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Do ponto de vista de Araújo e Lacerda,

Atenção: Para responder às questões de números 58 e 59 considere o texto abaixo, no qual Araújo e Lacerda (2010) falam sobre a linguagem no contexto da surdez.


É por meio da linguagem que o homem se comunica e vai se constituindo em suas interações, tornando-se capaz de fazer a categorização do mundo e adquirindo a possibilidade de abstração e a generalização dos objetivos em uma intrínseca relação com o funcionamento psíquico de ordem superior.

Tal constituição encontra-se seriamente comprometida na criança surda, em razão de serem insuficientes as oportunidades a ela oferecidas pelo grupo social (família e escola), que com ela não partilha de uma mesma língua. Submetidas a situações de comunicação dificultadas, sem interlocutores capazes de interpretar efetivamente e atribuir sentido às suas manifestações de linguagem, essas crianças não podem, justamente por seu déficit auditivo, desenvolver-se plenamente na língua de seu(s) grupo(s) de convivência. Esse contexto impõe ao surdo dificuldades interacionais, cognitivas, linguísticas e educacionais, criando um obstáculo para a criança em sua atuação sobre o mundo e sobre o outro.

Do ponto de vista de Araújo e Lacerda,


A

a forma como a sociedade lida com a surdez carrega implicações sérias no desenvolvimento linguístico e social de sujeitos surdos.


B

os indivíduos surdos têm dificuldade de desenvolvimento social e linguístico e por isso precisam aprender o mais cedo possível a língua oral.


C

a surdez, sendo uma deficiência, acarreta diversos déficits de desenvolvimento e por isso precisa ser corrigida.


D

as crianças diagnosticadas como surdas deveriam ser afastadas de suas famílias ouvintes e matriculadas em escolas que favoreçam seu desenvolvimento linguístico e social.


E

a forma como a sociedade lida com a surdez ajuda o sujeito surdo a se desenvolver plenamente, tanto linguística como socialmente.