Questões de Concurso sobre Sentido denotativo, próprio ou literal

 
 
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O sentido denotativo está sendo empregado em:


A

“Nesse requisito, o Brasil ainda patina, apesar dos avanços no início do ciclo fundamental”.


B

“Até 2027, serão criados no mundo 69 milhões de postos de trabalho e eliminados 83 milhões”[...]


C

“Esses 14 milhões de postos de trabalho deverão ser ceifados pelo avanço da automação e da inteligência artificial (IA).”


D

“A transição verde para uma economia de baixo carbono será também fonte importante de novos empregos.”

A expressão “É de perder o rebolado.”, que foi utilizada no parágrafo introdutório da crônica, veicula, nesse parágrafo, um sentido:


A

denotativo, por se basear no eufemismo.


B

conotativo, por se basear na metáfora.


C

denotativo, por se basear na ironia.


D

conotativo, por se basear na catacrese.


E

denotativo, por se basear na hipérbole.

A expressão sublinhada na oração “O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome” foi utilizada como:


A

Linguagem figurada.


B

Sentido figurado.


C

Ferramenta ou modalidade de comunicação.


D

Expressão em sentido literal.


E

Todas as assertivas estão corretas.

A passagem em que a palavra destacada está empregada em sentido próprio é:


A

Em vez de se preocupar com as consequências da erosão da autoridade adulta, esse desenvolvimento é visto como positivo… (4o parágrafo)


B

… uma atividade que muitos indivíduos biologicamente maduros só estejam preparados para desempenhar em tempo parcial. (3o parágrafo)


C

Em tudo além do nome a vida adulta se tornou desestabilizada, a ponto de ter se tornado alvo de escárnio… (3o parágrafo)


D

O impacto corrosivo da perda da autoridade adulta foi uma grande preocupação para a filósofa política Hannah Arendt. (4o parágrafo)


E

… do modo característico de um adulto responsável, especialmente na realização de tarefas mundanas, mas necessárias… (2o parágrafo)

A grama do vizinho


(Martha Medeiros)


Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.

Estamos todos no mesmo barco.

Há no ar certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero / acontecimentos / só que quando anoitece / é festa no outro apartamento”.

Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.

Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.

Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.


Pela leitura do texto, temos emprego de sentido próprio em:


A

“Estamos todos no mesmo barco.”


B

“(...) ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador.”


C

“Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.”


D

“As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias.”


E

“Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia.”

Ano: 2023
Prova: Actio Assessoria - Prefeitura - Auxiliar Educacional - 2023

É um substantivo próprio:


A

Carolino.


B

ninguém.


C

reino.


D

charlatanice.

A expressão “fazendo a lição de casa” refere-se a qual sentido textual:


A

Denotativo


B

Conotativo


C

Polissemia


D

Inferência


E

Ironia

Considerando o trecho “Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.” (9º§), é correto afirmar que o autor emprega como recurso uma linguagem


A

analógica, que revela a beleza e a excentricidade do “diferente” em sua individualidade.


B

metafórica, ponderando o comprometimento do indivíduo “diferente” a partir da exposição da sua vida íntima.


C

denotativa, pois ela está sendo empregada em seu sendo literal, isto é, carregando o sentido básico e real das palavras.


D

conotativa, pois ela está sendo utilizada no sentido figurado, ou seja, as palavras ganharam um novo significado em contextos particulares de uso.

Assinale a alternativa que identifica, correta e respectivamente, o sentido em que estão empregadas as expressões – estigma (3o parágrafo) e anos economizados (5o parágrafo).


A

Sentido próprio, de marca, sinal; sentido figurado, de redução, no tempo, da função cognitiva.


B

Sentido figurado, de coisa desonrosa; sentido figurado, de maior delonga no declínio do cérebro.


C

Sentido figurado, de grave mancha moral; sentido próprio, de maior tempo de vida.


D

Sentido próprio, de preconceito; sentido próprio, de menos tempo até ter demência.


E

Sentido figurado, de indignidade; sentido figurado, de menor longevidade.

Assinale a alternativa correta a respeito da expressão destacada nos trechos do texto.


A

Dificilmente haverá, nas sempre difíceis relações entre pais e filhos, frase mais perigosa. (2° parágrafo): está em sentido figurado, significando imoral.


B

... e recuássemos algumas décadas, será que teríamos a mesma impressão? (4° parágrafo): está em sentido próprio, significando aversão.


C

... mas eles dedilham um computador com a destreza de um virtuose. (5° parágrafo): está em sentido figurado, significando ligeireza.


D

... mas agora que a febre imobiliária acabou com os terrenos baldios... (5° parágrafo): está em sentido figurado, significando avidez.


E

... jazem intactos, num cantinho da nossa alma. (6° parágrafo): está em sentido próprio, significando sofrem.

