, venceu.

(__)Carlos fez o trabalho, entregou, recebeu o pagamento.

(__)O vento soprava e as folhas caíam e os pássaros voavam e as nuvens se moviam lentamente.


Coluna 02:


I.Assíndeto.

II.Polissíndeto.


Correlacione as colunas acima conforme o emprego das figuras de sintaxe nas afirmativas da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:


A

I > II > II > I.


B

I > II > I > II.


C

II > II > I > I


D

II > I > I > II.


E

II > I > II > I.

Considerando o significado de “almejar” e de “aspirações”, o uso de “almejar aspirações”, na fala de Anésia, no terceiro quadro, constitui um(a)


A

cacofonia.


B

eufemismo.


C

hipérbole.


D

paradoxo.


E

pleonasmo.

Na estilística sintática, as figuras de construção, como o anacoluto, são empregadas para enriquecer o texto, criando efeitos expressivos que podem alterar a estrutura convencional das frases. Isso inclui a suspensão da estrutura gramatical para evocar a impressão de pensamento interrompido, intensificando o impacto emocional ou estilístico da expressão.


C

Certo


E

Errado

Leia com atenção o trecho acima da música Águas de Março, de Tom Jobim:


A música lida é marcada pelo emprego de uma figura de sintaxe conhecida pela repetição de um vocábulo no início de cada verso. Qual é o nome desta figura?


A

Anacoluto.


B

Assíndeto.


C

Anáfora.


D

Zeugma.


E

Polissíndeto.

"Albert Einstein expressou alguns de seus pensamentos mais íntimos em diários de viagem. Em suas páginas, o homem que revolucionou a Física não tinha filtros."


A coesão exige o uso de palavras e expressões que visam a conectar os diferentes segmentos do texto. Esses recursos são conhecidos como elementos de coesão.


No fragmento acima o recurso utilizado foi de :


A

Paráfrase.


B

Elipse.


C

Substituição.


D

Repetição da estrutura sintática.

Identifique o excerto em que foi empregada a figura de sintaxe denominada hipérbato.


A

“Que a história foi contada pelo outro lado e que nós sofremos um apagamento histórico, vocês já sabem [...]” (1º parágrafo);


B

“Ela é condutora para entendermos o presente e construirmos o futuro que queremos.” (2º parágrafo);


C

“O Pátio do Colégio é um local emblemático e de grande importância histórica para a cidade de São Paulo e para o Brasil como um todo.” (3º parágrafo);


D

“Essa abordagem missionária resultou na perda de aspectos significativos das culturas indígenas [...]” (6º parágrafo);


E

“Muitos foram mortos e muitos foram capturados nas expedições chamadas ‘bandeiras’” (7º parágrafo).

De acordo com Pagliaro, citado em Bechara (2019), “Também as palavras são uma espécie de conchas, às quais temos de encostar o ouvido com humilde atenção, se quisermos apreender a voz que dentro delas ressoa”. A significação das palavras está intimamente relacionada com o mundo das ideias e dos sentimentos, por isso que as associações se estabelecem, sem cessar, de uns para outros. A respeito de figuras de sintaxe, de pensamento e de palavras, conforme Bechara descreve, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Metáfora, metonímia, catacrese, eufemismo, braquilogia, entre outras, são figuras de palavras.

( ) Antítese, apóstrofe, hipérbole, ironia, etc., são figuras de sintaxe.

( ) Elipse, pleonasmo, prolepse, etc., são figuras de pensamento.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – V.


B

V – F – V.


C

V – F – F.


D

F – V – V.


E

F – F – F.

José Carlos de Azeredo (2008, p. 483) afirma: “Podemos definir figuras de linguagem como formas simbólicas ou elaboradas de exprimir ideias, significados, pensamentos etc., de maneira a conferir-lhes maior expressividade, emoção, simbolismo etc., no âmbito da afetividade ou da estética da linguagem”.


Acerca do tema figuras de linguagem e/ou sua ocorrência no Texto I, assinale a alternativa que contém uma afirmação INCORRETA:


Fonte: AZEREDO, José Carlos. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008.


A

As figuras de linguagem podem ser classificadas em figuras de palavras, figuras de sintaxe, figuras de pensamento e figuras de som.


B

Figuras de linguagem podem ser usadas não apenas com fins estéticos, mas também com fins argumentativos ou apelativos.


C

Em “E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático”, temos, por meio de metáfora que aproxima os campos semânticos do humano e da ave, a afirmação de que os profissionais de jornalismo a que se referia o autor do texto eram vaidosos.


D

Em “Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk”, a antonomásia não estabelece cadeia coesiva referencial.


E

Em “Era óbvio que o crime trazia, em seu ventre, uma tragédia nacional”, a expressão “trazer no ventre” é usada de forma conotativa, calcada numa associação metafórica do tipo "trazer no ventre é gerar".

Leia estes versos do poeta Paulo Leminski:


[...]

passe o que nasce

passe o que nem

passe o que faz

passe o que faz-se

que tudo passe

e passe muito bem

[...]


Os quatro primeiros versos apresentam a seguinte figura de estilo:


A

anáfora – figura de construção.


B

zeugma – figura de construção.


C

gradação – figura de pensamento.


D

metonímia – figura de palavra.

Considerando as figuras de sintaxe, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Em “Hoje, é termo necessário.”, a ordem dos termos da oração está inversa, caracterizando um hipérbato.

( ) Em “Ela não me pertence; ela não me ignora”, a ausência de conjunção ligando as duas orações caracteriza um polissíndeto.

( ) Em “A língua é viva e pertence aos usuários.”, há a omissão de um termo facilmente identificável no contexto, o que caracteriza uma elipse.

( ) Em “Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente a séculos.”, a oração intercalada nesse período caracteriza um anacoluto.


A sequência está correta em


A

F, V, F, V.


B

F, F, V, V.


C

V, V, F, F.


D

V, F, V, F.


E

V, F, V, V.

A frase: "Pensou a lebre" está escrita com o sujeito posposto ao predicado, exemplificando uso da seguinte figura de linguagem denominada:


A

Hipérbato.


B

Metáfora.


C

Metonímia.


D

Ironia.


E

Eufemismo.

Que tipo de recurso coesivo é utilizado na frase: Ser uma mulher prendada era o que ensinavam às suas primas e amigas; ela queria destapar o poço que rumorejava dentro de si?


A

Catáfora.


B

Elipse.


C

Zeugma.


D

Anáfora.

Qual figura de sintaxe é usada no trecho “Ler é tão importante quanto os exercícios físicos são para o corpo.”?


A

Elipse, uma vez que a palavra oculta é facilmente identificada.


B

Zeugma, uma vez que o termo omitido já havia sido usado antes.


C

Hipérbato, pois houve uma alteração da ordem direta da oração.


D

Polissíndeto, pois há repetições de termos usados anteriormente no texto.


E

Silepse, uma vez que há concordância nominal com a ideia transmitida, não com o que está implícito.

 
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