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Lacerda, in: Cidadania, Surdez e Linguagem: Desafios e realidades, utilizando referencial vygostskiano, afirma que, nos casos congênitos ou precoces, a surdez, como fator psicológico para o próprio surdo, não existe de fato. O surdo não se vê imerso em um mundo de silêncio, esse é um problema que não se coloca para ele. Ele só o percebe indiretamente, secundariamente, como resultado da sua vivência social, o que acaba refletindo nele mesmo. Os surdos vivem a sua surdez diferentemente, segundo suas experiências. Para a autora, o que torna a vida da criança deficiente mais difícil não é o deficit em si mas
as dificuldades impostas por ela mesma ao encarar a sua deficiência.
o modo como as pessoas reagem a essa deficiência.
a falta de conhecimento científico sobre o que seria a psicologia do surdo.
a dificuldade dessa criança em se equiparar às crianças sem deficiência.
a falta de oportunidade de acesso aos mesmos direitos das crianças ouvintes.