Folia agigantada


São Paulo prepara-se para ser palco do maior Carnaval de rua de sua história. Pela primeira vez, a cidade, que já foi apelidada de “túmulo do samba”, terá desfiles em todas as suas 32 subprefeituras.

Também em número de blocos, a folia promete expansão inédita. Os números são preliminares, mas as 490 agremiações do ano passado deverão ser largamente suplantadas, com aumento previsto de 70%. Novas atrações também animarão a festa, como o famoso Galo da Madrugada, de Pernambuco.

Levantamentos preliminares sugerem que a capital paulista poderá ser o principal destino turístico do país durante os festejos, suplantando Rio de Janeiro e Salvador. Com isso, projeta-se aumento da circulação de dinheiro, em favor de hotéis, bares, comércio etc.

No cenário animador, um certo clima de ufanismo parece contagiar quadros da prefeitura, que tem em seus membros um carnavalesco conhecido – o secretário de Cultura, Alê Youssef, fundador do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta. O carnavalesco, que representa uma face mais progressista do governo municipal, vê no Carnaval também um meio de manifestação política. O secretário já declarou que pretende fazer com que a festa seja um contraponto a ameaças à liberdade de expressão.

A expansão do Carnaval de rua é um fenômeno que se observa há anos em diversas cidades. No Rio, por exemplo, os blocos começaram a reconquistar as ruas a partir da primeira década do século. O retorno do que seria um tipo mais autêntico de comemoração provocou simpatias e elogios da população e de cronistas da festa.

Com o tempo, contudo, a outra face do crescimento da folia foi-se mostrando problemática – a insuficiência de banheiros públicos, o aumento de furtos, o trânsito interrompido, as áreas protegidas ocupadas por blocos não autorizados e o excesso de barulho.

A Prefeitura de São Paulo afirma que reestruturou o planejamento do evento com vistas a diminuir os transtornos. Ao longo de 37 reuniões, os trajetos passaram pelo crivo de diversos órgãos, como CET, SPTrans (responsável pelos ônibus), polícia e GCM (Guarda Civil Metropolitana). Medidas em outras áreas também foram anunciadas.

Cabe às autoridades, agora, fazer com que a propalada reorganização saia do papel e garanta à cidade e a seus moradores um padrão aceitável de funcionamento.


(Editorial, “Folia agigantada”. Folha de S.Paulo, 05.02.2020. Adaptado)


Observe as passagens:


• Cabe às autoridades, agora, fazer com que a propalada reorganização saia do papel... (8° parágrafo, editorial Folia agigantada)

• Cato papel, lavo roupa para dois jovens, permaneço na rua o dia todo. (1° parágrafo, Quarto de despejo)


Analisando o emprego da palavra “papel” nos dois textos, conclui-se que,


A

nas duas ocorrências, é explorada em linguagem denotativa, sendo atribuído a ela sentido pejorativo.


B

na primeira ocorrência, é explorada em linguagem conotativa; na segunda, em linguagem denotativa.


C

nas duas ocorrências, é explorada em linguagem conotativa, assumindo duplo sentido em ambas.


D

na primeira ocorrência, é explorada em linguagem denotativa; na segunda, em linguagem conotativa.


E

nas duas ocorrências, é explorada em linguagem denotativa, sendo o sentido ambíguo no editorial.

Assinale a alternativa correta sobre as palavras do texto:


A

O vocábulo “homúnculos” (primeiro parágrafo) está sendo usado em sentido conotativo.


B

A palavra “concêntricos” (primeiro parágrafo) está sendo usada em sentido denotativo.


C

Um sinônimo possível para “siderais” no trecho “mundos siderais” seria “universais”.


D

Um sinônimo possível para “ingênuo” em “ingênuo público” seria “sábio”.

De acordo com o texto, a passagem “A leitura sempre me salva nessa hora, [...]” (1º§) expressa, em sentido:


A

Próprio, a ideia de os textos distraírem os leitores de seus pensamentos.


B

Figurado, a ideia de a fruição da leitura aliviar os momentos de angústia.


C

Conotativo, a ideia de que livros são capazes de apagar memórias ruins.


D

Metafórico, a ideia de a literatura conseguir explicar os acontecimentos.


E

Denotativo, a ideia de o conhecimento alterar a percepção da realidade.

De acordo com as regras gramaticais da Língua Portuguesa, assinale a alternativa que apresenta corretamente o sentido próprio da palavra "janela".


A

As janelas da casa eram feitas de vidro.


B

O navio atravessou a janela do canal.


C

A janela do quadro de horários estava alterada.


D

O vendedor ofereceu uma janela para as estratégias de vendas.


E

Os sonhos saíram janela a fora.

Aqui em casa pousou uma esperança. Não a clássica, que tantas vezes verifica-se ser ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre. Mas a outra, bem concreta e verde: o inseto. (Clarice Lispector)


Disponível em: https://claricelispector.blogspot.com/2008/07/uma-esperana.html


As palavras destacadas referem-se à esperança em que sentido:


A

Ambas no sentido conotativo.


