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O diagnóstico do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção) é clínico e estabelecido a partir da história clínica, associada a informações coletadas com os pais e a escola e ao exame da criança. Nesse sentido, assinalar a alternativa INCORRETA.
Para que o diagnóstico de TDAH seja estabelecido, também é exigido que os sintomas sejam persistentes por um período mínimo de 6 meses, estejam presentes antes dos 12 anos, provoquem prejuízo em dois ou mais contextos e que haja prejuízo significativo no funcionamento.
Os transtornos psiquiátricos mais comumente associados ao TDAH são: transtorno de oposição e desafio, transtorno de conduta, transtornos de aprendizagem, de ansiedade, de humor e por uso de substâncias. Embora menos frequentes, são também significativos os transtornos de tiques e a enurese.
O CID-10 agrupa os sintomas em 3 dimensões: desatenção, hiperatividade e impulsividade; enquanto o DSM-5 os agrupa em 2 dimensões: desatenção e hiperatividade/impulsividade. Para que se faça o diagnóstico de TDAH de acordo com o CID-10, é necessária a presença de sintomas em todas as dimensões.
Os medicamentos de primeira escolha para o tratamento do TDAH são os estimulantes, medicações estruturalmente semelhantes às catecolaminas, que potencializam a transmissão dopaminérgica e noradrenérgica. As medicações estimulantes disponíveis no Brasil são o bupripiona e a atomoxetina, cuja eficácia já foi demonstrada em inúmeros ensaios clínicos e metanálises.