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Em “o hábito de fumar mata mais de seis milhões de pessoas por ano em todo o mundo”:
a retirada do artigo em “todo o mundo” não causaria problemas em relação à Norma Culta e não levaria a qualquer alteração de sentido.
a expressão “em todo o mundo” é adverbial e ajuda a mostrar quão grave é o problema do tabagismo.
não há sujeito, já que o agente não está expresso.
ocorre um desvio grave em relação às normas de concordância verbal.
ocorre um desvio grave em relação às normas de regência nominal.
O assunto “Regência” representa a relação, principalmente, de dois termos. Um é regente, e o outro, regido, numa frase. Um conectivo entra na história para unir as duas ideias. Esse conectivo é específico, e ele imprime um sentido espacial à palavra regente. De uma forma geral, três noções se misturam nesse momento. Qual opção seguinte mostra que o conectivo destacado não compõe um caso de regência?
“Minhas intuições se tornam mais claras ao esforço de transpô-las em palavras.”
“Porque é difícil apurar a pureza.”
“... às vezes no amor ilícito está toda a pureza do corpo e alma, não abençoado por um padre, mas abençoado pelo próprio amor.”
“E tudo isso pode-se chegar a ver.” e) “Não se brinca com a intuição.
“Não se brinca com a intuição.
Sobre o uso dos pronomes relativos e da regência empregados no texto, marque a única opção CORRETA.
Na construção, “Os municípios e estados que quiserem ser bem sucedidos deverão ter um controle cada vez mais rígido sobre o que se faz em sala de aula (...)”, pode-se substituir o termo em negrito por “cujos”, sem prejuízo à correção textual.
Na frase, “Com a ênfase em “bater metas” no Ideb, as escolas de “sucesso” serão aquelas que treinarem os alunos para se sair bem nas provas de matemática e português”, pode-se substituir os termos grifados por “as quais”, sem prejuízo à coesão textual.
No segmento, “A regra de distribuição do ICMS e da meritocracia nutrem a crença de que os problemas de desigualdade escolar são intrínsecos à escola (...), pode-se substituir o termo em negrito por “a qual”, sem prejuízo à correção textual.
“Esta é a “filosofia educacional” que deverá se fortalecer no país”. O termo em negrito poderia ser substituído pela expressão “à qual”, sem prejuízo à correção textual.
“No Ceará, que é o campeão do “bate metas”, há um dado no emaranhado de slides do powerpoint do INEP sobre os resultados do SAEB (Prova Brasil) e que foi divulgado nesta semana, o qual deveria ser motivo de estudo” O relativo em negrito pode ser substituído por “a que”, sem prejuízo para correção textual.

Houve inadequação quanto à gramática normativa, no que se refere à regência:
No emprego do verbo assistir na primeira tirinha;
No emprego do verbo ser na segunda tirinha;
No emprego do verbo faltar na segunda tirinha;
No emprego do verbo ganhar na segunda tirinha.
Assinale a alternativa que apresenta um erro, considerando as regras de regência nominal:
“A maioria dos casos de agressão às mulheres acontece com mulheres cujas condições socioeconômicas não suportam os custos de uma cirurgia plástica reparadora”.
“Ele também prevê que o governo crie equipes de especialistas em cirurgia plástica.”
“Nesta quinta, a CCJ aprovou um projeto de lei que determina que mulheres vítimas de violência de gênero tenham acesso garantido a cirurgia plástica reparadora no SUS”
“O texto, de autoria do deputado Neilton Mulim (PR-RJ), determina que vítimas de violência sejam informadas sobre o acesso gratuito à cirurgia”.
A sentença que está incoerente quanto às normas de regência é:
Cheguei ao colégio com pequeno atraso.
Ontem assistimos o jogo.
O médico assistiu ao doente na madrugada.
Ela aspira a uma promoção.
Considere a charge do artista Iotti Radicci.

(https://bicicletanarua.files.wordpress.com/2010/07/
charge-iotti-dc-2010-07-20.jpg?w=630 Publicada no
Diário Catarinense em 20.07.2010.)
Parte do humor presente na charge advém ________ duplo sentido atribuído ________ termo selvagem, que remete o leitor ________ uma comparação entre o “selvagem” homem das cavernas e o “selvagem” homem do século XXI que, no trânsito, se comporta agressivamente.
Para que o texto a respeito da charge esteja de acordo com a regência verbal e nominal padrão, suas lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, por:
com o … ao … em
com o … para o … a
no … para o … por
do … ao … a
do … com o … em
De acordo com os estudos de regência verbal e com o padrão culto da língua, leia as afirmações sobre os verbos destacados em "CARREGARAM Dario até a esquina; a farmácia ERA no fim do quarteirão e, além do mais, ele ESTAVA muito pesado."
I. As três formas verbais correspondem ao núcleo do predicado das orações a que pertencem.
Il. As três formas destacadas indicam, basicamente, o estado das coisas.
IlI. O primeiro verbo é significativo e necessita de complemento.
