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Denomina-se úlcera crônica, o ferimento que envolve a pele e seus anexos, que não progride para cicatrização durante o período previsto para tal, em torno de 4 semanas a 3 meses, permanecendo, supostamente, estacionada na fase inflamatória. As úlceras crônicas de perna apresentam uma prevalência média de 3 a 5% da população acima dos 65 anos de idade. Elas estão, habitualmente, associadas a doenças vasculares. Em relação às úlceras de perna, é correto afirmar:
As úlceras hipertensivas têm apresentação clínica semelhante às úlceras de origem linfática, cujo pano de fundo apresenta a fibrose como marco principal.
As úlceras venosas têm como característica clínica clássica, um grau desproporcionalmente elevado de dor, estejam na vigência de infecção ou não.
As úlceras arteriais são as mais frequentes entre todas as úlceras de perna e resultantes da aterosclerose, determinada por fatores de risco como hipertensão arterial sistêmica e diabete melito.
O diagnóstico diferencial torna-se extremamente difícil em úlceras de extremidades com áreas de lipodermatosclerose, hiperpigmentação e ausência de pulsos palpáveis.