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Na expressão “familismo amoral”, a palavra em destaque, formada pelo sufixo “-ismo”, designa um(uma)
conduta ideológica, tal qual a palavra “machismo”.
terminologia científica, tal qual a palavra “alcoolismo”.
"Língua torta: portão menor que porta."
Observando-se a frase acima, de Millôr Fernandes, pode-se inferir que
a forma -ão não necessariamente funciona como sufixo aumentativo, como no caso da palavra irmão, por exemplo. Sendo assim, porta e portão são palavras completamente distintas e, portanto, a frase de Millôr Fernandes não faz sentido.
a frase está em sentido denotativo e quer mostrar que, ao não dominar bem o próprio idioma, o falante mal consegue passar pelo portão da comunicação e, portanto, menos ainda conseguirá quando a exigência chegar a interpretações mais complexas.
a forma portão, por ter o sufixo aumentativo -ão, indica aumento, ou seja, uma porta grande. Como existem portões menores que a forma normal porta, Millôr conclui que, nesse caso, a língua é torta, ou seja, defeituosa.
o humorista faz uma brincadeira com o fato de a linguagem vir de dentro para fora na comunicação interpessoal. Sendo assim, para que as palavras entrem no mundo da comunicação, devem passar primeiramente pelo portão, representado pelos dentes, para só então entrarem pela porta, representada pela boca, cuja abertura, enquanto porta, é maior do que a da arcada dentária.
o pensador Millôr Fernandes, por trás de uma frase curta e rimada, quer nos levar a imaginar que, quando não se domina a linguagem, a primeira barreira, representada pelo termo portão, precisa ser ultrapassada sem medo, porque, depois dessa entrada dificultosa, todo o resto será mais fácil, já que é comum as portas se abrirem para aqueles que falam bem.
Panorama —Veja essa, da revista Veja, de 4 de maio de 2011 — cita uma frase seguida de observação crítica conforme se lê abaixo:
“O meu governo está diuturnamente, e até
noturnamente, atento a todas as pressões
inflacionárias, venham de onde vier.”
DILMA ROUSSEFF,
presidente da República,
prometendo atacar a inflação e
nocauteando a língua portuguesa.
Levando em consideração a frase citada e a observação referente, julgue os itens a seguir.
I. Em e nocauteando a língua portuguesa, há uma alusão a forte equívoco de ordem léxico-semântica na construção da mensagem citada.
II. O indevido emprego da palavra onde no plano sintático da norma padrão, assim como as transgressões de regência verbal, fazem um ataque decisivo à língua portuguesa.
III. Há um adequado paralelismo semântico, sem falhas de significados básicos na frase citada pela revista, no emprego das palavras terminadas em-mente, portanto essa construção está fora do nocaute.
IV. A frase destacada pela revista não está plenamente respaldada pela recomendação gramatical: “usando-se em uma frase mais de um advérbio terminado em -mente só o último deve receber esse sufixo; intentando-se ênfase, porém, cada advérbio poderá vir com esse sufixo desde que sejam considerados a seleção e ajuste dos itens lexicais, de modo adequado”, portanto a língua portuguesa, na mensagem citada, recebeu uma pancada.
Conclui-se que está CORRETO apenas o que se afirma em:
I e II.
III.
I e IV.
II e IV.
IV.
Assinale a alternativa cuja palavra contém sufixo com o mesmo valor semântico do presente em “positivismo” (linha 02).
Sadismo.
Exorcismo.
Eufemismo.
Astigmatismo.
Racionalismo.
Há pouco tempo, na mídia, foi lançada uma propaganda de cerveja, cujo texto afirmava: Você prefere assistir um joguinho ou um jogão? Você gosta de carrinho ou carrão? Mulher? -inha ou -ão? Então, vai continuar tomando cervejinha? [...] Chega de cervejinha. Vá de Cervejão [...]. Em relação ao uso dos sufixos -inho(a) e -ão no texto, pode-se afirmar que expressam, respectivamente,
as ideias de tamanho pequeno e grande.
carinho e depreciação.
delicadeza e brutalidade.
depreciação e valorização.
simpatia e tolerância.
Com relação ao comentário sobre o significado do sufixo destacado nas palavras, há evidente equívoco em:
preservação − extração (ato de X, em que X é um verbo).
ambiental − populacional (relativo a X, em que X é um substantivo).
consumidor − manipulador (agente de X, em que X é um verbo).
sustentável − descartável (provido ou cheio de X, em que X é um substantivo).
realidade − possibilidade (qualidade de X, em que X é um adjetivo).
As palavras “panamenha” (l.14) e “reaganiana” (l.25) são palavras estrangeiras adaptadas à língua portuguesa por derivação com o acréscimo de sufixos.
Certo
Errado
Assinale a alternativa em que o sufixo formador da palavra apresente o mesmo valor que o presente no vocábulo "dirigente" (L.2).
crescimento (L.5)
investimentos (L.6)
persistência (L.8)
rendimento (L.12)
trabalhador (L.18)
Na linha 18, os vocábulos “inseticidas”, “herbicidas” e “fungicidas” têm o mesmo sufixo, que significa que extermina ou que mata.
Na palavra “burocratismo” (l.9), o sufixo -ismo está empregado com o sentido de excesso e exagero e, pelos sentidos do texto, acumula traço pejorativo.
Todas as palavras abaixo são formadas por sufixo, À EXCEÇÃO DE
francês (linha 11).
somente (linha 17).
exaustivos (linha 41).
corredores (linha 46).
valor (linha 50).
Assinale a opção em que todos os substantivos são derivados por sufixação:
fertilizantes – pneus – cozinha – equipamentos
maquiagem – eletrodomésticos – adesivos – petróleo
maquiagem – fertilizantes – adesivos – alfabetização
adesivos – dia-a-dia – cozinha – petróleo
Em relação à formação de palavras como as relacionadas nos itens abaixo, há visível equívoco na determinação do papel do sufixo em:
crença (forma substantivos de verbos);
tipicamente (forma advérbios de substantivos);
lingüista (forma substantivos de substantivos);
socioletal (forma adjetivos de substantivos);
oralidade (forma substantivos de adjetivos).
Hepatite tem um sufixo - -ite – com o significado de "inflamação"; o vocábulo abaixo que possui sua significação corretamente indicada é:
rinite – inflamação nos rins;
estomatite – inflamação no estômago;
nefrite – inflamação nos nervos;
tendinite – inflamação no calcanhar;
otite – inflamação no ouvido.