Está correto apenas o que se afirma em:
l e lll.
lll.
ll.
ll e lll.
l e ll.
A regência verbal está de acordo com a norma culta em:
Muitas crianças já preferem tomar água do que refrigerante.
Em muitos locais, é possível assistir a espetáculos deslumbrantes da natureza.
Sem a intervenção do homem, as águas obedecem o curso natural dos rios.
Zé dos Porcos, que reside à rua da Mata, sem número, quase não toma banho.
No mês passado, esqueci de pagar a conta de água.
Sobre a regência verbal, concordância e colocação pronominal, assinale a alternativa correta:
Em “se reconhecer (...)” (linhas 20 e 21), há um caso de ênclise obrigatória.
O verbo “é” (linha 12) poderia ser corretamente substituído por “São”, sem alteração da correção da oração.
A regência da locução verbal “consegue repercutir” (linha 4), no texto, é transitiva direta e indireta
Em “... se constitui (...)” (linha 14), há um caso obrigatório de próclise.
“O direito fundamental ao acesso a informação decorre da ampla abertura inerente às cartas constitucionais democráticas, revelando-se, nesse sentido, como relevante instrumento de participação popular e efetivo controle dos poderes representativos, além de determinar singulares desdobramentos de ordem comercial e civil no âmbito do Direito Privado.”(linhas 6 a 13). No trecho acima, pode-se afirmar que há um erro gramatical de:
Concordância verbal
Concordância nominal
Regência nominal
Regência verbal
Acentuação
No trecho “Lembro-me que, no Enem do ano retrasado, um aluno escreveu um trecho do hino de seu time favorito no meio da redação.”, há um erro segundo a gramática normativa, pois
a palavra “retrasado” escreve-se com a letra “z”.
a regência do verbo “lembrar”, quando seguido de pronome oblíquo, exige o uso da preposição “de”, isto é, “Lembro-me de que”.
a regência do verbo “escrever” exige um objeto direto e indireto obrigatoriamente, ou seja, quem “escreve”, escreve “algo” “para alguém”, e o autor não mencionou para quem foi escrito o trecho do hino.
a palavra “favorito” deveria estar acentuada, por ser uma paroxítona terminada em “o”.
o uso das vírgulas está incorreto, já que está separando o sujeito do predicado.
Leia o texto com atenção para responder às questões de 1 a 10.
Os parágrafos foram numerados de 1 a 18.
A GUERRA DOS MAUS E DOS BONS
1 Por que será que o mal vence (ou parece vencer) o bem?
2 Se o bem é tão bom, por que o mal, que é mau, vive acuando o bem?
3 Se o bem causa prazer e o mal causa dor, ansiedade, pânico, horror e morte, por que os seres humanos não derrotam o mal com o bem?
4 Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel sobre o mal que os bons fazem. Era algo intrigante e me assustei quando li isso a primeira vez. Então, alguém com as melhores intenções pode desencadear dramas e tragédias? O inferno está mesmo cheio de boas intenções?
5 Quando foi que o bem ganhou uma guerra?
6 Essa já é uma pergunta insidiosa, pois quem se mete numa guerra para lutar tem que sangrar e matar, e isso é o mal em sua forma mais dura. Foi assim nas Cruzadas, foi assim na Inquisição, foi assim nas guerras de independência, foi assim nos conflitos contra o nazismo e outros totalitarismos. O guerrilheiro vem com aquele papo de Guevara, de que tem que matar sem perder a ternura; tem gente que acha isso bonito, desde que seja ele a exercer a “ternura” sobre outros.
7 Sim, tem o caso de Gandhi, que moveu guerra pacífica contra o violento e opressor império britânico e ganhou. Isso nos dá algum alento. Mas por que será que o mal vence (ou parece vencer), como atestam diariamente os jornais?
8 Cabisbaixo, sussurro para mim mesmo: essa é uma luta desigual.
9 É aí a raiz do problema. A luta entre bem e mal é uma luta desigual, repito. O bem não pode, não deve usar as armas do mal e está eticamente impedido de fazê-lo. Se o bem usar as armas do mal, transforma-se em mal. Sim, há o caso da “legítima defesa”, a hora em que o instinto de vida se sobrepõe ao instinto de morte. Isso tanto no plano pessoal quanto nas guerras de resistência. Mas aí, o mal e o bem de novo se misturaram.
10 E como se misturam! Então, não há uma porção de registros históricos da luta entre o bem e o bem? Um bem que se julga mais bem que o outro bem e que se julga tão mais bem que o outro bem que, para ele, o outro bem é o mal.
11 Salomão asseverou e Freud confirmou. “O homem é mau desde a sua meninice”. Que fazer? Ambos eram sábios. E nós?
12 Há males que vêm para o bem? Há. Dizem. Então, nesse caso, o mal é um bem, logo o mal não é tão mau assim.
13 Posso combater o mal só com as armas do bem?
14 Se subirmos os morros e conversarmos franciscanamente com o tráfico, como vai ser? Talvez facilite se eu subir o morro levando saúde, escolas, moradia e outras formas de bem. Acredito até que a maioria da população agradeça, feliz, e volte a acreditar no bem. Mas haverá sempre alguém, um núcleo que faz do mal o seu modo de vida. Talvez não somente porque tais pessoas sejam de natureza perversa, mas porque o mal produz resultados mais rápidos. Na corrida entre o bem e o mal, o bem é a tartaruga e o mal é Aquiles. Mas, quem sabe, haja alguma esperança, já que na Grécia um filósofo andou dizendo que Aquiles não alcançará jamais a tartaruga...
