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Sr. João, 70 anos, com câncer de pâncreas avançado e metástases hepáticas, está internado na enfermaria de cuidados paliativos. Ele relata dor abdominal intensa e persistente, com piora nos últimos dias, apesar do uso regular de dipirona e codeína. A equipe médica avalia a dor do Sr. João como 9 em uma escala de 0 a 10, e seu estado geral é classificado como ECOG 2 (capaz de realizar atividades leves, mas passa a maior parte do dia sentado ou deitado). Qual a melhor estratégia para o controle da dor do Sr. João, nesse momento?
Encaminhar o paciente para avaliação com um especialista em dor, para realização de bloqueio nervoso.
Manter a dipirona e a codeína, associar um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) e iniciar um laxante.
Manter a dipirona, trocar a codeína por morfina (manutenção + resgate), e iniciar laxante e pregabalina.
Suspender a dipirona e a codeína e iniciar um esquema de analgesia com tramadol e gabapentina.
Trocar a dipirona por paracetamol, aumentar a dose da codeína e associar um corticoide.