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Paciente, 28 anos, sexo feminino, com diagnóstico prévio de asma, procura setor de emergência devido à piora da dispneia, dificultando suas atividades cotidianas. Relata uso de salbutamol, 5 vezes ao longo do dia nos últimos dois meses, sem resolução do quadro. Nas últimas 2 semanas, também foi necessário usar a medicação à noite, quando despertou com “crise” por 3 vezes. Nega acompanhamento médico regular. Sobre a asma, escolha a alternativa incorreta:
O objetivo do manejo da asma é minimizar as consequências da inflamação crônica nas vias aéreas causadas pela doença, prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Para pacientes que iniciam terapia para asma, a escolha da farmacoterapia depende de uma avaliação clínica da gravidade dos sintomas e do risco de futuras exacerbações graves.
Os fatores de risco para exacerbações da asma incluem: sintomas frequentes de asma, exacerbações anteriores de asma, tabagismo, exposição a alérgenos se sensibilizado, intubação anterior ou internação em unidade de terapia intensiva por asma, VEF 1 baixo (especialmente <60% do previsto), obesidade, alergia alimentar, rinossinusite crônica e má adesão ao tratamento medicamentoso, entre outros.
O formoterol tem início de ação mais lento comparado a outros anticolinérgicos de longa duração, porém com ação prolongada (até 12 horas de broncodilatação). Embora tradicionalmente utilizado como terapia de manutenção para asma (juntamente com um corticoide inalado), seu tempo de ação torna-o apropriado para o alívio dos sintomas.
Os dispositivos inaladores são o principal método de administração de medicamentos para asma, mas sua eficácia depende da técnica inalatória adequada, o que pode ser um desafio para muitos pacientes. Cada vez que um novo dispositivo é introduzido, o uso adequado deve ser analisado detalhadamente.