15 É uma aposta ou um simples paradoxo de Zenão?*
16 O que é o mal para mim é o mal para você? Bem ou mal, somos todos bons e maus.
17 Bem, não sei se fiz bem em começar este texto. E como não há mal que sempre dure, fico por aqui.
18 Ainda bem.
(SANT’ANNA, Affonso Romano de. Estado de Minas ─ Cultura ─ 22/7/2007. Adaptado)
* Zenão (séc. V a.C.): Filósofo grego, criador da dialética. Inventou uma parábola em que, numa corrida, caso a tartaruga saísse na frente, Aquiles jamais a alcançaria, pelo simples fato de que não existe movimento e nem tempo ─ o que traz em si a eterna contradição.
Levando em conta a regência do verbo “lembrar” em “Lembro-me de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel [...]” (início do 4º parágrafo), outra construção com o verbo “lembrar” está correta na seguinte alternativa:
Lembro de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Lembro-me ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Lembro ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Eu lembro de ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Eu me lembro ter lido, há muito, um texto de Bertrand Russel.
Trecho para a questão 07.
Causou-me sempre uma certa angústia pensar que todas as línguas se limitam a meia dúzia ou uma dúzia talvez de palavras para nomear tudo o que uma pessoa pode sentir por outra, pode pretender de outra. Enquanto que os vocabulários da agricultura, da pecuária, da caça, da guerra, dos jogos são prolixos, minuciosos, inesgotáveis, o da convivência pessoal é incrivelmente tosco. E como a língua fornece a pauta da primeira interpretação da vida, a prisão linguística obstrui a liberdade das relações pessoais. Não sabemos bem o que pretendemos de cada pessoa e de fato não o pretendemos e não o conseguimos porque não temos palavras com que o nomear.
(MARÍAS, Julían. Antropologia metafísica. São Paulo: Duas Cidades, 1971. p. 235-236)
Quanto à regência verbal, estão corretamente classificados os verbos:
“causou-me”, verbo intransitivo; “pensar”, verbo de ligação.
“pretendemos”, verbo transitivo indireto; “sabemos”, verbo intransitivo.
“temos”, verbo transitivo direto e indireto; “são”, verbo de ligação.
“fornece”, verbo transitivo direto; “obstrui”, verbo transitivo direto.
“é”, verbo de ligação; “pensar”, verbo intransitivo.
Preencha as lacunas corretamente de acordo com as regras de regência nominal, em seguida assinale a alternativa que as apresenta na ordem em que aparecem:
I. As pessoas conservam __________ esperanças.
II. Os ataques terroristas custam __________.
III. Os itens estão _________ ao pedido.
I. bastante; II. caro; III. anexo.
I. bastantes; II. caro; III. anexos.
I. bastante; II. caros; III. em anexo.
I. Bastantes; II. caros; III. em anexo.
Assinale a alternativa que apresenta uma reescrita totalmente correta do trecho abaixo retirado do Texto 01 - levando-se em conta a regência, concordância, pontuação e todos os outros fatores da norma culta - e que mantém as ideias originais do texto:
“Uma prática que certamente existe há décadas e se espalha por outras esferas da administração pública.” (linhas 5 a 7).
Uma prática a qual, certamente, existe faz décadas e se espalha por outras esferas da administração pública.
Uma prática, que existe faz décadas certamente, e espalha-se por outras esferas da administração pública.
Uma prática que há fazem décadas certamente, e se espalha por outras esferas da administração pública.
Uma prática que existe, certamente, fazem décadas e espalha-se por outras esferas da administração pública.
Ainda a respeito de regência verbal e nominal, aponte a alternativa cuja frase NÃO apresenta a regência indicada pela norma padrão da Língua Portuguesa:
Quando os maus erram, os bons pagam o preço.
A virtude está mais relacionada àquilo que se faz quando se está sozinho, do que na presença de outros.
A justiça só é feita quando à todos é dada a mesma oportunidade.
A fonte do saber se encontra em um coração disposto a aprender sempre.
A regência está incorreta em:
Atirem nos inimigos quando o general ordenar.
Chamavam o cientista, maluco.
Estimava bastante as obras de Jorge Amado.
Custam aos advogados esses recursos.
Aspiro o cargo de presidente há muito tempo.
A frase que apresenta desvio quanto à regência, de acordo com a norma culta, é:
Este sacrifício é preferível do que perder sua confiança.
Assiste-me o encargo de fazer a ata da reunião.
No jornal, fazia-se alusão à vinda da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Custa-me aceitar uma proposta tão estranha.