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Paciente do sexo masculino, 27 anos de idade, apresenta fratura exposta da tíbia após acidente de moto. Ao exame, a perna está inchada, tensa e extremamente dolorosa, com dor exacerbada à dorsiflexão passiva do pé. Os pulsos distais estão presentes, mas o paciente relata parestesia no dorso do pé. A pressão compartimental medida no compartimento anterior é de 40 mmHg (pressão diastólica 70 mmHg). Nos exames complementares: a radiografia da perna: aponta fratura cominutiva exposta da diáfise tibial. A medição da pressão compartimental apresenta 40 mmHg no compartimento anterior. A gasometria arterial: pH 7,3, lactato elevado.
Referente ao caso citado, assinale a alternativa correta.
O tratamento inicial deve incluir estabilização externa da fratura e observação da pressão compartimental, sendo a fasciotomia indicada apenas se os pulsos distais estiverem ausentes.
A descompressão cirúrgica (fasciotomia) deve ser realizada imediatamente, uma vez que a diferença entre a pressão diastólica e a pressão compartimental está abaixo de 30 mmHg, indicando risco de necrose tecidual.
A administração de fluidos intravenosos deve ser a prioridade para melhorar a perfusão tecidual, e a fasciotomia deve ser evitada até que a instabilidade hemodinâmica seja resolvida.
A descompressão cirúrgica pode ser postergada se a pressão compartimental não aumentar acima de 50 mmHg, com monitoramento clínico contínuo para evitar complicações isquêmicas.