B

Ambas no sentido denotativo.


C

A clássica refere-se à esperança no sentido denotativo, o inseto refere-se à esperança no sentido conotativo.


D

A clássica refere-se à esperança no sentido conotativo, enquanto o inseto refere-se ao sentido denotativo.

Leia o trecho abaixo e responda à questão:


Eu que tanto me perdi

Em sãs desilusões ideais de mim

Não me esqueci de quem eu sou

E o quanto devo a você


Tenta me reconhecer no temporal

Me espera

Tenta não se acostumar eu volto já

Me espera


Mesmo quando eu descuido (me desloco)

Me desmando (perco o foco)

Perco o chão (e perco o ar)

Me reconheço em teu olhar (que é o fio pra me guiar)

De volta, de volta


(“Me espera” – composição de Lucas Lima / Sandy / Tiago Iorc)


Assinale a alternativa que esteja em sentido denotativo na letra da música acima:


A

“temporal”


B

“perco o chão”


C

“acostumar”


D

“fio”

Assinale a alternativa na qual NÃO tenha sido empregada linguagem figurada.


A

é a literatura cumprindo a promessa de me levar onde nunca estive (l. 01-02).


B

a melhor frase da noite não foi minha (l. 18).


C

Se o amor romântico descesse do pedestal (l. 23).


D

Só que é do sexo o encargo de manter a continuidade da espécie (l. 25).


E

o amor tornou-se um álibi providencial para que o processo pareça sublime (l. 25-26).

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre o texto.


( ) O termo destacado no período Em estudante, tomei de cassetete da polícia nas violentas passeatas contra a ditadura aqui no Rio.” pertence ao campo lexical da palavra “polícia”; já os vocábulos “abundância” e “excesso” são substantivos do mesmo campo semântico de “Rio”.

( ) O trecho “Fui ao Aurélio e li: "Cassetete [téte]. Cacete curto, de madeira ou de borracha, usado pela polícia.", sinaliza a articulação de um discurso metalinguístico que ratifica a postura infamante do autor em torno da palavra “cassetete”, cuja explicação se encontra, como afirma, em um dicionário.

( ) A frase “Toda língua comporta essas discrepâncias, que se explicam pela origem ou índole de certas palavras.” permite inferir, entre outros aspectos, que a língua é um elemento de comunicação e de interação; não é um produto pronto, acabado; por isso, deve-se levar em conta o caráter mutável, concreto, dinâmico e polissêmico das palavras.

( ) A lexia “pobre” na passagem “...como fica um pobre estrangeiro aprendendo a falar português?" apresenta sentido literal e, se empregada em outros contextos, causa prejuízo semântico; além disso, caso seja grafada posposta ao substantivo que acompanha, não traz prejuízo para o sentido pretendido, pois possui significado imutável.

( ) O texto é uma crônica histórica, gênero textual que apresenta, em sua majoritariedade, o emprego da linguagem formal, embora traga marcas pontuais da variante informal, como, por exemplo, em “Certa vez, um amigo meu, o jornalista Fernando Pessoa Ferreira, disse que precisava passar na farmácia para comprar cotonete ”.


De acordo com as afirmações, a sequência correta é:


A

V, F, V, F, V.


B

F, F, V, V, F.


C

V, V, F, V, V.


D

F, V, F, V, F.


E

V, F, V, F, F.

Analise as frases abaixo:


  1. A árvore chorou de tristeza.
  2. Muitas cidades foram afetadas pela chuva.
  3. Joana foi picada por uma cobra.
  4. Essa menina é fogo!

Assinale a alternativa correta.


A

Nas frases 1 e 2 temos exemplos de linguagem conotativa.


B

Nas frases 2 e 3 temos exemplos de linguagem denotativa.


C

Nas frases 2 e 3 temos exemplos de linguagem conotativa.


D

Apenas na frase 3 temos exemplo de linguagem denotativa.


E

Apenas na frase 4 temos exemplo de linguagem conotativa.

O texto lido é trecho de uma peça de teatro em forma de monólogo. Nele todo o enredo traz como tema central, a loucura, entretanto não como algo patológico, mas sim, a loucura sendo considerada em pessoas que não se enquadram a um modelo padrão de sociedade. A partir do que você leu, o “buraco” em referência no texto, é correto afirmar que:


A

Está no sentido denotativo representando, de forma concreta, a miséria vivida pelo personagem retratada nos cômodos da casa.


B

Está no sentido conotativo representando o vazio dentro de si mesmo, levando-o a uma confusão mental.


C

Está no sentido denotativo, porém representando toda a insanidade do personagem, como algo patológico, indícios de uma esquizofrenia.


D

Está no sentido conotativo, por trazer à tona a insanidade mental da personagem, mostrando, assim, sua confusão mental com sua própria identidade, causada por uma patologia com necessidade clínica.

   
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