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Ströbel (2007) faz uma análise das representações do surdo ao longo da história a partir de personagens surdos famosos em diferentes âmbitos, “estabelece relações entre os discursos ouvintistas e os discursos do povo surdo”. A partir dessa análise, apresenta um quadro no qual distingue a representação social e a representação do povo surdo. Nesse quadro, é possível observar uma diferença significativa acerca da compreensão do que é surdez e de seus desdobramentos.
(QUADROS R.M.; PERLIN, G. (Org.). Estudos Surdos I e II. Petrópolis: Editora Arara Azul, 2007.)
Escolha a alternativa correta, que revela o que, respectivamente, a autora aponta no quadro como representação social e representação do povo surdo.
I) Deficiente – Ser surdo; II) A surdez é deficiência na audição e na fala – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ter uma caráter clínico-terapêutico e de reabilitação – A educação dos surdos deve ter respeito pela diferença linguística cultural; IV) Surdos são categorizados em graus de audição: leves, moderados, severos e profundos – As identidades surdas são múltiplas e multifacetadas; V) A língua de sinais é prejudicial aos surdos – A língua de sinais é a manifestação da diferença linguística relativa aos povos surdos.
I) Deficiente Auditivo – Ser surdo, bilíngue e bicultural; II) A surdez é deficiência na audição e na fala – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ter um caráter clínico-terapêutico e de reabilitação – A educação dos surdos deve ocorrer em escolas inclusivas com intérprete de libras e professores surdos; IV) Surdos são categorizados em graus de audição: leves, moderados, severos e profundos – A identidade Surda deve ser desenvolvida no encontro surdo-surdo; V) A língua de sinais é prejudicial aos surdos – A língua de sinais é a expressão do pensamento das pessoas surdas.
I) Deficiente – Ser surdo; II) A surdez é uma anormalidade que pode ser superada pelo aprendizado da fala e da leitura labial – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ter uma caráter clínico-terapêutico e de reabilitação – A educação de surdos deve preocupar-se com o ensino de Libras como primeira língua e o ensino da língua portuguesa como segunda língua; IV) Surdos são categorizados em graus de audição: leves, moderados, severos e profundos – As identidades surdas devem ser desenvolvidas de modo positivo, em escolas bilíngues; V) A língua de sinais deve ser evitada, pois torna os surdos preguiçosos para a fala – A língua de sinais é a língua do pensamento das pessoas surdas.
I) Surdo-mudo – Ser surdo; II) A surdez é uma deficiência que prejudica o desenvolvimento da linguagem – Ser surdo é uma experiência visual; III) A educação de surdos deve ser pautada na reabilitação, com o apoio de recursos como aparelho de amplificação sonora, implante coclear e terapias de estimulação da fala e leitura labial – A educação dos surdos deve ter respeito pela diferença linguística cultural; IV) Surdos são agitados, desatentos e têm costumes e regras de polidez inferiores aos ouvintes – As identidades surdas são múltiplas e multifacetadas; V) A língua de sinais é prejudicial aos surdos – A língua de sinais deve servir de apoio ao ensino da língua portuguesa, na modalidade escrita.