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Atenção: Considere o texto abaixo, do escritor português José Saramago, para responder às questões de números 12 a 15.
Uma compreensão da História
Eu entendo a História num sentido sincrônico, isto é, em que tudo acontece simultaneamente. Por conseguinte, o que procura o romancista - ao menos é o que eu tento fazer - é esboçar um sentido para todo esse caos de fatos gravados na tela do tempo. Sei que esses fatos se deram em tempos distintos, mas procuro encontrar um fio comum entre eles. Não se trata de escapar do presente. Para mim, tudo o que aconteceu está a acontecer. E isto não é novo, já o afirmava o pensador italiano Benedetto Croce, ao escrever: “Toda a História é História contemporânea”. Se tivesse que escolher um sinal que marcasse meu norte de vida, seria essa frase de Croce.
(SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 256)
O que procura o romancista é esboçar um sentido para todo esse caos de fatos gravados na tela do tempo.
Uma nova redação da frase acima, em que não se percam sua coerência e sua correção, começando com o segmento Todo esse caos de fatos gravados na tela do tempo poderá ter como adequada complementação o que se segue:
é procurado esboçar-se pelo romancista para ter algum sentido.
terá sentido na medida em que o romancista procurasse esboçá-los.
é o que o romancista busca dar sentido quando os procura esboçar.
é visado pelo romancista que busca esboçar um sentido para eles.
torna-se o alvo de um esboço em cuja busca de sentido está no romancista.