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Os verbos “perder” e “ter", no período “Em outras palavras...

Leia com atenção o texto abaixo.


Hoje em dia vemos muitas matérias em

jornais, títulos de livros, artigos em periódicos

e magazines que usam a palavra crise: “crise

financeira”, “crise política”, “crise moral”, “crise

5 existencial”, “crise da representação”, “crise

do livro”, “crise da educação” etc. Quando

começamos a ler estes textos, frequentemente

nos damos conta de que são narrativas em

que se projetam imagens de uma estabilidade

10 antes inexistente, seguida por uma decadência

ou fim de alguma coisa. Em outras palavras,

presume-se que algo estável (o mundo das

finanças, a política, a moral, a existência

humana, o livro...) perde esta condição ou tem

15 esta condição colocada em xeque. A crise é

apresentada, então, como um problema, sem

que se argumente que há também um problema

nessas narrativas. Qual?

Muitas vezes a presumida “estabilidade” que

20 existiria antes e que supostamente é ameaçada

na crise é apenas uma idealização que nunca

correspondeu a uma realidade efetiva. Claro, a

partir dessa idealização, pode-se criticar o que

se presume ser uma ameaça, decadência ou

25 fim; mas a crítica é feita em relação ao que foi

idealizado anteriormente.


(Adaptado de José Luís Jobim. Literatura e cultura: do nacional ao transnacional, 2013, p. 67)

Os verbos “perder” e “ter", no período “Em outras palavras, presume-se que algo estável (o mundo das finanças, a política, a moral, a existência humana, o livro...) perde esta condição ou tem esta condição colocada em xeque” (l. 11-15), têm, como sujeito,


A

“algo”.


B

“algo estável".


C

“que algo estável".


D

“algo estável (o mundo das finanças, a política, a moral, a existência humana, o livro...)”.


E

“que algo estável (o mundo das finanças, a política, a moral, a existência humana, o livro...)”.